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BOVA11 lidera setembro; carteiras e câmbio diferenciam ETFs dos EUA, globais, China e Argentina

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Créditos: iStock

Setembro terminou com uma vantagem expressiva da bolsa brasileira sobre as demais exposições por países e regiões. O BOVA11 avançou 5,32%, enquanto SPXI11 perdeu 1,13%, WRLD11 recuou 1,78% e IVWO11 caiu 2,06%. As perdas foram mais intensas nos recortes de China e Argentina: PKIN11 cedeu 5,32% e ARGE11, 7,39%. O SPXR11, com exposição ao S&P 500 e proteção cambial, ganhou 0,20%; o DOLB11, ligado a futuros de dólar, ficou em 0,12%.

As diferenças começam nos ativos. No Brasil, Itaú, Bradesco, Banco do Brasil e BTG Pactual avançaram, enquanto Vale caiu. Nos Estados Unidos, a valorização de Apple e Nvidia conviveu com perdas de Amazon, Broadcom e JPMorgan.

Nos emergentes, TSMC ganhou valor em Taiwan, mas Tencent e Alibaba recuaram em Hong Kong. Na Argentina, os bancos tiveram quedas bem maiores que as principais empresas de energia da carteira.

Os retornos dos ETFs abaixo são totais, em reais, no mês de setembro. As variações das ações se referem aos preços entre os fechamentos de 31 de agosto e 30 de setembro, nas respectivas moedas de negociação.

 

ETF Exposição Retorno em setembro
BOVA11 Ibovespa +5,32%
SPXR11 S&P 500 por futuros, com proteção cambial +0,20%
DOLB11 Futuros de dólar +0,12%
SPXI11 S&P 500, com exposição cambial -1,13%
WRLD11 Ações globais -1,78%
IVWO11 Ações de mercados emergentes -2,06%
PKIN11 Ações A chinesas, CSI 300 -5,32%
ARGE11 Empresas argentinas listadas nos EUA -7,39%

BOVA11 (BlackRock): +5,32%

A carteira do Ibovespa recebeu apoio de vários dos seus componentes financeiros. ITUB4 valorizou 12,04%, BBDC4 avançou 7,68%, BBAS3 ganhou 11,23% e BPAC11 subiu 17,16%. B3SA3 também teve desempenho forte, com alta de 13,07%. A valorização alcançou bancos de varejo, banco de investimentos e infraestrutura de mercado, dando amplitude ao movimento do setor.

Petrobras PN acrescentou outra frente positiva, com ganho de 9,11% em PETR4. Em contrapartida, VALE3 caiu 10,20%, colocando pressão sobre um componente importante do índice.

A alta de 5,32% do BOVA11 ocorreu, portanto, com comportamentos opostos entre duas das principais exposições a commodities da bolsa: petróleo e mineração.

SPXR11 (Itaú Asset): +0,20%

O SPXR11 oferece exposição ao S&P 500 por uma estrutura de futuros com proteção cambial. Apple ganhou 5,10%, Nvidia avançou 3,44% e Microsoft subiu 1,11%, enquanto Amazon caiu 4,09%, Broadcom perdeu 5,17% e JPMorgan recuou 7,08%, em dólar.

O índice combina empresas de tecnologia com bancos, consumo, saúde, indústria e outros setores. Assim, o avanço de parte das grandes empresas de tecnologia conviveu com perdas em componentes relevantes.

A estrutura do SPXR11 acrescenta exposição ao diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos e busca neutralizar a variação cambial. Esse desenho ajuda a interpretar sua diferença para o SPXI11: os dois oferecem acesso ao S&P 500, mas usam referências e mecanismos distintos. O SPXR11 terminou 1,33 ponto percentual acima do SPXI11.

SPXI11 (Itaú Asset): -1,13%

O SPXI11 acompanha o S&P 500 Net Total Return, que incorpora o reinvestimento de dividendos líquidos de impostos, com exposição ao dólar. Dentro da cesta, Apple, Nvidia e Microsoft ofereceram apoio, com altas de 5,10%, 3,44% e 1,11%, respectivamente.

Amazon fez o contraponto, passando de US$ 259,77 para US$ 249,15, perda de 4,09%. Broadcom caiu 5,17%, enquanto JPMorgan recuou de US$ 356,02 para US$ 330,83, queda de 7,08%. Os movimentos negativos alcançaram comércio eletrônico e nuvem, semicondutores e serviços financeiros. A dispersão também ocorreu dentro da tecnologia: Nvidia avançou, mas Broadcom perdeu valor.

