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O DIVO11 acumula R$ 835 milhões de captação líquida em 2026, à frente de NSDV11 e BBSD11 no grupo de três ETFs de dividendos. Na performance, a ordem é diferente: o BBSD11 ganha 25,22%, seguido pelo DIVO11, com 24,93%, e pelo NSDV11, com 16,40%. Os dados vão até o fechamento de 20 de outubro.
As diferenças começam na seleção das empresas. O BBSD11 acompanha o S&P Dividendos Brasil; o DIVO11 replica o IDIV, da B3; e o NSDV11 segue o Ibovespa Smart Dividendos. Os três reinvestem os proventos recebidos, mas não carregam os mesmos setores e pesos. Construção e saúde aparecem com destaque no BBSD11, enquanto empresas financeiras e de utilidade pública têm participação relevante nas demais carteiras.
| ETF | Gestora | Retorno em 2026 | Fluxo líquido em 2026 |
|---|---|---|---|
| BBSD11 | BB Asset | +25,22% | +R$ 1 milhão |
| DIVO11 | Itaú Asset | +24,93% | +R$ 835 milhões |
| NSDV11 | Nu Asset | +16,40% | +R$ 62 milhões |
Data-base: 20/10/2026. Retornos da cota a mercado.
BBSD11 (BB Asset): +25,22% em 2026
O S&P Dividendos Brasil seleciona 30 ativos com critérios ligados ao pagamento de dividendos e utiliza uma média de três anos para suavizar oscilações na distribuição.
Na posição de setembro, Cyrela representava aproximadamente 5,9%, BB Seguridade 5,7%, Direcional 4,8%, Fleury 4,5% e Cemig 4,5%. Rede D’Or, Marcopolo e Yduqs também figuravam entre as dez maiores posições.
O consumo cíclico correspondia a 31,3% da parcela acionária, praticamente o mesmo peso do financeiro, de 30,8%. Saúde acrescentava 11,7%. A presença de construção, educação e serviços médicos expõe o BBSD11 à reprecificação dos juros e à perspectiva de atividade doméstica, além da geração de proventos. No pregão do dia 20/10, Cyrela subiu 5,39%, Direcional ganhou 5,74%, Fleury avançou 2,40% e Rede D’Or valorizou 1,71%. O ETF terminou a sessão em alta de 2,94%.
Esses movimentos ajudam a explicar a força recente da carteira, que avançou 17,61% em um mês. A queda dos juros futuros favorece o valor presente dos projetos das incorporadoras e reduz o custo de oportunidade de carregar ações.

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DIVO11 (Itaú Asset): +24,93% em 2026
O DIVO11 combina o avanço anual de 24,93% com a maior entrada de recursos do grupo. Os R$ 835 milhões captados no ano coexistem com R$ 101 milhões de resgates líquidos na janela de um mês. No mesmo período mensal, a cota valorizou 10,57%.
Na composição de setembro, Itaúsa, Copel, Bradesco, Itaú Unibanco, BB Seguridade, Petrobras e Vale estavam entre as maiores posições. A presença de Itaúsa e Itaú acrescenta exposição econômica ao mesmo grupo bancário, enquanto as duas classes de Petrobras levam ao fundo a sensibilidade ao petróleo, ao câmbio e à política de remuneração da companhia.
Ontem (20), Itaúsa subiu 2,27%, Itaú ganhou 1,88% e Bradesco PN avançou 2,89%. Vale caiu 1,39%, mostrando que o apoio das financeiras conviveu com uma pressão de mineração. O DIVO11 fechou com ganho de 1,17%.
O pano de fundo dos bancos também inclui resultados operacionais. No segundo trimestre, por exemplo, o Itaú registrou resultado recorrente gerencial de R$ 12,4 bilhões e retorno sobre o patrimônio de 24,3%.
NSDV11 (Nu Asset): +16,40% em 2026
O NSDV11 acumula entrada líquida de R$ 62 milhões no ano, dos quais R$ 39 milhões na janela móvel de um mês. Nesse intervalo, a cota subiu 8,04%. O índice seleciona empresas do Ibovespa com seis anos de histórico de dividendos e pondera a carteira pelo dividend yield.
Em setembro, utilidade pública e financeiro somavam 64% da exposição. Banco do Brasil, Taesa, Cemig, Bradesco PN e Itaúsa estavam entre as principais posições. A combinação favoreceu a participação na alta de ontem (20): Taesa ganhou 3,15%, Cemig avançou 1,89% e Bradesco PN subiu 2,89%. O ETF valorizou 1,86% na sessão.
Conteúdo informativo. Não constitui recomendação de investimento. Rentabilidade passada não garante resultados futuros.