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A semana de 13 a 19 de setembro apresentou resultados distintos entre os mercados da China, dos Estados Unidos e da América Latina. O PKIN11 avançou 0,83%, enquanto o ARGE11 caiu 2,36%, criando uma diferença de 3,19 pontos percentuais entre os extremos da análise.
Nos Estados Unidos, o S&P 500 oscilou ao longo da semana, mas terminou praticamente estável em dólares. O índice saiu de 7.656,98 pontos em 11 de setembro para 7.650,50 pontos em 18 de setembro, depois de cair nos três primeiros pregões e se recuperar na quinta e na sexta-feira.
A política monetária exerceu influência relevante. O Federal Reserve elevou os juros em 0,25 ponto percentual, enquanto o Banco Central brasileiro reduziu a Selic de 14% para 13,75% ao ano. A combinação diminuiu o diferencial de taxas entre os dois países e contribuiu para a valorização do dólar frente ao real.
Na China, o CSI 300 oscilou durante a semana, mas avançou 1,06% na sexta-feira. Na América Latina, Brasil e Argentina ficaram entre os mercados pressionados. O Ibovespa caiu 1,06% na semana, enquanto o Merval argentino recuou 2,48%.
PKIN11 (Bradesco Asset): +0,83%
O PKIN11 liderou a relação com alta de 0,83%. O ETF oferece exposição ao CSI 300, índice formado por grandes empresas negociadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen.
O mercado chinês atravessou uma semana volátil. O CSI 300 caiu 0,67% na segunda e na terça-feira, avançou 0,68% na quarta, recuou 0,45% na quinta e subiu 1,06% na sexta. O índice encerrou o período em 4.507,39 pontos, ante 4.510,16 pontos no fechamento da semana anterior.
A recuperação concentrada no último pregão, somada à variação cambial e à diferença de horários entre os mercados, ajudou o ETF negociado na B3 a terminar no campo positivo. O resultado também refletiu a conversão da exposição internacional para reais e o mecanismo local de formação de preços.
SPXI11 (Itaú Asset): +0,48%
O SPXI11 avançou 0,48%. O fundo busca acompanhar o S&P 500 Net Total Return, versão do índice que considera o reinvestimento dos dividendos líquidos de impostos. A cota é calculada em reais e inclui a variação cambial.
O S&P 500 caiu 0,48% na segunda-feira, 0,45% na terça e 0,45% na quarta. O movimento se inverteu nos dois últimos pregões, quando o índice avançou 1,14% e 0,17%, respectivamente. O fechamento de 18 de setembro ficou apenas 0,08% abaixo do nível registrado em 11 de setembro.
Como o desempenho do índice americano ficou próximo da estabilidade, o câmbio exerceu papel relevante no retorno do ETF. A valorização do dólar frente ao real acrescentou resultado à exposição acionária e permitiu que o SPXI11 terminasse em segundo lugar.
DOLB11 (BTG Pactual): +0,42%
O DOLB11 subiu 0,42%, refletindo a valorização do dólar frente ao real. O ETF oferece exposição ao mercado cambial e respondeu diretamente ao fortalecimento da moeda americana.
O dólar comercial encerrou a semana próximo de R$ 5,14. A cautela global, as decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos e as incertezas associadas aos cenários político e fiscal brasileiro estiveram entre os fatores que sustentaram a moeda americana.
Na segunda-feira, o dólar já havia avançado 0,43%, para R$ 5,1472, em uma sessão marcada por tensões no Oriente Médio, expectativas para as decisões dos bancos centrais e maior cautela com os ativos brasileiros.
SPXR11 (Itaú Asset): +0,13%
O SPXR11 avançou 0,13%. O fundo busca acompanhar o S&P 500 por meio de contratos futuros, sem exposição à variação cambial, e incorpora a rentabilidade diária de um depósito interbancário.
A estrutura cambial diferenciou seu desempenho do SPXI11. Enquanto o SPXI11 ganhou 0,48%, beneficiado pela valorização do dólar, o SPXR11 avançou 0,13%. A diferença entre os dois produtos chegou a 0,35 ponto percentual.
O resultado do SPXR11 ficou mais próximo do comportamento do S&P 500 em dólares, acrescido das características do índice quanto e do componente de juros previsto em sua metodologia. O produto permitiu, assim, uma leitura mais isolada do desempenho das ações americanas no período.
IVWO11 (Investo): -0,09%
O IVWO11 recuou 0,09%, permanecendo próximo da estabilidade. O ETF replica no Brasil o VWO, da Vanguard, e oferece exposição a aproximadamente 6 mil empresas de mais de 20 economias emergentes.
Taiwan representava 30,8% da carteira, seguido por China, com 27,6%, Índia, com 17%, e Brasil, com 4,5%. A TSMC era a maior posição individual, com 14,93%, seguida por Tencent e Alibaba.
