{"id":1790,"date":"2026-09-18T08:12:20","date_gmt":"2026-09-18T11:12:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.dexetfs.com.br\/?post_type=noticias&#038;p=1790"},"modified":"2026-09-18T08:12:20","modified_gmt":"2026-09-18T11:12:20","slug":"diversificacao-internacional-ativos-moedas-etfs-b3-week","status":"publish","type":"noticias","link":"https:\/\/www.dexetfs.com.br\/en\/noticias\/diversificacao-internacional-ativos-moedas-etfs-b3-week\/","title":{"rendered":"Diversifica\u00e7\u00e3o internacional exige decis\u00f5es separadas sobre ativos e moedas"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_1796\" style=\"width: 755px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1796\" class=\"wp-image-1796 \" src=\"http:\/\/www.dexetfs.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/1610\/2026\/09\/174837-1024x577.jpg\" alt=\"etf-week-b3-leonardo-vasques-xp-asset-filipe-coelho-bb-asset\" width=\"745\" height=\"420\" srcset=\"https:\/\/www.dexetfs.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/1610\/2026\/09\/174837-1024x577.jpg 1024w, https:\/\/www.dexetfs.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/1610\/2026\/09\/174837-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.dexetfs.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/1610\/2026\/09\/174837-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.dexetfs.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/1610\/2026\/09\/174837-1536x865.jpg 1536w, https:\/\/www.dexetfs.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/1610\/2026\/09\/174837-2048x1153.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 745px) 100vw, 745px\" \/><p id=\"caption-attachment-1796\" class=\"wp-caption-text\">\u00c0 esquerda, Felipe Paiva (B3). Ao centro, Leonardo Vasques (XP Asset). \u00c0 direita, Filipe Coelho (BB Asset)<\/p><\/div>\n<div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O mercado brasileiro chegou a 219 ETFs, dos quais 121 ofereciam exposi\u00e7\u00e3o local e 98, internacional. Considerando tamb\u00e9m mais de 300 ETFs internacionais dispon\u00edveis, o n\u00famero de produtos listados se aproximava de 500. Na abertura do painel, Felipe Paiva, da B3, informou que a ind\u00fastria reunia R$ 130 bilh\u00f5es e movimentava cerca de R$ 1,6 bilh\u00e3o por dia.<\/p>\n<p>A expans\u00e3o da oferta, contudo, n\u00e3o elimina o desafio de transformar os produtos em carteiras coerentes. Leonardo Vasques explicou que a XP combina o lan\u00e7amento de ve\u00edculos com pesquisa, conte\u00fado, sugest\u00f5es de aloca\u00e7\u00e3o e carteiras automatizadas. Para o executivo, o ETF \u00e9 um meio de acessar determinado ativo, mas precisa integrar uma estrat\u00e9gia mais ampla.<\/p>\n<p>Filipe Coelho tamb\u00e9m relacionou a amplia\u00e7\u00e3o da prateleira \u00e0 necessidade de oferecer escolhas duradouras. Segundo o representante do Banco do Brasil, a diversifica\u00e7\u00e3o pode abranger diferentes mercados, moedas e commodities, evitando que a carteira fique concentrada somente nas exposi\u00e7\u00f5es mais tradicionais.<\/p>\n<h2>Produtos locais ampliam o acesso ao exterior<\/h2>\n<p>Leonardo Vasques afirmou que a ind\u00fastria brasileira j\u00e1 oferece ve\u00edculos locais para algumas das principais exposi\u00e7\u00f5es internacionais. A XP participou do lan\u00e7amento de BDRs de ETFs ligados ao Nasdaq e ao ouro e passou a trabalhar tamb\u00e9m com produtos que oferecem exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 China, aos Estados Unidos e a estrat\u00e9gias com prote\u00e7\u00e3o cambial.<\/p>\n<p>Esses ve\u00edculos permitem que o investidor mantenha a opera\u00e7\u00e3o na infraestrutura brasileira, sem impedir a alternativa de investir diretamente no exterior. Segundo Vasques, as duas possibilidades fazem sentido. Os produtos locais podem atender quem busca exposi\u00e7\u00e3o financeira por meio de uma corretora brasileira, enquanto a conta internacional pode ser adequada a quem deseja manter recursos fora do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Filipe Coelho concordou que as alternativas devem ser apresentadas sem estabelecer uma solu\u00e7\u00e3o universal. A escolha precisa considerar a efici\u00eancia de manter uma conta internacional, as obriga\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias e a possibilidade de reproduzir a exposi\u00e7\u00e3o desejada por meio de um ve\u00edculo negociado no Brasil.