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HIGH11 e SMAL11 sobem mais de 10% após primeiro turno; dólar derruba ETFs internacionais

Créditos: iStock

O primeiro pregão após o primeiro turno das eleições coloca os ETFs de ações brasileiras entre os destaques da B3. Na captura de cotações da manhã desta segunda-feira, HIGH11 avançava 10,70% e SMAL11 ganhava 10,18%, acima dos 7,53% do BOVA11. O movimento alcançava também LVOL11, com alta de 8,20%, DIVO11, de 7,73%, e IMAB11, de 2,98%.

Do outro lado, a valorização do real pressionava as exposições internacionais em reais: IVVB11 recuava 4,31%, NASD11 perdia 3,94% e GOLD11 caía 4,63%. O contraste mais direto aparecia no SPXR11, que avançava 0,43% com sua estrutura de exposição ao S&P 500 sem variação cambial.

Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. A reação dos investidores refletia a maior probabilidade atribuída a uma mudança de governo e a expectativas de ajuste fiscal. Na manhã, o dólar comercial recuava 4,37%, a R$ 4,987, às 10h15; o DI para janeiro de 2029 chegou a 12,830%, com queda de 86 pontos-base, por volta de 9h40.

Retorno de cada ETF na apuração

As variações abaixo são dos preços negociados em relação ao fechamento anterior, de 2 de outubro.

ETF Retorno no pregão Apuração
BOVA11 +7,53% 10h58
DIVO11 +7,73% 10h58
SMAL11 +10,18% 10h58
LVOL11 +8,20% 10h50
HIGH11 +10,70% 10h58
IMAB11 +2,98% 10h58
IVVB11 −4,31% 10h58
SPXR11 +0,43% 10h58
HASH11 −3,01% 10h58
GOLD11 −4,63% 10h58
NASD11 −3,94% 10h58
HODL11 −1,46% 10h57
ETHE11 −2,90% 10h57

Magalu e Cosan dão força ao HIGH11; construção impulsiona small caps

A liderança do HIGH11 encontra apoio em duas posições relevantes da carteira: Magazine Luiza e Cosan. Às 10h35, MGLU3 subia 24,18% e CSAN3 avançava 22,82%. Na composição examinada pela DEX na semana encerrada em 25 de setembro, os papéis representavam 6,60% e 4,75%, respectivamente.

A queda dos juros futuros e a revisão do risco doméstico favoreciam empresas dependentes de crédito e com endividamento relevante. Vamos, C&A e Cogna também estavam entre as maiores posições daquela carteira.

No SMAL11, a alta de 10,18% acompanhava a corrida por empresas domésticas. Cyrela, componente da carteira, avançava 21,33% às 10h35. Allos, Assaí e Renner acrescentam exposição a shopping centers e consumo, segmentos envolvidos na aposta em menor custo de capital. A força da construção também ganhava um catalisador específico: o JPMorgan elevou a recomendação de Cyrela e Eztec para compra após a eleição.

Bancos sustentam BOVA11 e DIVO11; LVOL11 também participa do rali

O Banco do Brasil avançava 12,73%, a R$ 26,74, às 10h34. B3 e BTG Pactual subiam 20,79% e 19,21%, respectivamente, às 10h35. Os três papéis integram o universo do Ibovespa e ajudam a explicar a alta de 7,53% do BOVA11.

A carteira ampla, porém, também carregava posições que limitavam o avanço: Suzano caía 3,36%, Embraer recuava 1,51% e WEG perdia 0,33% naquela fotografia das 10h35. A valorização do real é uma pressão adicional para receitas de exportação quando convertidas em reais.

No DIVO11, bancos, holdings financeiras e empresas de energia conectavam a carteira à mesma reprecificação. Banco do Brasil, Itaú, Bradesco e Itaúsa figuravam na composição divulgada em setembro, junto de Petrobras, BB Seguridade, Copel e Cemig.

O LVOL11 subia 8,20%, embora sua seleção priorize menor volatilidade histórica. Na carteira examinada em setembro, serviços públicos representavam cerca de 32,3% e o setor financeiro, 25,5%, com posições como BB Seguridade, Taesa, Itaú, Bradesco e Engie. Essa composição também o expõe à revisão dos juros e do risco brasileiro.

IMAB11 ganha 2,98% na reprecificação da renda fixa

O avanço do IMAB11 colocava os títulos públicos IPCA+ no movimento positivo dos ativos locais. Sua exposição às NTN-B faz dos preços desses títulos, especialmente os de maior prazo, os principais vetores da carteira.

A forte queda da curva de DI documentava a redução do prêmio de risco nessa manhã.

IVVB11 e NASD11 recuam; SPXR11 evidencia o peso do câmbio

IVVB11 perdia 4,31% e NASD11 recuava 3,94%. A queda de mais de 4% do dólar na manhã era um vetor importante para os dois fundos, que mantêm exposição cambial em suas carteiras de ações americanas.

O SPXR11 avançava 0,43%, uma diferença de 4,74 pontos percentuais em relação ao IVVB11. Ambos oferecem exposição ao S&P 500, mas a estrutura do SPXR11 elimina a variação cambial e incorpora o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos.

GOLD11 e cripto ETFs também sofrem com a valorização do real

GOLD11 apresentava a maior queda do grupo, de 4,63%. A exposição ao ouro internacional sem proteção cambial tornava a valorização do real um vetor relevante de pressão.

Nos criptoativos, HASH11 recuava 3,01%, ETHE11 perdia 2,90% e HODL11 caía 1,46%. As carteiras têm exposições distintas: HASH11 acompanha uma cesta de criptoativos, ETHE11 se concentra em ether e HODL11 em bitcoin.

O bitcoin operava perto de US$ 86 mil na manhã, após recuperação na negociação asiática. Assim, a queda dos fundos brasileiros convivia com alguma recuperação do ativo no exterior e com forte pressão cambial.

 

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Nota de apuração: os horários dos movimentos das ações, do dólar e dos juros estão indicados no texto e não são todos simultâneos. 

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