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Bancos avançam, siderurgia recua: BDOM11 e BXPO11 se distanciam 2,48 pontos no pregão

bdom11-bxpo11-bancos-siderurgia-29-setembro-2026

Créditos: iStock

Dois ETFs de ações brasileiras terminaram o pregão de 29 de setembro em lados opostos do mercado. O BDOM11 subiu 1,04%, enquanto o BXPO11 caiu 1,44%. A distância de 2,48 pontos percentuais veio sobretudo das ações escolhidas por cada estratégia: financeiras e empresas de serviços essenciais tiveram participação importante na carteira doméstica; siderúrgicas, mineradoras e frigoríficos pressionaram a carteira de exposição internacional.

Nas composições divulgadas pela gestora em setembro, serviços financeiros representavam 40,59% do BDOM11. No BXPO11, materiais respondiam por 47,36%. Em uma sessão de alta dos bancos e queda de nomes relevantes da cadeia de metais, essa diferença setorial teve efeito direto sobre os ETFs.

BDOM11 (Investo): +1,04%

O BDOM11 acompanha uma carteira de empresas com predominância de receitas no mercado brasileiro.

Entre suas maiores posições estavam Itaú Unibanco, com 8,13%, Bradesco, com 5,60%, BTG Pactual, com 5,13%, e Banco do Brasil, com 4,71%. As quatro posições financeiras somavam 23,57% da composição divulgada. O fundo também tinha participações expressivas em utilities, que representavam 16,22% da exposição setorial.

As ações dos grandes bancos deram sustentação a esse desenho. BBAS3 avançou 2,56%, ITUB4 subiu 1,41%, BPAC11 ganhou 0,96% e BBDC4 teve alta de 0,68% no pregão de ontem. O movimento foi acompanhado por empresas de serviços essenciais presentes entre as principais posições do ETF: Sabesp subiu 1,16% e Axia Energia, 0,66%. A valorização se espalhou, portanto, por duas parcelas relevantes da carteira.

 

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BXPO11 (Investo): -1,44%

O BXPO11 segue uma carteira de companhias brasileiras com maior exposição a receitas obtidas fora do país. Suas maiores posições divulgadas incluíam Embraer, com 8,39%, Suzano, com 8,37%, PRIO, com 8,33%, WEG, com 8,25%, JBS, com 8,03%, Gerdau, com 7,68%, Vale, com 7,64%, e Metalúrgica Gerdau, com 5,51%. A concentração setorial em materiais tornou o ETF especialmente sensível ao recuo simultâneo de ações de siderurgia e mineração.

No fechamento de 29 de setembro, GGBR4 caiu 3,55%, GOAU4 recuou 3,39% e VALE3 perdeu 2,18%. Outros componentes relevantes também encerraram em baixa: o BDR da JBS, JBSS32, caiu 1,74%, Minerva recuou 2,24% e Suzano perdeu 0,72%. Os seis movimentos, considerados com seus respectivos pesos divulgados, apontam para uma pressão indicativa próxima de 0,93 ponto percentual.

Houve contrapesos, mas menores. WEG subiu 0,34%, Aura Minerals avançou 1,99%, Embraer ficou praticamente estável e PRIO recuou apenas 0,05%. O peso combinado das posições que recuaram, especialmente Gerdau, Metalúrgica Gerdau e Vale, prevaleceu sobre as altas observadas em outros nomes.

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