<\/p>\n<h2>Exposi\u00e7\u00e3o ao ativo n\u00e3o exige necessariamente risco cambial<\/h2>\n<p>Ao conduzir a discuss\u00e3o, Felipe Paiva separou a diversifica\u00e7\u00e3o internacional em duas decis\u00f5es: a exposi\u00e7\u00e3o ao ativo estrangeiro e a exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 moeda. Os produtos podem incorporar a varia\u00e7\u00e3o cambial ou utilizar prote\u00e7\u00e3o para reduzir seu efeito sobre o retorno em reais.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone  wp-image-1795\" src=\"http:\/\/www.dexetfs.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/1610\/2026\/09\/174845-1024x577.jpg\" alt=\"etf-week-b3-leonardo-vasques-xp-asset-filipe-coelho-bb-asset\" width=\"926\" height=\"522\" srcset=\"https:\/\/www.dexetfs.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/1610\/2026\/09\/174845-1024x577.jpg 1024w, https:\/\/www.dexetfs.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/1610\/2026\/09\/174845-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.dexetfs.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/1610\/2026\/09\/174845-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.dexetfs.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/1610\/2026\/09\/174845-1536x865.jpg 1536w, https:\/\/www.dexetfs.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/1610\/2026\/09\/174845-2048x1153.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 926px) 100vw, 926px\" \/><\/p>\n<p>Filipe Coelho defendeu a disponibilidade das duas estruturas. Para ele, os ETFs precisam ser simples e oferecer alternativas compat\u00edveis com diferentes perfis de risco, incluindo produtos com e sem <em>hedge<\/em> e exposi\u00e7\u00f5es a moedas al\u00e9m do d\u00f3lar.<\/p>\n<p>Leonardo Vasques observou que investidores frequentemente escolhem entre essas alternativas olhando para a rentabilidade recente. Quando o d\u00f3lar cai, cresce a prefer\u00eancia por cotas protegidas. Quando sobe, aumenta a procura pela exposi\u00e7\u00e3o cambial. Para ele, o objetivo da diversifica\u00e7\u00e3o internacional n\u00e3o \u00e9 necessariamente elevar o retorno, mas reduzir riscos e tornar o portf\u00f3lio mais resiliente em diferentes cen\u00e1rios.<\/p>\n<h2>Commodities tamb\u00e9m ampliam a diversifica\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>A expans\u00e3o da oferta n\u00e3o se limita a \u00edndices de a\u00e7\u00f5es. Filipe Coelho destacou o desenvolvimento de produtos ligados a commodities como milho e boi, criados a partir da experi\u00eancia do Banco do Brasil com o setor rural e das demandas identificadas entre sua base de clientes e ag\u00eancias.<\/p>\n<p>Segundo Filipe, os contratos desses mercados podem ser dif\u00edceis de acessar diretamente por parte dos investidores. Os ETFs transformam essa exposi\u00e7\u00e3o em uma cota negociada em bolsa, reduzindo barreiras operacionais e financeiras.<\/p>\n<p>A proposta do Banco do Brasil \u00e9 ampliar as alternativas dentro de cada segmento, em vez de concentrar a oferta em um \u00fanico ativo. Essa abordagem inclui diferentes commodities e moedas e procura oferecer exposi\u00e7\u00f5es que possam permanecer na carteira por per\u00edodos mais longos.<\/p>\n<h2>Educa\u00e7\u00e3o permanece como barreira ao crescimento<\/h2>\n<p>Embora a ind\u00fastria brasileira j\u00e1 apresente custos competitivos, Leonardo Vasques identificou educa\u00e7\u00e3o e regula\u00e7\u00e3o como as principais barreiras para uma expans\u00e3o mais r\u00e1pida. Segundo ele, muitos investidores continuam em fundos tradicionais mais caros porque desconhecem a exist\u00eancia dos ETFs, sua estrutura de liquidez ou a forma de utiliz\u00e1-los.<\/p>\n<p>O gestor tamb\u00e9m destacou a concentra\u00e7\u00e3o das carteiras de pessoas f\u00edsicas. Investidores que ingressam na bolsa com apenas duas ou tr\u00eas a\u00e7\u00f5es ficam expostos a riscos espec\u00edficos elevados. Na avalia\u00e7\u00e3o de Vasques, um ETF amplo pode oferecer uma primeira experi\u00eancia mais diversificada, enquanto investidores mais sofisticados podem utilizar o mesmo ve\u00edculo na constru\u00e7\u00e3o de portf\u00f3lios complexos.