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O CHIP11 avançou 2,38% em 21 de outubro, enquanto o TECK11 subiu 0,07%. A diferença de 2,31 pontos percentuais teve explicações concretas dentro das carteiras: Nvidia e Micron se valorizaram, mas Netflix e Alphabet, presentes na seleção FANG+, recuaram. Nas estratégias mais amplas de tecnologia, Apple também ajudou o resultado.
A Nvidia ganhou 2,54%, em uma sessão marcada por anúncios da companhia na GTC Berlin sobre expansão da capacidade de sua cadeia produtiva. Os planos incluíram elevar em 2,5 vezes a capacidade de substratos ao longo de três anos e um adiantamento de US$ 1,1 bilhão à KYEC para apoiar instalações de testes nos Estados Unidos. A notícia reforçou a dimensão dos investimentos necessários para atender à demanda por infraestrutura de inteligência artificial.
Outro sinal veio da Supermicro: na noite anterior, a fabricante de servidores elevou a estimativa preliminar de receita trimestral para US$ 18,5 bilhões a US$ 19,5 bilhões, ante projeção anterior de US$ 14,5 bilhões a US$ 15,5 bilhões, citando demanda por plataformas de IA. Para fornecedores de processadores, memória e equipamentos, a revisão ofereceu uma indicação concreta de expansão das compras de infraestrutura.
| ETF | Gestora | Ontem (21) | Em 1 mês | Em 2026 |
|---|---|---|---|---|
| CHIP11 | Investo | +2,38% | -8,39% | +40,07% |
| USTK11 | Investo | +1,71% | -3,93% | +17,54% |
| NASD11 | XP Asset | +1,12% | -3,61% | +7,15% |
| TECK11 | Itaú Asset | +0,07% | -4,78% | +7,55% |
CHIP11 (Investo): +2,38%
O CHIP11 acessa o VanEck Semiconductor ETF, o SMH, que subiu 1,89% em dólares no pregão americano. Na composição recente, Nvidia representava 19,14%, Micron 4,78% e Broadcom 5,07%. As três ações avançaram 2,54%, 1,96% e 1,03%, respectivamente.
Os anúncios da Nvidia e a revisão de receita da Supermicro deram conteúdo à leitura favorável para a cadeia. A demanda por servidores de IA exige processadores, mas também memória e capacidade de interligar os equipamentos.
A alta do dólar no Brasil, de 0,18%, acrescentou um vetor favorável à exposição internacional. No ano, a cota acumulava 40,07%.

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USTK11 (Investo): +1,71%
O USTK11 acessa o Vanguard Information Technology ETF, o VGT, cuja cota americana ganhou 1,71% em dólares. A composição tinha 17,58% em Nvidia, 15,91% em Apple e 11,16% em Microsoft.
Apple subiu 1,32%, enquanto Microsoft teve valorização mais discreta, de 0,20%. As três maiores posições somavam 44,65% e tiveram sinais positivos.
O impulso não se restringiu às maiores empresas: Micron, com 4,45%, e Broadcom, com 4,11%, também avançaram. A exposição a semicondutores representava 36,06%, além de 5,47% em equipamentos e materiais para o segmento.
NASD11 (XP Asset): +1,12%
O NASD11 acessa o ETF QQQ, cuja cota subiu 1,05% em dólares. A exposição ao Nasdaq-100 reuniu altas de Nvidia, Apple e Micron com movimentos menos favoráveis em outras companhias.
Alphabet caiu 1,62%, Amazon cedeu 0,10% e Netflix perdeu 5,31%; Meta, por sua vez, avançou 0,47% antes da divulgação de seus resultados.
A queda da Netflix teve um motivo empresarial específico: a companhia reduziu de aproximadamente US$ 3 bilhões para US$ 2,7 bilhões sua previsão de receita com publicidade em 2026, citando implementação mais lenta de funcionalidades dos produtos de anúncios. O corte de 10% nessa projeção pesou apesar da receita trimestral de US$ 12,9 bilhões, com crescimento de 12%.
TECK11 (Itaú Asset): +0,07%
No TECK11, a pressão veio de empresas que não participaram do movimento dos semicondutores. Netflix caiu 5,31% e Alphabet recuou 1,62%, enquanto Amazon perdeu 0,10%.
Na composição recente disponibilizada pela gestora, os três nomes tinham 9,84%, 9,98% e 10,38%, respectivamente. Nvidia, com 9,78%, e Micron, com 11,27%, atuaram na direção oposta com suas altas.
Conteúdo informativo. Não constitui recomendação de investimento.