Ao contrário do SPXR11, o SPXI11 mantém a exposição cambial.

 

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WRLD11 (Investo): -1,78%

O WRLD11 investe no Vanguard Total World Stock ETF, o VT, oferecendo exposição a ações de mercados desenvolvidos e emergentes.

Na composição de referência divulgada pela gestora, Estados Unidos representavam 61,97% da exposição. Nvidia tinha 4,29%, Apple, 3,81%, Microsoft, 3,14%, Amazon, 2,10%, e Broadcom, 1,43%. A abrangência global convive, portanto, com uma participação expressiva das grandes empresas americanas.

Nvidia, Apple e Microsoft avançaram em setembro, mas Amazon caiu 4,09% e Broadcom perdeu 5,17%. Fora desse núcleo americano, a cesta também inclui TSMC, Tencent e Alibaba. As ações de TSMC em Taiwan subiram 3,12% em moeda local, enquanto Tencent e Alibaba recuaram 4,86% e 6,65%, respectivamente, em dólares de Hong Kong. O mês reuniu sinais opostos tanto entre regiões quanto dentro das principais posições.

IVWO11 (Investo): -2,06%

O IVWO11 replica no Brasil o Vanguard FTSE Emerging Markets ETF, o VWO. Na composição de 31 de agosto, Taiwan tinha 32,70%, China, 26,50%, e Índia, 16,50%, somando 75,70% da exposição. TSMC era a maior posição individual, com 14,67%; Tencent tinha 2,89%, Alibaba, 2,18%, e MediaTek, 1,46%. Reliance Industries, HDFC Bank e ICICI Bank também apareciam entre os principais ativos.

A ação de TSMC em Taiwan passou de 2.405 para 2.480 dólares taiwaneses, alta de 3,12%. Já Tencent caiu de HK$ 453 para HK$ 431, perda de 4,86%, e Alibaba recuou de HK$ 114,20 para HK$ 106,60, queda de 6,65%. Esses movimentos mostram a coexistência de valorização na fabricação de semicondutores com pressão sobre plataformas digitais chinesas. As moedas locais também entram na formação do retorno do fundo de referência em dólar.

PKIN11 (Bradesco Asset): -5,32%

O PKIN11 investe no China Universal CSI 300, ligado às grandes ações A negociadas em Xangai e Shenzhen. Essa exposição difere da presença de Tencent e Alibaba em Hong Kong no IVWO11. O CSI 300 combina empresas financeiras, consumo, indústria e tecnologia do mercado continental chinês.

Entre seus componentes, CATL caiu de 363,55 para 291,11 yuans, perda de 19,93%, enquanto East Money recuou de 19,39 para 17,79 yuans, queda de 8,25%. A primeira leva à carteira a cadeia de baterias e veículos elétricos; a segunda representa serviços financeiros digitais, negociação e distribuição de investimentos. A pressão atingiu duas atividades distintas dentro do mercado chinês.

A intensidade da queda de CATL foi muito superior à do próprio ETF, que perdeu 5,32% em reais. Essa diferença é compatível com uma cesta diversificada de 300 ações: o desempenho de uma empresa é combinado ao dos demais componentes e à conversão cambial.

ARGE11 (Investo): -7,39%

O ARGE11 reúne 15 ADRs de empresas argentinas listados nos Estados Unidos. Na composição de 21 de setembro, YPF tinha 20,72%, Grupo Financiero Galicia, 14,37%, Ternium, 14,37%, Pampa Energía, 11,96%, e Banco Macro, 7,43%. Galicia e Macro somavam 21,80%, criando uma exposição bancária relevante dentro de uma cesta que também carrega energia e siderurgia.

Os bancos foram o principal foco de pressão entre esses nomes. Galicia caiu de US$ 43,75 para US$ 37,24, perda de 14,88%, e Banco Macro passou de US$ 78,68 para US$ 66,93, recuo de 14,93%. As duas quedas foram aproximadamente duas vezes maiores que a perda da cota brasileira, mostrando a intensidade do movimento no componente financeiro.

YPF perdeu 2,81%, Pampa Energía recuou 5,53% e Ternium caiu 0,95%, em dólar. Assim, as principais posições de energia e siderurgia também cederam, mas em menor magnitude que os bancos. A perda de 7,39% do ARGE11 veio acompanhada de fraqueza em vários integrantes relevantes, com maior intensidade no setor financeiro.

 


Este conteúdo tem caráter informativo e educacional e não constitui recomendação de investimento.

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