
Créditos: iStock
O BMMT11 perdeu 0,73%, enquanto o HIGH11 caiu 2,85%. Entre os dois, as demais estratégias da base também recuaram.
O Ibovespa caiu 1,06%, aos 169.186 pontos. Bancos e ações dependentes da demanda interna continuaram pressionados pela reavaliação das perspectivas fiscais e do custo de capital. Houve, porém, uma contrapartida importante: Gerdau, Embraer, WEG e Suzano subiram.
| ETF | Gestora | Ontem, 29/10 | YTD |
|---|---|---|---|
| BMMT11 | Bradesco Asset | −0,73% | +3,56% |
| AUVP11 | BTG Pactual Asset | −0,99% | +9,21% |
| LVOL11 | Nu Asset | −1,06% | +1,27% |
| BVBR11 | Investo | −1,08% | +4,22% |
| NSDV11 | Nu Asset | −1,16% | −2,72% |
| DIVO11 | Itaú Asset | −1,42% | +3,17% |
| QLBR11 | Investo + Rio Bravo | −1,80% | −8,20% |
| HIGH11 | Nu Asset | −2,85% | −31,04% |
HIGH11: negócios domésticos concentraram as perdas
A composição do HIGH11, da Nu Asset, ajuda a localizar o risco. Magazine Luiza representava 7,62% da carteira em 29/10; Vamos, 5,33%; Yduqs, 5,26%; e Assaí, 5,19%. Essa combinação concentra empresas cujas vendas, margens ou investimentos são sensíveis às condições de financiamento e à renda disponível.
O movimento apareceu também em posições menores. MRV caiu 6,70%, Direcional perdeu 6,16% e Cogna recuou 5,85%. As três tinham, respectivamente, 3,77%, 2,89% e 3,77% do fundo. BTG Pactual, com 4,40%, caiu 4,05%; B3, com 4,33%, perdeu 3,34%.
A pressão, portanto, atravessou construção, educação e serviços financeiros. Na construção, juros persistentemente elevados encarecem o financiamento e reduzem o valor presente dos projetos. Em empresas de consumo e educação, também pesam as perspectivas de demanda, endividamento e inadimplência. A seleção de ações de maior sensibilidade ao mercado ampliou a exposição do HIGH11 a esse conjunto de riscos.
BMMT11: exportadoras ofereceram um contrapeso
No BMMT11, da Bradesco Asset, a carteira divulgada incluía Embraer com 3,51%, WEG com 3,05%, Gerdau com 3,34%, Metalúrgica Gerdau com 3,37% e Suzano com 3,47%. Essas ações subiram 5,25%, 4,41%, 5,69%, 5,16% e 3,37%, respectivamente, no dia 29.
O avanço desse bloco ajudou a absorver perdas em outras posições, como Ambev, que caiu 4,40%, e Bradesco, com queda de 3,54%.

O INDEX 2026 acontece em 12 de novembro, em São Paulo, com discussões sobre índices e estratégias de ETFs. Garanta a sua vaga.
Baixa volatilidade, valor e dividendos produziram combinações diferentes
O LVOL11 distribuía a exposição entre seguros, energia e telecomunicações. BB Seguridade, Caixa Seguridade, Taesa e Vivo somavam 19,56% da carteira. Essa estrutura reduzia a dependência de varejo e construção, embora não eliminasse a sensibilidade ao mercado: Equatorial caiu 3,41% e Energisa perdeu 2,65%.
O BVBR11, por sua vez, combinava valor com posições relevantes em grandes companhias. Na referência recente, Petrobras PN tinha 14,63%; Vale, 12,89%; e Itaú, 11,69%. Vale caiu 2,17%, enquanto Itaú recuou 0,60% e Petrobras PN perdeu 0,59%.
Na dupla de dividendos, NSDV11 e DIVO11 perderam 1,16% e 1,42%. O NSDV11 tinha 6,59% em Petrobras PN, 6,55% em Taesa e 6,32% em BB Seguridade. Ainda assim, sua carteira incluía Bradesco, Banco do Brasil e Vale, que recuaram 3,54%, 1,97% e 2,17%.
O QLBR11, da Investo em cogestão com a Rio Bravo, mostrava outra combinação. Na composição de referência, Cyrela representava 4,89% e Cogna, 3,73%. A presença desses negócios expõe a seleção de qualidade também ao ciclo doméstico. Já o AUVP11, do BTG, apresentava Itaú e Petrobras entre suas principais posições.
Conteúdo informativo. Retornos passados não garantem resultados futuros.