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PACB11 sobe 1,17% e lidera ETFs de títulos públicos com juros em queda

Créditos: iStock

O PACB11, da BTG Asset, subiu 1,17% na terça-feira, 6 de outubro, e liderou os ganhos entre os ETFs de títulos públicos analisados. O TD3511 avançou 0,61%, o IRFM11 ganhou 0,52% e o B5MB11 teve alta de 0,48%. O desempenho prolongou a valorização das cotas no início da semana, marcada por forte reprecificação da curva de juros após o primeiro turno das eleições.

A direção dos retornos foi positiva em diferentes estratégias, mas a intensidade variou conforme os vencimentos e o tipo de remuneração dos títulos. Carteiras com exposição longa à inflação apresentaram ganhos mais elevados, enquanto a posição em Tesouro Selic teve variação moderada, compatível com seu perfil de carregamento.

Como a curva de juros se movimentou

O fechamento dos juros reais foi expressivo na segunda-feira, 5 de outubro. A taxa da NTN-B com vencimento em 2029 passou de 7,46% para 6,96%; a de 2035 caiu de 7,65% para 7,04%; e a de 2050 recuou de 7,27% para 6,76%. As reduções foram de 50, 61 e 51 pontos-base, respectivamente. Para o investidor que já detinha esses títulos, taxas menores significaram preços maiores, com impacto mais intenso nas exposições de maior sensibilidade aos juros.

Na terça-feira, a curva nominal continuou fechando em parte dos vencimentos. O DI para janeiro de 2029 terminou em 12,445%, ante ajuste anterior de 12,591%, uma redução de 14,6 pontos-base. O contrato para janeiro de 2031 caiu de 12,653% para 12,560%, recuo de 9,3 pontos-base. O movimento não foi uniforme: janeiro de 2027 subiu de 13,410% para 13,428%.

Essa configuração mostra que a reprecificação ocorreu principalmente no prêmio exigido para prazos mais longos, sem uma queda equivalente em toda a curva. O mercado reavaliava o cenário eleitoral e os riscos associados à trajetória futura da economia. O recuo dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano na terça-feira acrescentou um pano de fundo externo favorável aos juros locais.

PACB11 (BTG Asset): +1,17%

O PACB11 concentra sua estratégia em Tesouro IPCA+ de vencimentos muito longos. Na composição do índice rebalanceada em 1º de outubro, a NTN-B 2055 tinha peso de 60%, enquanto os títulos de 2050 e 2060 representavam 20% cada. Essa estrutura concentra o risco de juros em fluxos de caixa distantes, cujo valor presente reage de forma intensa a mudanças nas taxas reais.

A queda de 51 pontos-base na taxa da NTN-B 2050 na segunda-feira ilustra o movimento que atingiu essa parte da curva no início da semana. A exposição a vencimentos ultralongos permite capturar com maior intensidade a valorização dos títulos quando os juros reais recuam. A cota acumulava ganho de 6,39% na semana até terça-feira, além de 11,06% no último mês e 16,27% no ano.

TD3511 (Itaú Asset): +0,61%

O TD3511 concentra sua exposição no Tesouro IPCA+ com vencimento em 15 de maio de 2035. A carteira acompanha a referência da ANBIMA para esse título, oferecendo uma exposição mais localizada na curva do que a de um fundo que distribui posições entre diversos vencimentos. A taxa de 2035 recuou 61 pontos-base na segunda-feira, de 7,65% para 7,04%, uma mudança relevante para o preço de um título que ainda possui vários anos de fluxos de caixa.

O ganho de 0,61% na terça-feira levou a alta acumulada na semana a 2,66%. A cota avançava 5,72% no último mês, refletindo a valorização recente dessa exposição específica à curva de inflação.

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IRFM11 (Itaú Asset): +0,52%

O IRFM11 acompanha o IRF-M P2, composto por títulos públicos prefixados, incluindo LTNs e NTN-Fs. Diferentemente dos títulos atrelados à inflação, esses papéis carregam remuneração nominal definida. Quando o mercado passa a exigir uma taxa menor para fluxos equivalentes, o preço dos títulos já emitidos aumenta.

