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Ouro sem efeito cambial atrai R$ 1,74 bilhão no ano; GOLD11 acumula R$ 936 milhões em resgates

Créditos: iStock

Os ETFs GOLX11, da XP Asset, GOLB11, do BTG Asset, GLDI11, da Itaú Asset, e OURO11, da Bradesco Asset, somavam R$ 1,74 bilhão de captação líquida em 2026, (data-base de 28 de outubro). Os quatro acompanham o Índice Futuro de Ouro B3, uma exposição ao metal sem o efeito direto da variação cambial.

No mesmo período, o GOLD11, da XP Asset, acumulava R$ 936 milhões em resgates líquidos. O GLDX11, ETF da Investo, acumulava resgate líquido de R$ 33 milhões Já o AURO11, ETF da Buena Vista que conta com pagamento de proventos mensais, possuia cerca de R$ 18 milhões em captação líquida.

O GOLD11 acessa ouro por meio do iShares Gold Trust e preserva a exposição ao dólar O AURO11 expõe o investidor ao ouro replicando a performance do ETF IAUI e também mantém a exposição à moeda americana. Já o GLDX11 acessa ouro por meio do ETF OUNZ, gerido pela VanEck, e não possui hedge cambial.

Os ETFs ligados ao futuro de ouro local têm outra construção: combinam a exposição ao metal com uma estrutura cujo retorno incorpora a remuneração do caixa e os preços dos contratos futuros.

ETF Gestora Fluxo líquido em 2026 Retorno na semana Retorno em 1 mês
GOLX11 XP Asset +R$ 1,226 bi +2,13% −0,59%
GOLB11 BTG Asset +R$ 360 mi +2,37% −0,62%
GLDI11 Itaú Asset +R$ 55 mi +1,44% -1,60%
OURO11 Bradesco Asset +R$ 94 mi +2,04% −0,61%
GOLD11 XP Asset −R$ 936 mi +8,97% +1,21%
GLDX11 Investo -R$ 33 mi +8,99% +0,95%
AURO11 Buena Vista +R$ 18 mi +8,41% +1,22%

Fonte: DEX PRO

Dólar abriu distância entre as estratégias

O dólar comercial acumula alta de 6,95% na semana até ontem, 28/10. Nesse ambiente, a exposição cambial foi um componente favorável às posições em ouro que mantêm o dólar. O GOLD11 avançava 8,97% e o AURO11, +8,41%. Já os três ETFs do índice futuro registravam ganhos entre 2,04% e 2,37%.

A diferença entre GOLD11 e GLDI11 chegou a 7,53 pontos percentuais na semana. Ela é coerente com a distinção entre as estruturas: a valorização da moeda americana acrescenta retorno em reais à posição sem proteção cambial; na exposição sem esse efeito, o desempenho depende mais diretamente do ouro e do carregamento da estratégia.

 

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O metal também responde aos juros americanos

No mercado internacional, o ouro atravessou o dia de ontem pressionado pela discussão sobre inflação e juros. O Federal Reserve manteve a taxa básica entre 3,75% e 4,00%, com dois votos favoráveis a uma elevação de 0,25 ponto percentual. Os futuros de ouro para dezembro encerraram a sessão americana em queda de 0,6%, a US$ 4.051,60 por onça-troy.

Juros mais altos elevam o retorno disponível em ativos remunerados e o custo de oportunidade de manter ouro. Ao mesmo tempo, a depreciação do real pode melhorar o retorno local do metal em estruturas expostas ao dólar.

 


Conteúdo informativo. Não constitui recomendação de investimento. Ouro, câmbio e contratos futuros estão sujeitos a oscilações de mercado.

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