A recuperação chinesa no fim da semana ofereceu suporte, mas foi contrabalançada pela cautela com mercados emergentes em um ambiente de juros americanos mais altos. A exposição ao Brasil também enfrentou um mercado doméstico em queda. A diversificação entre países e moedas diluiu esses movimentos e manteve o ETF próximo da estabilidade.
WRLD11 (Investo): -0,53%
O WRLD11 caiu 0,53%. O fundo replica o VT, da Vanguard, e oferece exposição a aproximadamente 10 mil empresas de mercados desenvolvidos e emergentes.
Os Estados Unidos representavam 61,97% da carteira, enquanto tecnologia respondia por 32,3%. Entre as maiores posições estavam Nvidia, Apple, Microsoft, Amazon, Alphabet, TSMC, Broadcom, Meta Platforms e Micron.
A concentração relativa em ações americanas não impediu o resultado negativo, pois o mercado global apresentou desempenho desigual. O S&P 500 terminou praticamente estável, enquanto outros mercados e moedas adicionaram dispersão. A exposição a semicondutores também enfrentou forte volatilidade no início da semana.
A valorização do dólar frente ao real limitou parte da perda, mas não foi suficiente para levar o WRLD11 ao campo positivo.
BOVA11 (BlackRock): -0,75%
O BOVA11 recuou 0,75%, acompanhando a semana negativa da Bolsa brasileira. O Ibovespa caiu 1,06%, interrompendo uma sequência de quatro semanas consecutivas de alta e encerrando a sexta-feira aos 185.229 pontos.
A semana reuniu incerteza eleitoral, preocupações fiscais e condições menos favoráveis para os juros globais. O Federal Reserve elevou os juros americanos, enquanto o Copom reduziu a Selic. O movimento diminuiu o diferencial de taxas e elevou a exigência de prêmio sobre os ativos brasileiros.
Mineração e siderurgia exerceram pressão adicional. Na sexta-feira, CSN caiu 6,40% e CSN Mineração perdeu 4,88%. O recuo do petróleo no último pregão também acrescentou volatilidade às empresas do setor.
ARGE11 (Investo): -2,36%
O ARGE11 apresentou a maior queda da análise, com recuo de 2,36%. O fundo acompanha uma carteira diversificada de 15 ADRs de empresas argentinas negociadas nos Estados Unidos.
A carteira era concentrada em energia, serviços financeiros e materiais básicos. YPF representava 19,99%, Grupo Financiero Galicia tinha 16,91%, Ternium respondia por 13,74% e Pampa Energía por 12,06%. Esses quatro ativos somavam 62,7% do portfólio.
O mercado argentino caiu 2,48% na semana. O Merval recuou em quatro dos cinco pregões: perdeu 0,46% na segunda, 0,15% na terça, 1,65% na quarta e 1,29% na sexta. A única alta ocorreu na quinta-feira, com avanço de 1,08%.
Os dados econômicos também indicaram fragilidade. A economia argentina contraiu 0,6% no segundo trimestre em relação ao período anterior, enquanto a taxa de desemprego subiu para 7,9%, o maior nível desde 2021. O risco-país alcançou 515 pontos na quinta-feira e avançou para aproximadamente 524 a 525 pontos no encerramento da semana.
Na sexta-feira, os ADRs tiveram desempenho majoritariamente negativo. Central Puerto caiu 7,04% e Grupo Supervielle recuou 4,06%, enquanto YPF avançou 0,88%. Como o ARGE11 investe em recibos negociados nos Estados Unidos, esse movimento ajuda a explicar sua queda próxima à do mercado argentino.
Resumo semanal
| ETF | Exposição | Retorno | Principal leitura |
|---|---|---|---|
| PKIN11 | Ações chinesas | +0,83% | Recuperação do CSI 300 no último pregão e contribuição cambial |
| SPXI11 | S&P 500 com dólar | +0,48% | Valorização cambial ampliou o retorno do mercado americano |
| DOLB11 | Dólar | +0,42% | Moeda americana avançou diante dos juros e da cautela doméstica |
| SPXR11 | S&P 500 sem dólar | +0,13% | Retorno refletiu mais diretamente o índice americano |
| IVWO11 | Mercados emergentes | -0,09% | Recuperação chinesa foi neutralizada pela cautela externa |
| WRLD11 | Ações globais | -0,53% | Desempenho misto das bolsas superou o efeito positivo do câmbio |
| BOVA11 | Ações brasileiras | -0,75% | Juros globais, política e commodities pressionaram a Bolsa |
| ARGE11 | Ações argentinas | -2,36% | Queda do Merval, risco-país e perdas em ADRs |
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