
Créditos: iStock
O BBOI11 subiu 2,52% na quarta-feira, 7 de outubro, e liderou as altas entre os 222 ETFs do levantamento. REVE11, com 1,89%, TRIG11, com 1,84%, SCVB11, com 1,73%, e TOPY11, com 1,66%, completaram as cinco primeiras posições. O ranking reuniu motores bastante diferentes: aperto na oferta de boi gordo, valorização de empresas brasileiras menores e ganhos em posições específicas no mercado americano.
O pano de fundo foi de cautela. O Ibovespa perdeu 0,74%, enquanto o S&P 500 recuou 0,22%. A ata do Federal Reserve divulgada no dia reforçou a preocupação com a persistência da inflação e a possibilidade de novo aperto monetário. No Brasil, o mercado também digeria o forte movimento dos ativos após o primeiro turno das eleições.
BBOI11 (BB Asset): +2,52%
O BBOI11 acompanha uma estratégia de futuros de boi gordo, com rolagem dos contratos e remuneração do caixa pelo DI. Seu avanço ocorreu em um mercado físico de oferta restrita durante a entressafra. O indicador paulista da arroba chegou a R$ 376,10, com alta de 0,76% no dia 7. A escassez de animais prontos para abate e a demanda dos frigoríficos sustentaram a valorização da arroba e o ambiente favorável à exposição comprada nos futuros.
A liderança também se apoia em uma tendência mais ampla: o ETF acumula 8,43% em um mês e 31,08% no ano. O impulso vem da cadeia pecuária, com disponibilidade de animais e demanda pela carne determinando o equilíbrio entre oferta e consumo. Esse motor permitiu ao fundo avançar em um pregão no qual parte importante do mercado acionário recuou.
REVE11 (Itaú Asset): +1,89%
O REVE11 investe em empresas americanas selecionadas por suas receitas associadas à economia verde. A carteira abrange infraestrutura digital, equipamentos e serviços, além de atividades ambientais. Na composição de agosto, a Hewlett Packard Enterprise tinha 12,30%, seguida por Zoom, com 9,06%, Tesla, com 8,21%, e Waste Management, com 6,99%.
A HPE avançou 2,28% na quarta-feira. No mesmo dia, anunciou quatro novos servidores ProLiant Gen13 com processadores AMD EPYC, destinados a aplicações de inteligência artificial, inferência e processamento intensivo. O anúncio fornece um catalisador concreto para uma das principais posições da carteira: a expansão da linha de servidores fortalece sua exposição ao investimento empresarial em infraestrutura de IA. A valorização do dólar diante do real acrescentou um vetor favorável à conversão dos ativos americanos em reais.

Quer acompanhar as discussões sobre índices, estratégias e o mercado de ETFs? O INDEX 2026 acontece em 12 de novembro, em São Paulo. Garanta sua vaga para o nosso evento.
TRIG11 (Trígono Capital): +1,84%
O TRIG11 acompanha o Índice Teva Ações Micro Caps, cuja carteira concentra empresas de menor capitalização. No rebalanceamento de 1º de outubro, Cogna tinha 3,63%, Direcional 2,65%, Tenda 2,62% e Magazine Luiza 2,37%. Na quarta-feira, essas ações avançaram, respectivamente, 3,90%, 2,46%, 4,89% e 5,09%.
O TRIG11 acumula 13,91% na semana e 19,42% em um mês. O ganho diário mostra a continuidade da recuperação em parte das micro caps, mesmo com o ajuste do índice principal da bolsa.
SCVB11 (Investo): +1,73%
O SCVB11 combina empresas brasileiras de menor capitalização com critérios de valor. A composição de 2 de outubro trazia Magazine Luiza com 7,79%, Minerva com 7,06%, Cury com 3,87%, Brava com 3,12% e Yduqs com 2,91%. Essas posições avançaram 5,09%, 2,22%, 4,77%, 3,32% e 1,69%, respectivamente, na quarta-feira. A alta do varejo teve, portanto, companhia de construção, proteína animal, petróleo e educação.
O desenho da carteira reforça o efeito desses movimentos: consumo discricionário representava 36,08%, indústria 26,54% e consumo básico 19,27% na composição consultada. A melhora de papéis ligados ao consumo e à atividade doméstica oferece sustentação à estratégia, enquanto a exposição a exportadores e energia acrescenta outros motores. O fundo registra 16,90% na semana e 24,72% em um mês.
TOPY11 (Buena Vista Capital): +1,66%
O TOPY11 acompanha uma estratégia referenciada no NEOS Long/Short Equity Income ETF, o NLSI, que reúne posições compradas e vendidas em ações americanas e operações com opções. O NLSI subiu 1,13% a mercado em dólares no dia 7, enquanto o S&P 500 caiu. A combinação de seleção de empresas e posições vendidas permite que o resultado se distancie da direção do índice amplo; a valorização do dólar diante do real também favoreceu a exposição brasileira.
Na carteira divulgada, as refinadoras Marathon Petroleum e Valero representavam 6,16% e 5,64% das posições, e a HPE, 5,30%. No pregão anterior, Marathon avançou 2,29%, Valero 1,16% e HPE 2,28%. São movimentos concretos que ajudaram o lado comprado da estratégia.
Este conteúdo tem caráter informativo e não constitui recomendação de investimento. Rentabilidade passada não garante resultados futuros.