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Os quatro ETFs imobiliários do recorte terminaram o pregão no campo positivo, mas por motores diferentes. XFIX11 avançou 2,52%, HERT11 subiu 2,45%, CASA11 ganhou 0,40% e ALUG11, 0,39%. Os dois primeiros carregam fundos imobiliários brasileiros e respondem a juros, renda distribuída e preços das cotas locais. Os outros dois expõem o investidor a imóveis listados nos Estados Unidos e adicionam o dólar à equação. No CASA11, uma estratégia de opções também participa do resultado.
As altas de XFIX11 e HERT11 também precisam ser lidas pela liquidez. O XFIX11 registrava média de aproximadamente 502 negócios e R$ 316 mil por dia em seis meses. O HERT11 tinha média de apenas seis negócios e R$ 29 mil. Em ambos, mas especialmente no HERT11, o último preço pode se mover mais do que a carteira subjacente quando poucas ordens atravessam o livro.
XFIX11 (XP Asset): +2,52%
O XFIX11 acompanha o IFIX L, índice de retorno total formado pelos fundos imobiliários de maior liquidez. Na carteira válida para o quadrimestre, KNCR11 tinha peso de 8,82%, seguido por KNIP11, com 5,56%, BTLG11, com 5,33%, HGLG11, com 5,18%, e XPML11, com 4,93%. Essa composição mistura crédito imobiliário, logística e shopping centers.
Os fundos de papel, liderados por KNCR11 e KNIP11, respondem por parcela importante do retorno e são sustentados pela remuneração do CDI e do IPCA acrescido de spread. Já BTLG11 e HGLG11 capturam aluguel e valorização de galpões logísticos, enquanto XPML11 responde ao desempenho operacional de shopping centers.

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HERT11 (Hedge Investments): +2,45%
O HERT11 replica o FTSE Hedge Brazil All Equity REITs, índice concentrado em FIIs de tijolo de maior valor de mercado e liquidez. A composição de referência divulgada pela gestora atribuía 9,39% a HGLG11, 9,25% a XPML11, 7,82% a BTLG11, 6,72% a KNRI11, 4,45% a XPLG11, 4,44% a VISC11 e 4,28% a HGRU11.
Logística e shopping centers dominam a carteira. HGLG11, BTLG11 e XPLG11 expõem o ETF a galpões, contratos de locação e reciclagem de ativos. XPML11 e VISC11 adicionam vendas dos lojistas, ocupação e reajustes de aluguel. KNRI11 e HGRU11 ampliam a presença em escritórios, varejo e imóveis de renda urbana.
CASA11 (Buena Vista): +0,40%
O CASA11 oferece exposição ao mercado imobiliário americano por meio do índice NEOS Real Estate High Income BR, ligado ao ETF IYRI. Na carteira divulgada pela NEOS, Welltower representava 11,53% dos ativos, Prologis, 8,89%, Equinix, 4,92%, Digital Realty, 4,82%, e Simon Property Group, 4,62%.
No fechamento americano de 6 de outubro, o IYRI avançou 0,67% pelo preço de mercado. A força de nomes como Equinix, que subiu 2,34%, favoreceu a parcela de data centers da carteira. O real se valorizou diante do dólar e reduziu o ganho traduzido para a cota brasileira; o CASA11 fechou com alta de 0,40% na B3.
O IYRI utiliza opções de compra para buscar renda mensal, e o índice seguido pelo ETF brasileiro incorpora uma carteira escalonada de calls vendidas fora do dinheiro, com renovação mensal. Os prêmios recebidos adicionam uma fonte de resultado, enquanto a obrigação assumida nas opções pode limitar a participação em altas mais fortes dos ativos subjacentes.
ALUG11 (Investo): +0,39%
O ALUG11 replica o Vanguard Real Estate ETF, o VNQ, que reúne cerca de 139 empresas imobiliárias dos Estados Unidos. A carteira cobre torres de telecomunicação, data centers, galpões, shopping centers, apartamentos, saúde e self storage. Entre os nomes de referência desse universo estão American Tower, Prologis, Equinix, Welltower e Simon Property Group.
O índice MSCI U.S. REIT avançou 0,87% em dólar no dia, enquanto American Tower subiu 1,55%. O dólar, no entanto, perdeu aproximadamente 0,5% frente ao real. Essa combinação reduziu o ganho traduzido para a moeda brasileira e ajuda a explicar por que ALUG11 avançou apenas 0,39%, abaixo dos ETFs de FIIs locais.
Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação de investimento.