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A acomodação dos juros brasileiros em 27 de outubro produziu respostas diferentes entre os ETFs de inflação. NTNS11 subiu 0,25%, enquanto PACB11 recuou 0,72%. O contraste ocorreu num dia de forte queda das taxas nominais: o DI para janeiro de 2029 terminou em 14,740%, 48,3 pontos-base abaixo do ajuste anterior, e o de janeiro de 2031 caiu para 14,850%, recuo de 42,9 pontos-base.
O movimento devolveu apenas parte do choque da segunda-feira. O cancelamento de leilões e a recompra de títulos pelo Tesouro contribuíram para reduzir a pressão de oferta e absorver posições num mercado ainda em busca de equilíbrio. A operação de terça alcançou aproximadamente 3,82 milhões de NTN-Bs, de um lote anunciado de 4 milhões, com vencimentos em 2030, 2035, 2040 e 2045.
A curva terminou abaixo da véspera, mas em um patamar elevado
| Contrato de DI | Ajuste anterior | Taxa ao fim dos negócios de 27/10 | Variação |
|---|---|---|---|
| Janeiro de 2027 | 13,696% | 13,642% | -5,4 pontos-base |
| Janeiro de 2029 | 15,223% | 14,740% | -48,3 pontos-base |
| Janeiro de 2031 | 15,279% | 14,850% | -42,9 pontos-base |
A intensidade maior da correção nos vencimentos intermediários mostrou que o alívio foi desigual ao longo da curva. Mesmo depois do recuo, taxas próximas de 15% continuaram elevando o custo de financiamento do governo e das empresas. A atuação do Tesouro melhorou as condições de negociação, mas não desfez a reavaliação das expectativas fiscais e monetárias ocorrida após o resultado eleitoral.
NTNS11 (Investo): +0,25%
A carteira do NTNS11 concentra NTN-Bs de zero a quatro anos. Na referência recente, o título de 2028 representava 34,63%, o de 2030 tinha 29,06%, o de 2027 correspondia a 24,77% e o de 2029, a 11,54%. O conjunto concentra pagamentos próximos, com menor exposição às mudanças no prêmio exigido para horizontes muito longos.
O ganho de 0,25% ocorreu nesse segmento mais curto, num dia de acomodação das taxas e intervenção no mercado de títulos públicos. A proximidade dos fluxos reduz a sensibilidade em relação a uma cesta ultralonga, permitindo uma resposta diferente à recomposição dos preços.
O avanço não eliminou a perda anterior: o fundo acumulou queda de 1,70% na semana até terça-feira. Em 2026, porém, o retorno permaneceu positivo em 11,31%, mostrando a diferença entre o choque de duas sessões e o desempenho acumulado desde o início do ano.

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PACB11 (BTG Asset): -0,72%
O PACB11 concentra a exposição nas três NTN-Bs mais longas elegíveis de seu índice. São títulos cujo valor reúne pagamentos distribuídos por décadas, tornando a carteira especialmente sensível à taxa real e ao prêmio de prazo. O recuo de 0,72% da cota mostrou que a melhora dos contratos nominais intermediários não se traduziu numa recuperação equivalente desse produto ultralongo.
A operação do Tesouro teve vencimentos específicos, de 2030 a 2045, e não corresponde a uma compra uniforme de toda a curva. Seu efeito sobre a liquidez pode se espalhar, mas a precificação dos títulos mais distantes continua dependente da demanda e do risco exigido para seus próprios fluxos. No PACB11, a duration longa amplifica a sensibilidade a pequenas mudanças de taxa; a convexidade acrescenta uma resposta não linear a oscilações maiores.
O fundo terminou com perda de 11,27% na semana, mas ainda acumulou ganho de 6,22% em 2026.
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