
Créditos: Magnific
Os ETFs de fatores brasileiros avançaram no primeiro pregão de setembro, em uma sessão positiva para a maior parte do mercado acionário local. Os oito produtos analisados subiram entre 1,09% e 1,80%, enquanto o Ibovespa ganhou 1,30% e encerrou o dia aos 179.722 pontos.
A valorização da Bolsa foi disseminada, com 63 dos 78 ativos do Ibovespa no campo positivo. Petrobras, bancos, utilities e empresas de saúde estiveram entre os principais vetores do movimento.
O catalisador mais forte veio do petróleo. O Brent avançou 4,60%, para US$ 94,65 por barril, e o WTI subiu 5,20%, para US$ 90,22. A alta ocorreu após uma nova escalada das tensões no Oriente Médio, ampliando os riscos para o transporte da commodity pelo Estreito de Ormuz.
Nesse contexto, Petrobras ON e PN avançaram mais de 4%, enquanto Brava Energia subiu 5,08% e outras produtoras de petróleo acompanharam o movimento. O peso dessas empresas nas carteiras foi determinante para a diferença entre os ETFs.
Os investidores também reagiram ao crescimento de 0,5% da economia brasileira no segundo trimestre. A desaceleração da atividade reforçou a expectativa de novos cortes da Selic e contribuiu para a queda das taxas de juros de curto prazo. O dólar recuou aproximadamente 0,5%, para a região de R$ 5,15.

AUVP11 (BTG Pactual): +1,80%
O AUVP11 liderou o grupo com valorização de 1,80%, superando em 0,50 ponto percentual o Ibovespa. O ETF replica uma estratégia fundamentalista que seleciona empresas com lucratividade recorrente, rentabilidade operacional, eficiência e controle de endividamento.
A composição da carteira explica a liderança. Petrobras PN representava 14,73% do fundo e Petrobras ON outros 12,98%. Juntas, as duas ações correspondiam a 27,71% da exposição. Ambas avançaram mais de 4% no pregão, acompanhando a disparada do petróleo.
O ETF também mantinha posições relevantes em Itaú Unibanco, Bradesco, Itaúsa, BTG Pactual e B3. Os bancos estiveram entre os segmentos que sustentaram a valorização do mercado local, acrescentando um segundo vetor positivo à carteira.
A diferença em relação aos demais produtos não decorreu apenas do bom desempenho geral da Bolsa. O peso elevado de Petrobras ampliou a participação do AUVP11 no principal movimento corporativo e setorial da sessão.
NSDV11 (Nu Asset): +1,53%
O NSDV11 avançou 1,53%, registrando a segunda maior alta. O ETF acompanha uma carteira de empresas do Ibovespa com histórico consistente de pagamento de dividendos nos últimos seis anos.
A estratégia combinava exposição relevante a utilities, instituições financeiras, materiais básicos e petróleo. Esses setores estavam entre os destaques positivos do pregão e respondiam pela maior parte da carteira.
Entre as principais posições estavam BB Seguridade, CSN Mineração, Copasa, Taesa, Gerdau Metalúrgica, Vale, Petrobras, Itaúsa, Banco do Brasil, Bradesco, Cemig e CPFL Energia. A valorização de Petrobras e o avanço dos bancos e utilities favoreceram diferentes blocos da carteira ao mesmo tempo.
O desempenho superior ao Ibovespa mostra que o pregão foi particularmente favorável ao perfil setorial das empresas pagadoras de dividendos selecionadas pelo índice.
HIGH11 (Nu Asset): +1,39%
O HIGH11 subiu 1,39%. O ETF acompanha o Ibov Smart High Beta, índice que seleciona as empresas de maior beta do Ibovespa e busca ampliar os movimentos do mercado, tanto nas altas quanto nas quedas.
A carteira apresentava concentração de 46,3% em consumo cíclico, além de exposições a materiais básicos, petróleo e gás, bens industriais, serviços financeiros e saúde. Entre as posições estavam CSN Mineração, Ultrapar, Assaí, Vamos, Cosan, Yduqs, CSN, Magazine Luiza, Cogna, Usiminas e B3.
A alta disseminada do mercado favoreceu a estratégia de maior beta. O fundo recebeu contribuição de diferentes empresas sensíveis à atividade econômica e às condições financeiras, em uma sessão na qual a desaceleração do PIB reforçou as expectativas de cortes adicionais da Selic.
