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DEBB11, NLFA11 e LFIX11 somam R$ 1,36 bilhão em captação no ano; carteiras separam os riscos

Créditos: iStock

Os ETFs DEBB11, NLFA11 e LFIX11 somavam R$ 1,363 bilhão em captação líquida no ano até 22 de outubro. O DEBB11 respondia por R$ 858 milhões, seguido pelo NLFA11, com R$ 300 milhões, e pelo LFIX11, com R$ 205 milhões. Os três dão acesso a crédito privado, mas por meio de instrumentos e concentrações bastante diferentes.

Na janela de um mês, o quadro foi menos uniforme. O LFIX11 recebeu R$ 33 milhões, o DEBB11 captou R$ 17 milhões e o NLFA11 registrou R$ 11 milhões em resgates líquidos. O saldo conjunto foi positivo em R$ 39 milhões, sem que isso significasse uma entrada equivalente em cada estratégia.

A diferença também aparece na performance. O NLFA11 avançava 1,07% em um mês, o LFIX11 ganhava 1,01% e o DEBB11 subia 0,64%.

ETF Fluxo no ano Fluxo em um mês Retorno em um mês
DEBB11 +R$ 858 mi +R$ 17 mi +0,64%
NLFA11 +R$ 300 mi −R$ 11 mi +1,07%
LFIX11 +R$ 205 mi +R$ 33 mi +1,01%

DEBB11 (BTG Asset): +0,64% em um mês

O DEBB11 acompanha uma cesta de debêntures remuneradas principalmente pelo DI acrescido de um prêmio de crédito. Seu índice de referência tinha 301 ativos e 134 emissores, com 86,87% de exposição em DI+ e 10% em Selic.

No rebalanceamento de outubro, as maiores posições incluíam Localiza, com 1,68%; B3, com 1,38%; Cielo, com 1,37%; e Suzano, com 1,25%. Sabesp e Energisa também apareciam entre as posições relevantes, com 1,07% cada. O ETF acessa, portanto, dívida de empresas de diferentes atividades, combinada a uma parcela de títulos públicos.

O DI fornece uma base de remuneração, mas o retorno também depende da mudança dos prêmios cobrados pelos investidores e dos preços das debêntures. Por isso, uma carteira pós-fixada pode apresentar resultado diferente do simples carregamento do CDI. A alta anual de 11,05% coexistia com um mês de desempenho mais moderado e com R$ 26 milhões de resgates na janela de uma semana, apesar da captação positiva no ano.

 

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NLFA11 (Nu Asset): +1,07% em um mês

O NLFA11 investe em letras financeiras seniores. Na referência de setembro, a carteira reunia 23 emissores, com 13,8% em Banco do Brasil, 12,3% em Santander, 11,4% em BTG e 11,2% em Bradesco. Os quatro somavam aproximadamente 48,7%. Sicredi, Votorantim, Nubank, Safra e XP ampliavam o conjunto de devedores.

Cerca de 80% da carteira tinha classificação AAA na escala local, e a duration informada era de 2,42 anos. A cota acumulava 11,57% no ano, embora o fluxo mensal fosse negativo.

LFIX11 (Investo, em cogestão com V8 Capital): +1,01% em um mês

O LFIX11 acompanha uma cesta de letras financeiras de instituições do segmento S1, incluindo papéis seniores e subordinados. Na composição, Bradesco representava 46,76%, BTG 18,80% e Santander 16,75%. Itaú, Banco do Brasil e Caixa completavam a distribuição divulgada. Os três maiores emissores reuniam aproximadamente 82,3%.

Essa concentração é bem diferente da do DEBB11 e também da composição do NLFA11. Além do risco de cada banco, a presença de dívida subordinada altera a posição do credor em situações de estresse. O avanço de 1,01% no mês ocorreu com R$ 33 milhões em entradas líquidas. A captação acrescentou recursos a uma carteira concentrada no crédito dos maiores bancos, com uma combinação própria de instrumentos e níveis de subordinação.

 


Conteúdo informativo. Não constitui recomendação de investimento.

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