O recuo dos DIs de 2029 e 2031 na terça-feira oferece a leitura do movimento na parte intermediária da curva nominal. O IRFM11 acumulava alta de 2,99% na semana e 12,55% no ano. O avanço diário de 0,52% ocorreu em um ambiente de redução do prêmio exigido nos prazos médios, mesmo com a pequena alta do DI de 2027.

B5MB11 (Bradesco Asset): +0,48%

O B5MB11 acompanha o IMA-B 5+, que reúne NTN-Bs com vencimentos superiores a cinco anos. A carteira participa da valorização dos títulos de inflação de prazos mais longos, mas distribui sua exposição por diferentes vencimentos, em vez de concentrá-la em um único título ou apenas no extremo da curva.

As quedas dos juros reais em 2035 e 2050 no início da semana atingiram trechos representados por esse universo de investimento. A cota avançou 4,84% na semana até terça-feira e 7,96% no último mês, mostrando a força acumulada da exposição longa à inflação.

3PRE11 (Galapagos Capital): +0,47%

O 3PRE11 segue uma estratégia de títulos prefixados com duração-alvo de três anos. Na composição do índice de 1º de outubro, a NTN-F 2029 tinha peso de 24,59%, acompanhada por LTNs de janeiro e julho de 2029 e de 2030, além de NTN-Fs de 2031 e 2033. Esses títulos combinam pagamentos de juros e principal em momentos diferentes, mas a carteira é construída para manter uma sensibilidade de aproximadamente três anos às taxas nominais.

A queda do DI de 2029, de 12,591% para 12,445%, foi relevante para esse perfil de exposição: o fundo captura a reprecificação da curva prefixada. A alta de 0,47% na terça-feira levou o ganho semanal a 3,86%, enquanto o retorno no último mês alcançava 5,08%.

IMAB11 (Itaú Asset): +0,44%

O IMAB11 acompanha uma cesta ampla de NTN-Bs do IMA-B, com vencimentos curtos e longos. Essa distribuição permite participar de diferentes trechos da curva de juros reais. A valorização dos títulos mais longos contribui para o retorno, enquanto a presença de papéis mais próximos do vencimento reduz a concentração da sensibilidade no extremo da curva.

O ganho de 0,44% na terça-feira ocorreu dentro de uma alta semanal de 3,60%. No acumulado do ano, o IMAB11 avançava 14,17%, próximo dos 14,22% do B5MB11, embora os dois ETFs carreguem distribuições de risco de juros distintas.

NTNS11 (Investo): +0,19%

O NTNS11 concentra a exposição em Tesouro IPCA+ de prazo mais curto. Na carteira do índice de 1º de outubro, o título de 2028 tinha peso de 34,63%, o de 2030 de 29,06%, o de 2027 de 24,77% e o de 2029 de 11,54%. A duration da referência estava em aproximadamente 2,04 anos em 6 de outubro, sensivelmente menor do que a das estratégias concentradas em vencimentos longos.

A queda da taxa real de 2029 no início da semana favoreceu esse trecho da curva, mas o prazo mais curto limita a intensidade da resposta dos preços a mudanças nos juros. A cota acumulava alta de 1,12% na semana e 12,20% no ano.

LFTS11 (Investo): +0,04%

O LFTS11 acompanha títulos públicos remunerados pela Selic. Na composição de 2 de outubro, as LFTs de março de 2029, setembro de 2028 e junho de 2032 representavam 12,43%, 11,30% e 10,23%, respectivamente. Apesar de seus vencimentos, a remuneração pós-fixada altera o perfil de risco: o rendimento do título acompanha a taxa básica, reduzindo a sensibilidade à curva em comparação com prefixados e NTN-Bs longas.

O retorno diário de 0,04% e a alta semanal de 0,11% mostram um comportamento de carregamento, em contraste com a valorização mais intensa das carteiras de maior duração. No ano, a cota avançava 10,71%.

 


Este conteúdo tem caráter informativo e não constitui recomendação de investimento. Rentabilidade passada não garante resultados futuros.

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