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HIGH11 cai 38,20% e lidera perdas dos ETFs; varejo, locação e small caps concentram o choque

Créditos: iStock

A intensidade do ajuste dos ativos brasileiros apareceu com força nos ETFs de maior exposição ao ciclo doméstico. O HIGH11 perdeu 38,20% em 26 de outubro, seguido por SCVB11, XVAL11, TRIG11 e SMAL11. Dentro dessas carteiras, a pressão teve nomes e canais econômicos concretos: Magazine Luiza caiu 58,23%, Vamos perdeu 56,79%, Movida recuou 58,49% e Assaí cedeu 42,97%.

O primeiro pregão após o segundo turno presidencial combinou revisão das expectativas para a política econômica, forte alta dos juros e valorização do dólar. A mudança atingiu o custo de financiamento, o consumo esperado e a taxa usada para descontar os lucros futuros das companhias. A queda de 13,88% do Ibovespa, com interrupção temporária das negociações, foi o pano de fundo; os recuos ainda maiores dos cinco ETFs foram definidos pela composição de cada cesta.

TOP 5 de quedas no fechamento de 26/10

Posição ETF Gestora Retorno no dia Retorno em um mês Retorno em 2026
1 HIGH11 Nu Asset -38,20% -16,77% -25,21%
2 SCVB11 Investo -34,60% -11,10% -21,18%
3 XVAL11 XP Asset -33,68% indisponível indisponível
4 TRIG11 Trígono -30,40% -10,27% -15,24%
5 SMAL11 BlackRock -28,14% -10,54% -12,13%

HIGH11 (Nu Asset): -38,20%

O HIGH11 seleciona ações de maior beta dentro do Ibovespa, concentrando empresas historicamente mais sensíveis aos movimentos do mercado. A carteira tinha entre suas posições centrais Magazine Luiza, Vamos, C&A, Assaí e Cosan. Essas ações caíram 58,23%, 56,79%, 47,47%, 42,97% e 46,73%, respectivamente.

No varejo, juros mais altos encarecem as compras financiadas e alteram a expectativa de vendas e margens. Na locação, o custo de financiar a frota se torna ainda mais relevante para o valor da operação. O filtro de maior beta reuniu várias dessas sensibilidades na mesma cesta, ampliando o efeito da venda de risco doméstico.

O HIGH11 caiu 24,32 pontos percentuais mais que o Ibovespa e passou a acumular baixa de 25,21% no ano, embora a janela de um mês registrasse aproximadamente R$ 47 milhões de captação líquida.

SCVB11 (Investo): -34,60%

O SCVB11 combina empresas brasileiras de menor capitalização com características de valor. Na composição de referência, Magazine Luiza tinha peso de 7,79%, Minerva 7,06%, Simpar 5,12%, Cury 3,87% e Movida 2,96%. Consumo cíclico e indústria representavam, juntos, 62,62% da carteira. A baixa de 58,23% de Magazine Luiza atingiu, portanto, uma posição de grande dimensão; a queda de 58,49% de Movida acrescentou pressão pelo canal de financiamento de frota.

Minerva perdeu 22,25% e Cury recuou 16,68%. A primeira oferecia uma exposição operacional diferente, ligada à cadeia de carnes e ao mercado internacional; a segunda acrescentava o ciclo de incorporação e financiamento imobiliário.

O SCVB11 encerrou o dia com perda de 21,18% em 2026.

 

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XVAL11 (XP Asset): -33,68%

O XVAL11 acompanha o Índice Giant Valor Brasil. A composição de referência tinha 4,25% em Movida, 3,45% em Assaí e 2,93% em Magazine Luiza. As três posições somavam 10,63% e sofreram baixas de 58,49%, 42,97% e 58,23%.

A carteira também tinha 3,76% em Metalúrgica Gerdau, cuja ação preferencial subiu 1,05%. O fator valor distribui a exposição por critérios próprios, mas as companhias continuam sujeitas ao custo de capital e à revisão das expectativas para a economia.

TRIG11 (Trígono): -30,40%

O TRIG11 acompanha o Teva Ações Micro Caps, dando exposição a empresas de menor capitalização com uma distribuição diferente da encontrada no Ibovespa. A composição de setembro incluía Cogna com 3,65%, CSN com 3,54%, Magazine Luiza com 2,56% e Tenda com 2,55%. No fechamento de segunda-feira, essas ações perderam 38,39%, 17,46%, 58,23% e 26,38%, respectivamente.

As posições mostram mais de um canal da correção. Magazine Luiza acrescenta a sensibilidade do consumo financiado; Tenda, o ciclo de construção e crédito imobiliário; Cogna, expectativas para a educação e a geração futura de caixa; e CSN, uma operação industrial intensiva em capital.

A abertura dos juros elevou a remuneração exigida para carregar esses riscos, enquanto a redução do apetite por ações brasileiras atingiu vários setores ao mesmo tempo. O ETF passou a acumular queda de 10,27% em um mês e de 15,24% no ano.

SMAL11 (BlackRock): -28,14%

O SMAL11 acompanha o Índice Small Cap, reunindo uma cesta ampla de empresas brasileiras de menor capitalização. Assaí perdeu 42,97%, Allos recuou 25,47% e Totvs caiu 14,50%, mostrando como o choque chegou a modelos de negócio diferentes dentro da carteira. A queda de Assaí conecta o fundo ao consumo e ao custo de capital; Allos acrescenta a avaliação de shopping centers e o desempenho dos lojistas; Totvs representa software e serviços avaliados também pelo potencial de expansão futura.

Uma taxa de desconto maior reduz o valor presente de resultados esperados mais à frente. Em shopping centers, esse ajuste se combina com expectativas para aluguel e vendas; em software, com o preço atribuído ao crescimento e à recorrência de receitas.

O SMAL11 terminou a sessão com baixa de 12,13% em 2026 e de 10,54% em um mês. A janela mensal ainda registrava aproximadamente R$ 4,904 bilhões de captação líquida, evidenciando a diferença entre a demanda acumulada pelo ETF e a reprecificação das ações em uma sessão de estresse.

 


Conteúdo informativo. Não constitui recomendação de investimento.

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