Apesar desse ambiente, o HIGH11 superou o Ibovespa em apenas 0,09 ponto percentual. Isso indica que a valorização do dia não ficou concentrada somente nas ações mais voláteis. Petrobras, bancos, utilities e empresas defensivas também tiveram participação relevante no movimento.
QLBR11 (BTG Pactual): +1,34%
O QLBR11 avançou 1,34%, praticamente em linha com o Ibovespa. O ETF seleciona empresas brasileiras com base em critérios de qualidade e valuation, incluindo eficiência operacional, lucratividade, solidez financeira e preços atrativos.
A carteira tinha 27,57% em serviços financeiros, com XP Inc., BB Seguridade, Itaúsa, Porto Seguro e Inter entre as principais posições. O avanço dos bancos e de outras companhias financeiras deu suporte ao desempenho.
O fundo também possuía exposição relevante a utilities, mercado imobiliário e consumo cíclico. ISA Energia, Taesa, Cyrela, Cury e Porto Seguro figuravam entre as maiores participações individuais.
DIVO11 (Itaú): +1,22%
O DIVO11 avançou 1,22%. O ETF acompanha o Índice Dividendos, formado por empresas que se destacam na distribuição de dividendos e juros sobre o capital próprio.
A carteira do IDIV apresentava posições relevantes em BB Seguridade, Petrobras, Itaúsa, Cemig, Copasa, Banco do Brasil, Bradesco e empresas do setor elétrico. Esses segmentos estiveram entre os principais destaques da Bolsa no pregão.
Petrobras contribuiu diretamente para o resultado, mas com peso inferior ao observado no AUVP11. A exposição distribuída entre bancos, seguradoras, utilities, mineração e energia reduziu a concentração no movimento do petróleo.
O DIVO11 ficou 0,08 ponto percentual abaixo do Ibovespa. A diferença foi pequena e compatível com uma sessão em que a alta do índice recebeu contribuição relevante de Petrobras, mas também alcançou setores defensivos tradicionalmente presentes em estratégias de dividendos.
BVBR11 (Investo): +1,19%
O BVBR11 ganhou 1,19%. O ETF replica uma estratégia defensiva que combina critérios de qualidade, valor, baixa volatilidade e histórico de dividendos.
Vale representava 14,92% da carteira, Petrobras PN 12,92% e Itaú Unibanco 12,23%. Também havia posições em Bradesco, Itaúsa, Axia Energia, Santander, Petrobras ON, Ambev e WEG.
Os setores financeiro, de materiais, energia e utilities respondiam por aproximadamente 84% da exposição. Petrobras e bancos impulsionaram o resultado, enquanto a diversificação entre companhias mais defensivas moderou a sensibilidade do fundo à valorização do índice.
LVOL11 (Nu Asset): +1,10%
O LVOL11 avançou 1,10%. O ETF representa uma estratégia de baixa volatilidade dentro do universo do Ibovespa, favorecendo ações que historicamente apresentam oscilações mais moderadas.
O resultado positivo acompanhou a valorização disseminada da Bolsa, mas ficou 0,20 ponto percentual abaixo do Ibovespa. A diferença é compatível com uma sessão liderada parcialmente por Petrobras e outras ações que apresentaram movimentos mais intensos.
Estratégias de baixa volatilidade não buscam ampliar as altas do mercado. A construção da carteira procura reduzir a exposição às ações mais instáveis, o que pode limitar a participação em pregões de valorização forte e generalizada.
BMMT11 (Bradesco): +1,09%
O BMMT11 registrou alta de 1,09%, o menor retorno do grupo. O ETF replica o Morningstar Brazil Target Momentum, índice que seleciona 30 ações brasileiras com os melhores indicadores recentes de desempenho e lucratividade.
As ações recebem pesos iguais, evitando que as maiores empresas da Bolsa dominem a carteira. Essa característica ajuda a explicar o desempenho inferior ao Ibovespa em uma sessão na qual Petrobras, uma das companhias de maior peso no índice amplo, avançou mais de 4%.
A estratégia participou da alta generalizada, mas não capturou na mesma intensidade a concentração do movimento em petróleo, bancos e outras grandes empresas.
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