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HIGH11 cai 4,51% e SMAL11 recua 3,44% com perdas no varejo, locadoras e educação

Créditos: iStock

As quedas do mercado brasileiro na terça-feira, 13 de outubro, foram mais intensas nas exposições que haviam participado do rali de ações sensíveis à economia doméstica. O HIGH11 perdeu 4,51% e o SMAL11 caiu 3,44%, enquanto o BOVA11 recuou 0,95%.

A realização de ganhos ocorreu junto da abertura dos juros futuros, após o forte fechamento da curva na semana anterior. A reprecificação atingiu negócios cujo resultado depende da recuperação do consumo, do crédito e do custo de financiamento. Vamos caiu 11,22%, Yduqs perdeu 8,45%, Renner recuou 8,03% e Magazine Luiza caiu 7,04%.

O movimento alcançou também Localiza, com perda de 5,72%, Cogna, com queda de 5,97%, e Cosan, que recuou 5,37%.

Petrobras seguiu na direção contrária, com alta de 1,52% em PETR4 e 1,14% em PETR3, oferecendo um contrapeso aos índices em que a companhia tem peso elevado.

CAPE11 (BlackRock): -0,64%

O CAPE11 acompanha uma versão do universo Bovespa BR+ com limite de concentração de 5% por componente na formação da carteira. A estrutura conserva exposição a empresas brasileiras negociadas localmente e no exterior, mas redistribui os pesos que seriam mais elevados em um índice ponderado sem esse limite.

O resultado ocorreu em uma sessão de movimentos divergentes: Petrobras subiu, MercadoLibre BDR teve pequeno ganho, enquanto Nu Holdings BDR, Vale, Itaú e ações de consumo recuaram.

O CAPE11 terminou com perda menor do que o ETF de pesos iguais, em um dia em que a pressão foi especialmente intensa em vários componentes menores do mercado.

NBOV11 (Nu Asset): -0,92%

O NBOV11 também acompanha o Ibovespa B3 BR+, reunindo ações locais e BDRs de empresas brasileiras. O índice tinha concentração relevante em MercadoLibre, Nu Holdings, Vale, Itaú e Petrobras, tornando essas exposições centrais para a leitura do pregão.

O BDR de Nu Holdings perdeu 1,51%, Itaú PN recuou 1,57% e Vale caiu 1,09%. Petrobras e o pequeno ganho de MercadoLibre BDR atuaram na direção contrária.

BOVA11 (BlackRock): -0,95%

O BOVA11 foi pressionado pelas perdas do núcleo financeiro e por ações de consumo.

B3 caiu 2,53%, Itaú PN perdeu 1,57%, Banco do Brasil recuou 1,58% e Bradesco PN caiu 0,97%. Renner, Magazine Luiza e Localiza ampliaram a pressão sobre a parcela da carteira ligada ao mercado interno.

Petrobras PN e ON subiram 1,52% e 1,14%, respectivamente.

LVOL11 (Nu Asset): -1,21%

O LVOL11 seleciona ações de menor volatilidade do Ibovespa, mas continuou exposto à abertura dos juros por meio de bancos, utilities e shoppings. Na carteira recente, Taesa tinha 4,77%, Allos, 4,59%, Equatorial, 4,59%, Itaú PN, 4,52%, Energisa, 4,52%, e Cemig PN, 4,34%.

Taesa caiu 1,29%, Itaú PN perdeu 1,57% e Cemig PN recuou 1,90%. São movimentos que atingem posições relevantes mesmo em uma estratégia de menor volatilidade histórica. Petrobras PN, com 4,15%, e BB Seguridade, com 4,51%, trouxeram contrapesos com altas de 1,52% e 0,88%.

 

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DIVO11 (Itaú Asset): -1,38%

O DIVO11 acompanha o IDIV, cuja composição tinha 26,24% em bancos, 15,29% em energia elétrica e 11,79% em petróleo e gás. Itaúsa representava 6,21%, Petrobras PN, 5,74%, Petrobras ON, 5,42%, Bradesco ON, 5,23%, e Itaú PN, 5,20%.

Itaúsa perdeu 1,96%, Itaú PN recuou 1,57% e Bradesco ON caiu 0,95%. Cemig, outra posição relevante, perdeu 1,90%. Petrobras e BB Seguridade subiram, oferecendo compensações parciais.

A leitura é de uma carteira de dividendos atingida pela reprecificação dos juros e por perdas financeiras, enquanto a alta do petróleo na bolsa brasileira evitou um recuo ainda mais disseminado dentro do índice.

EWBZ11 (BlackRock): -1,99%

O EWBZ11 distribui pesos iguais pelo universo Bovespa BR+, reduzindo a concentração nas empresas que dominam os índices ponderados por tamanho. Essa mudança aumenta a relevância relativa de várias ações menores e de negócios domésticos que tiveram perdas expressivas na terça-feira.

Vamos caiu 11,22%, Yduqs perdeu 8,45%, Renner recuou 8,03%, Magazine Luiza caiu 7,04% e Cogna perdeu 5,97%. Em uma cesta de pesos iguais, essas ações não ficam diluídas pela mesma concentração em grandes empresas de petróleo e bancos observada em outros índices. A distribuição de pesos tornou a queda disseminada do mercado interno mais relevante para o resultado do ETF.

SMAL11 (BlackRock): -3,44%

O SMAL11 acompanha o índice Small Cap, no qual Renner tinha 3,50%, Cosan, 2,93%, Cogna, 1,45%, Magazine Luiza, 1,13%, Vamos, 0,86%, e Yduqs, 0,86%. A carteira também incluía empresas de shoppings, construção, serviços e locação, vários dos segmentos atingidos pela alta dos juros.

Renner perdeu 8,03%, Cosan caiu 5,37%, Cogna recuou 5,97%, Magazine Luiza perdeu 7,04%, Vamos caiu 11,22% e Yduqs recuou 8,45%. Houve pressão simultânea sobre diversos componentes do consumo e de serviços, ampliando a perda de uma exposição mais sensível ao custo do capital doméstico.

HIGH11 (Nu Asset): -4,51%

O HIGH11 foi o pior resultado do grupo porque concentrou posições justamente entre ações de quedas intensas.

Na carteira recente, Magazine Luiza tinha 10,14%, Vamos, 8,31%, C&A, 5,20%, Cosan, 4,91%, Yduqs, 4,77%, Localiza, 4,33%, e Cogna, 4,16%. Essas sete posições somavam 41,82%.

Magazine Luiza caiu 7,04%, Vamos perdeu 11,22%, C&A recuou 5,96%, Cosan caiu 5,37%, Yduqs perdeu 8,45%, Localiza caiu 5,72% e Cogna recuou 5,97%. A seleção de alto beta ampliou a exposição ao grupo de empresas que sofreu com a reversão do apetite por risco doméstico.

 


Conteúdo informativo. Não constitui recomendação de investimento. Desempenho passado não garante resultados futuros.

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