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A recuperação das ações brasileiras mais expostas ao consumo e ao crédito foi seletiva em 27 de outubro. O SCVB11 avançou 1,11%, o HIGH11 ganhou 0,78% e o SMAL11 subiu 0,29%, enquanto o XVAL11 recuou 0,07%. Dentro das carteiras, Magazine Luiza valorizou 8,49%, Vamos ganhou 5,05% e Assaí subiu 1,65%. Na outra direção, Minerva perdeu 3,92%, MRV caiu 5,71% e Totvs recuou 6,78%.
O principal alívio veio dos juros. A taxa do DI para janeiro de 2029 terminou em 14,740%, ante 15,223% no ajuste anterior, e a de janeiro de 2031 caiu de 15,279% para 14,850%. O recuo reduziu parte da pressão sobre o custo de capital das companhias, depois da forte reprecificação do primeiro pregão após o segundo turno presidencial. Ainda assim, o Ibovespa caiu 0,51%.
| ETF | Gestora | Retorno ontem | Retorno em um mês | Retorno em 2026 |
|---|---|---|---|---|
| SCVB11 | Investo | +1,11% | -10,11% | -20,30% |
| HIGH11 | Nu Asset | +0,78% | -16,11% | -24,63% |
| SMAL11 | BlackRock | +0,29% | -10,28% | -11,87% |
| XVAL11 | XP Asset | -0,07% | N/A | N/A |
SCVB11 (Investo): +1,11%
A recuperação de Magazine Luiza foi um suporte relevante para a cesta de small caps de valor do SCVB11. Na composição de referência, a varejista representava 7,79%, enquanto Minerva tinha 7,06%, Simpar 5,12% e Movida 2,96%. As quatro exposições tiveram respostas distintas: Magalu ganhou 8,49%, Simpar subiu 0,68% e Movida avançou 1,68%, mas Minerva perdeu 3,92%. O ETF reuniu, portanto, a recuperação de empresas domésticas e um contraponto importante entre as exportadoras.
O recuo dos juros favoreceu negócios dependentes de crédito ao consumidor e de financiamento de ativos. Para Magalu, esse canal passa pela venda de bens parcelados e pelo capital de giro; para locadoras e holdings de mobilidade, pelo custo de financiar a frota e rolar dívidas. Já a valorização do real reduziu o impulso cambial às receitas externas dos frigoríficos.
A metodologia acrescenta outro elemento: o SCVB11 seleciona empresas menores com características de valor e usa critérios fundamentalistas na ponderação. Isso cria uma carteira diferente de um índice amplo de small caps.
HIGH11 (Nu Asset): +0,78%
O HIGH11 encontrou apoio na valorização de Magazine Luiza, Vamos, Assaí e C&A, que subiu 2,34%. Esses nomes conectam a estratégia de alto beta ao ciclo de consumo, ao crédito e ao custo de financiamento. A melhora das taxas ajudou a recompor parte dos preços depois das perdas extremas da segunda-feira, mas não eliminou a preocupação com a geração de caixa das empresas num ambiente de juros ainda elevados.
Do outro lado da carteira, Cosan perdeu 3,25% e MRV recuou 5,71%. Na holding, o nível dos juros continua relevante para o serviço da dívida e o valor das participações; na incorporadora, afeta tanto o financiamento dos projetos quanto a capacidade de compra dos clientes.
Depois de cair 38,20% na segunda-feira, o ganho de 0,78% levou o resultado acumulado nos dois pregões a -37,72%. A recuperação foi pequena diante do choque anterior.

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SMAL11 (BlackRock): +0,29%
A cesta ampla de small caps do SMAL11 absorveu a recuperação de parte do consumo e dos serviços, mas também carregou perdas relevantes em outros segmentos. Assaí avançou 1,65%, enquanto Totvs caiu 6,78% e MRV perdeu 5,71%. A queda da companhia de software e a pressão sobre a incorporadora funcionaram como contrapontos à melhora de empresas beneficiadas pela acomodação dos juros.
O movimento da Totvs ilustra uma diferença importante dentro da carteira. Seu valor depende das expectativas para crescimento, margens e conversão dos contratos em caixa, além da taxa usada para trazer os resultados futuros a valor presente. O recuo do DI reduziu uma pressão financeira, mas não foi suficiente para interromper a venda da ação.
O ganho de 0,29% deixou o SMAL11 com perda de 27,93% na semana.
XVAL11 (XP Asset): -0,07%
A carteira de valor do XVAL11 combinou altas em Movida, Assaí, Magazine Luiza e Vamos com perdas em posições como Minerva e Metalúrgica Gerdau. Movida ganhou 1,68%, Assaí subiu 1,65% e Vamos avançou 5,05%; Minerva caiu 3,92% e Metalúrgica Gerdau perdeu 4,51%. A estabilidade negativa do ETF refletiu esse quadro de forças opostas entre consumo, mobilidade e empresas ligadas às commodities.
A diferença está nos canais econômicos de cada negócio. Locadoras e varejistas receberam algum alívio da queda dos juros, enquanto a apreciação do real retirou parte do suporte às receitas externas e o mercado de materiais básicos permaneceu pressionado.
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