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CHIP11 cai 5,67%: balanço da Meta pressiona semicondutores e ETFs de tecnologia

Créditos: iStock

O CHIP11 caiu 5,67% na quinta-feira, 22 de outubro, em um pregão que expôs o custo da expansão da inteligência artificial para os acionistas das grandes empresas de tecnologia. O NASD11 recuou 2,21%, enquanto o TECK11 perdeu 1,94%.

O principal sinal corporativo veio da Meta. A companhia apresentou receita trimestral de US$ 64,6 bilhões, alta de 26%, mas seus investimentos de capital chegaram a US$ 34,91 bilhões, superando a geração operacional de caixa de US$ 32,79 bilhões. O fluxo de caixa livre ficou negativo em US$ 2,12 bilhões. A empresa também elevou o piso da previsão de investimentos para 2026, de US$ 130 bilhões para US$ 135 bilhões, mantendo o teto em US$ 145 bilhões.

A reação de −6,98% nas ações da Meta mostrou que o crescimento da receita não bastou para neutralizar a preocupação com a conversão desse crescimento em dinheiro disponível ao acionista. O questionamento alcançou os fornecedores da infraestrutura de IA: empresas de chips e de equipamentos recuaram em bloco, aumentando a pressão sobre os ETFs especializados.

CHIP11 (Investo): −5,67%

O CHIP11 acessa o setor por meio do VanEck Semiconductor ETF, o SMH, cuja cota nos Estados Unidos caiu 5,99%. A carteira de referência divulgada para setembro tinha 19,14% em Nvidia, 9,24% em Taiwan Semiconductor e 7,43% em Applied Materials. AMD representava 5,56%, Broadcom 5,07% e Micron 4,78%. Essa estrutura combina projetistas de chips, fabricantes e fornecedores de equipamentos, concentrando a exposição em diferentes etapas do mesmo ciclo de investimento.

A Nvidia perdeu 4,40%, a Broadcom recuou 4,31%, a AMD caiu 8,10% e a Micron cedeu 6,26%. Nos equipamentos, o movimento foi ainda mais intenso: Applied Materials caiu 8,16%, KLA perdeu 9,55% e Lam Research recuou 11,76%.

A pressão atravessou segmentos que dependem dos investimentos em capacidade de fabricação e da continuidade da demanda por infraestrutura computacional.

O resultado diário reduziu parte de uma valorização ainda expressiva: o CHIP11 acumulava 32,13% no ano, mas perdia 15,05% em um mês.

 

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NASD11 (XP Asset): −2,21%

O NASD11 investe no Invesco QQQ. O ETF americano recuou 2,86%, refletindo a combinação de perdas em plataformas digitais, semicondutores e outras empresas de crescimento. Além de Meta e Nvidia, a Amazon caiu 4,57% e a Microsoft perdeu 2,23%.

A exposição mais ampla trouxe contrapesos. A Apple avançou 1,23% e a Netflix ganhou 3,09%, ajudando a limitar a queda do conjunto.

O NASD11 encerrou o dia com 4,78% de alta no ano e 6,90% de queda em um mês.

TECK11 (Itaú Asset): −1,94%

O TECK11 acompanha o NYSE FANG+, uma seleção concentrada de dez empresas, com pesos equalizados nos rebalanceamentos. Entre os nomes da carteira estão Meta, Amazon, Microsoft, Nvidia, Broadcom, Micron, Apple, Netflix, Alphabet e Palantir.

O recuo de Meta, Amazon e Micron pressionou a estratégia, mas Apple e Netflix ofereceram compensação. A Palantir, que caiu 2,74%, também participou da pressão.

O ETF acumulava 5,46% no ano e perdia 6,75% em um mês.

 


Conteúdo informativo. Não constitui recomendação de investimento.

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