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o, Vasques afirmou que parte relevante do trabalho educacional da XP \u00e9 direcionada aos assessores e consultores, que atuam como multiplicadores junto aos clientes. Filipe Coelho destacou os canais digitais como a principal porta de entrada das pessoas f\u00edsicas no mercado de capitais e defendeu o uso de plataformas e m\u00eddias digitais para oferecer uma base inicial de informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2>Cr\u00e9dito privado aparece como desafio regulat\u00f3rio<\/h2>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone  wp-image-1792\" src=\"http:\/\/www.dexetfs.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/1610\/2026\/09\/174829-1024x577.jpg\" alt=\"etf-week-b3-leonardo-vasques-xp-asset-filipe-coelho-bb-asset\" width=\"928\" height=\"523\" srcset=\"https:\/\/www.dexetfs.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/1610\/2026\/09\/174829-1024x577.jpg 1024w, https:\/\/www.dexetfs.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/1610\/2026\/09\/174829-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.dexetfs.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/1610\/2026\/09\/174829-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.dexetfs.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/1610\/2026\/09\/174829-1536x865.jpg 1536w, https:\/\/www.dexetfs.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/1610\/2026\/09\/174829-2048x1153.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 928px) 100vw, 928px\" \/><\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o de Leonardo Vasques, a estrutura de custos dos ETFs brasileiros j\u00e1 \u00e9 competitiva. O desafio regulat\u00f3rio mais relevante est\u00e1 no cr\u00e9dito privado, segmento que concentra entre 60% e 70% da capta\u00e7\u00e3o das gestoras brasileiras, segundo os n\u00fameros mencionados durante o painel.<\/p>\n<p>Vasques tamb\u00e9m citou produtos inversos e alavancados, mas os classificou como estrat\u00e9gias de nicho. O cr\u00e9dito privado, por outro lado, poderia ocupar uma parcela maior da ind\u00fastria brasileira de ETFs por sua import\u00e2ncia no mercado local.<\/p>\n<p>Filipe Coelho acrescentou que a redu\u00e7\u00e3o de custos n\u00e3o deve ser interpretada apenas como perda de receita para a gestora. Produtos mais eficientes podem ampliar o acesso e atrair novos investidores. Para ele, o crescimento envolve n\u00e3o somente a taxa de administra\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m o custo total das transa\u00e7\u00f5es e da manuten\u00e7\u00e3o da exposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2>Diversifica\u00e7\u00e3o busca reduzir risco, n\u00e3o prever o pr\u00f3ximo movimento<\/h2>\n<p>A mensagem central do painel foi que diversificar internacionalmente n\u00e3o significa procurar apenas o mercado ou a moeda com melhor desempenho recente. A escolha deve considerar a fun\u00e7\u00e3o de cada exposi\u00e7\u00e3o na carteira e o risco que o investidor pretende reduzir.<\/p>\n<p>Leonardo Vasques defendeu que produtos locais e contas internacionais s\u00e3o caminhos v\u00e1lidos, cada um com vantagens e limita\u00e7\u00f5es. Filipe Coelho refor\u00e7ou que a decis\u00e3o deve partir das necessidades do cliente, sem classificar uma forma de acesso como universalmente superior.<\/p>\n<p>No encerramento, Felipe Paiva relacionou a pr\u00f3xima fase da ind\u00fastria \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de uma nova base de investidores. O representante da B3 citou iniciativas de educa\u00e7\u00e3o financeira que alcan\u00e7am mais de 12 milh\u00f5es de crian\u00e7as e vinculou esse trabalho \u00e0 ambi\u00e7\u00e3o de ampliar, no futuro, o n\u00famero de pessoas e o patrim\u00f4nio investidos em ETFs.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Investir internacionalmente envolve duas decis\u00f5es distintas: escolher os ativos e definir se a carteira manter\u00e1 ou proteger\u00e1 a exposi\u00e7\u00e3o cambial. 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