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Nasdaq-100 e dólar impulsionam NASD11 em 3,91% na semana; SPXR11 sobe 1,19%

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Créditos: iStock

O Nasdaq-100 ganhou cerca de 3% na semana e o S&P 500, 1,19%. O movimento teve uma marca concreta: a Nasdaq atribuiu parte da força inicial das ações de inteligência artificial à repercussão do Muse, agente de IA da Meta. As ações da companhia dispararam 11,4% na segunda-feira, ampliando a contribuição de um nome presente nas carteiras de tecnologia e do S&P 500.

O impulso de segunda conviveu com juros americanos em alta ao longo da semana: a taxa do Treasury de dez anos chegou a aproximadamente 5,15%, com avanço de cerca de 15 pontos-base. A bolsa terminou no azul, mas a liderança ficou concentrada em segmentos específicos.

Na conversão para reais, houve outra diferença entre olhar a sexta-feira e olhar a semana. O dólar comercial recuou 0,23% no último pregão, para aproximadamente R$ 5,18, mas havia terminado a sexta anterior perto de R$ 5,14. O saldo semanal foi, portanto, de valorização da moeda americana. Isso acrescentou retorno às carteiras internacionais expostas ao câmbio, enquanto SPXR11 seguiu uma estrutura desenhada para acompanhar ações americanas sem essa exposição direta.

NASD11 (XP Asset): +3,91%

O NASD11 acompanha o Nasdaq-100, índice das maiores companhias não financeiras listadas na Nasdaq. É nessa seleção que está a primeira explicação da liderança semanal: além de Nvidia, Apple e Microsoft, o índice reúne nomes como Micron, AMD e Meta, diretamente ligados ao ciclo de semicondutores, computação e inteligência artificial.

Na última ficha de composição trimestral da Nasdaq, de junho, Nvidia respondia por 7,60%, Apple por 6,67%, Micron por 5,64% e AMD por 4,11% do índice. Esses pesos ajudam a dimensionar por que a força da tecnologia afeta tanto essa cesta.

O salto de Meta no começo da semana deu um exemplo do efeito de uma notícia corporativa sobre o conjunto. A recuperação do Nasdaq-100, de cerca de 3% em dólares, foi superior ao avanço de 1,19% do S&P 500. Como a posição brasileira também preserva exposição ao dólar, as duas forças atuaram na mesma direção para levar NASD11 a +3,91% em reais.

IVVB11 (BlackRock): +2,14%

O IVVB11 investe no IVV, ETF americano que replica o S&P 500. A carteira do IVV recente possui a seguinte composição: Nvidia 8,18%, Apple 7,37%, Microsoft 5,56%, Amazon 3,68%, as duas classes da Alphabet 5,44% somadas e Meta 2,58%.

O grupo de tecnologia da informação representava 39,15% do patrimônio, mas o índice também mantinha 11,56% em financeiras, 9,27% em saúde e 8,07% em industriais.

Assim, IVVB11 participou da valorização das grandes empresas de tecnologia e da disparada inicial de Meta, mas diluiu esse impulso em uma carteira de 504 ações, espalhada por setores que não tiveram a mesma tração do Nasdaq-100. O ganho de 1,19% do S&P 500 em dólares, combinado com o fortalecimento semanal da moeda americana, se refletiu nos +2,14% da cota negociada no Brasil.

 

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SPXI11 (Itaú Asset): +1,74%

O SPXI11 também dá acesso ao S&P 500, principalmente por meio do Vanguard S&P 500 UCITS ETF (VUAA). Na composição da Vanguard, as maiores posições eram Nvidia (8,08%), Apple (7,03%), Microsoft (5,69%), Amazon (3,84%), Alphabet (5,40% nas duas classes) e Meta (1,90%).

Assim como no IVV, são essas empresas que concentram parte considerável do resultado de uma carteira que também possui bancos, indústrias e companhias de saúde. Bolsa americana positiva e câmbio favorável em reais atuaram juntos na semana.

Seu retorno de +1,74% ficou 0,40 ponto percentual abaixo dos +2,14% de IVVB11. As duas cotas são instrumentos diferentes para uma exposição semelhante: SPXI11 utiliza um ETF irlandês que acumula rendimentos, enquanto IVVB11 investe em um ETF americano.

WRLD11 (Investo): +1,70%

O WRLD11 acessa o Vanguard Total World Stock ETF (VT) e distribui o capital por ações de vários países.

Na carteira recente os Estados Unidos concentravam 61,97%, seguidos por Japão (5,90%), Taiwan (3,28%) e Reino Unido (3,19%). Havia forte presença de tecnologia (32,30%): Nvidia 4,29%, Apple 3,81%, Microsoft 3,14%, Amazon 2,10%, Alphabet 2,97% nas duas classes e TSMC 1,52%.

WRLD11 participou do avanço das grandes companhias americanas e da valorização do dólar frente ao real. A fatia em Japão, Taiwan, Europa e outros mercados acrescentou fontes próprias de retorno.

SPXR11 (Itaú Asset): +1,19%

O SPXR11 coloca a mesma bolsa americana sob outra construção. Seu índice usa futuros do S&P 500 negociados na B3, com remuneração diária associada ao DI, e foi desenhado sem exposição cambial direta. A valorização semanal do dólar, que ajudou IVVB11 e SPXI11, não se converteu no mesmo impulso para a cota de SPXR11.

O fundo avançou 1,19%, contra 2,14% do IVVB11. A proximidade do retorno de SPXR11 com a alta de 1,19% do S&P 500 em dólares torna visível o papel da política cambial neste recorte. Na ponta das ações, ele continuou exposto ao índice que tinha, entre seus maiores componentes, Nvidia, Apple, Microsoft, Amazon, Alphabet e Meta. Mudou a forma como a oscilação do dólar entra no resultado em reais.

DOLX11 (XP Asset): +0,84%

O DOLX11 completa o quadro como exposição à moeda americana, e não a ações. Seu índice combina dólar e juros americanos por uma carteira implementada com futuros cambiais e títulos pós-fixados brasileiros.

A alta de 0,84% na semana ocorreu no mesmo sentido do fortalecimento do dólar entre as duas sextas-feiras e ajuda a situar o segundo motor dos ETFs internacionais.

O recuo do dólar no próprio dia 25 não desfez a valorização acumulada desde o dia 18. É por isso que NASD11, IVVB11, SPXI11 e WRLD11 puderam terminar a semana com apoio cambial, ainda que a moeda tenha encerrado a sexta em queda.

 


Este conteúdo tem caráter informativo e educacional. Não constitui recomendação de investimento.

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