O ALUG11 avançou 2,87% ontem, 29 de outubro, acompanhando uma recuperação que teve fundamentos dentro da carteira. Nos Estados Unidos, Equinix ganhou 2,88%, Welltower subiu 2,63% e Prologis avançou 2,24%. O VNQ, ETF americano utilizado pela estratégia da Investo, valorizou 2,27% em dólares.
O resultado reuniu três vetores: melhora das expectativas de geração de caixa de empresas relevantes, recuo dos juros longos americanos e valorização do dólar frente ao real. A exposição imobiliária do ALUG11 abrange negócios com motores próprios, como data centers, moradia para idosos e galpões logísticos.
| Empresa | Peso na carteira recente | Variação da ação ontem, 29/10, em US$ |
|---|---|---|
| Welltower | 8,72% | +2,63% |
| Prologis | 6,89% | +2,24% |
| Equinix | 5,45% | +2,88% |
Equinix eleva projeções com receita recorrente e demanda por infraestrutura
A Equinix divulgou o balanço após o fechamento de 28 de outubro. No pregão seguinte, a ação terminou a US$ 1.036,67, em alta de 2,88%.
A receita do terceiro trimestre alcançou US$ 2,571 bilhões, crescimento de 11% sobre um ano antes. As novas contratações brutas anualizadas chegaram ao recorde de US$ 533 milhões, 35% acima do mesmo período de 2025. A receita de interconexão aumentou 10%, enquanto a receita recorrente mensal cresceu em dois dígitos pelo quarto trimestre consecutivo.
Novos contratos e preços mais fortes sustentaram a terceira elevação consecutiva das projeções para 2026. A previsão de receita anual passou para US$ 10,325 bilhões a US$ 10,365 bilhões.

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Welltower: ocupação maior amplia a geração operacional
A Welltower, maior empresa da referência de carteira divulgada pela Investo, encerrou a US$ 233,17. Seu balanço, divulgado nessa semana, mostrou crescimento de 24,6% no FFO (Funds from Operations: caixa gerado pelas operações) normalizado por ação, indicador de geração operacional utilizado no setor imobiliário, para US$ 1,67.
Na carteira de operação de moradias para idosos, o resultado operacional líquido dos mesmos imóveis cresceu 21%. A ocupação média aumentou 3,2 pontos percentuais e a receita por quarto ocupado avançou 5,3%.
A empresa também aumentou sua projeção de FFO normalizado por ação para 2026, de US$ 6,36–6,44 para US$ 6,47–6,53. O resultado acrescentou uma base operacional concreta à recuperação das ações naquela semana.
A Prologis, ligada a imóveis logísticos, completou o movimento entre as grandes posições: subiu de US$ 125,22 para US$ 128,02.
Juros e câmbio reforçam a alta em reais
O Treasury de dez anos recuou de 5,05% para 4,98%. Juros menores reduzem a taxa usada para descontar os fluxos futuros dos imóveis e favorecem a avaliação dos REITs, embora o efeito sobre o custo efetivo das dívidas dependa dos contratos e do calendário de refinanciamento.
O câmbio acrescentou outra contribuição ao investidor brasileiro. A PTAX de venda subiu aproximadamente 0,61%, para R$ 5,3744. Assim, o avanço da cota refletiu uma recuperação das empresas imobiliárias americanas, reforçada pela conversão cambial.
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