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O T10R11 avançou 0,54% ontem, 29 de outubro, para R$ 55,54, acompanhando o recuo dos juros de longo prazo nos Estados Unidos. O rendimento do Treasury de dez anos passou de 5,05% para 4,98%, queda de sete pontos-base. O movimento valorizou a exposição a títulos prefixados americanos que o ETF da Itaú Asset obtém por meio de contratos futuros.
O alívio não ficou restrito a um vencimento. A taxa de dois anos caiu de 4,67% para 4,61%, a de cinco anos recuou de 4,85% para 4,78% e a de 30 anos passou de 5,37% para 5,32%. A curva inteira se deslocou para baixo nesses pontos, favorecendo os preços dos títulos já emitidos.
| Vencimento dos Treasuries | 28/10/2026 | 29/10/2026 | Mudança |
|---|---|---|---|
| 2 anos | 4,67% | 4,61% | −6 pontos-base |
| 5 anos | 4,85% | 4,78% | −7 pontos-base |
| 10 anos | 5,05% | 4,98% | −7 pontos-base |
| 30 anos | 5,37% | 5,32% | −5 pontos-base |
O balanço entre crescimento e inflação continuou no centro da curva
O pregão sucedeu a decisão do Federal Reserve de manter os juros entre 3,75% e 4,00%. A votação de 28 de outubro teve duas dissidências favoráveis a uma elevação de 0,25 ponto percentual.
No dia seguinte (29), os novos indicadores americanos trouxeram sinais diferentes conforme a janela analisada. O PIB cresceu 3,4% em ritmo anualizado no terceiro trimestre, após 2,2% no segundo. A demanda privada doméstica, medida pela soma do consumo e do investimento fixo privados, aumentou 4,9% anualizados.
Já a inflação PCE trimestral desacelerou de 5,0% para 2,1% anualizados; o núcleo passou de 3,3% para 2,5%. A divulgação mensal de setembro, contudo, mostrou inflação de 0,5% no PCE cheio e de 0,3% no núcleo, com taxas em 12 meses de 3,6% e 3,1%, respectivamente.
Esse conjunto preservou a tensão entre atividade resistente e desinflação incompleta. O recuo dos rendimentos longos naquele dia representou alívio no preço exigido para carregar os títulos.

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O futuro americano e os títulos brasileiros exercem funções diferentes
O índice de referência utiliza o contrato T10 negociado na B3, incorpora a rolagem dos contratos e acrescenta o retorno diário da taxa interbancária brasileira.
A renda fixa local sustenta o carregamento e a estrutura de garantia da operação; o derivativo transmite a oscilação de preço da exposição americana.
Quando a taxa americana de dez anos cai, a posição comprada no futuro se beneficia da valorização da exposição prefixada. Na direção inversa, uma abertura da curva pode produzir perdas, mesmo com os rendimentos acumulados pelos ativos locais.
O dólar não é o motor direto dessa estratégia
O T10R11 utiliza uma estrutura com ajuste quanto, destinada a oferecer a exposição aos juros americanos sem a variação direta do dólar à vista. O diferencial entre os juros brasileiros e americanos participa da formação do resultado.
A perspectiva do ano ajuda a dimensionar o movimento: no primeiro dia útil de 2026, o Treasury de dez anos estava em 4,19%. Mesmo após o recuo para 4,98%, a taxa permanecia 79 pontos-base acima daquele nível. O ganho da quinta-feira foi uma recuperação dentro de um ano que ainda exigia prêmio maior para os títulos americanos longos.
Conteúdo informativo. Rentabilidade passada não garante resultados futuros.