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Galápagos Capital lança ETFs de Ouro e Prata na B3

A Galápagos Capital ampliou a prateleira de ativos listados na B3 com o lançamento de dois novos ETFs focados em metais preciosos: o OROF11, com exposição ao ouro, e o PRAF11, voltado para a prata. Os fundos estrearam no mercado brasileiro no início de junho de 2026 e oferecem ao investidor a possibilidade de acessar o desempenho físico dessas commodities globais diretamente em reais, mas mantendo a exposição à variação do dólar americano (USD).

OROF11: Exposição ao Ouro Físico

O OROF11 (Galápagos Ouro Físico DEX Fundo de Índice) tem como objetivo refletir a performance do indicador DEX VettaFi Physical Gold Shares Index. Para isso, o veículo aloca seu capital no exterior através do ETF abrdn Physical Gold Shares ETF (conhecido pelo ticker SGOL), que é lastreado diretamente em barras de ouro físico.

Em termos de custos para o cotista, o OROF11 apresenta uma taxa de administração global de 0,37% ao ano, métrica que já consolida a estrutura do fundo local e as taxas embutidas do ETF investido lá fora.

PRAF11: Acesso à Prata Física

Já o PRAF11 (Galápagos Prata Física DEX Fundo de Índice) busca acompanhar o desempenho do preço internacional da prata física, tendo como referência o índice DEX VettaFi Physical Silver Shares Index. A estratégia replica no Brasil o ETF abrdn Physical Silver Shares (SIVR). O grande diferencial do ativo-fim é o seu lastro: as cotas são suportadas por barras de prata física alocadas e individualizadas em cofres certificados localizados em Londres, no Reino Unido.

O PRAF11 chega ao mercado com uma taxa global de 0,50% ao ano. Essa cobrança totaliza os 0,20% ao ano referentes à taxa de administração da estrutura local somados aos 0,30% ao ano cobrados pelo ETF subjacente americano.

Características Estruturais e Tributação

Ambos os lançamentos operam sob as diretrizes de ETFs de Renda Variável focados em commodities e possuem liquidação de cotas em D+2. Por acessarem veículos globais atrelados ao mercado norte-americano, tanto o OROF11 quanto o PRAF11 funcionam também como uma camada de exposição cambial (dólar) na carteira do investidor.

A estrutura de ambos os fundos não prevê a distribuição recorrente de rendimentos (capitalização interna dos lucros). Sobre a tributação, os veículos seguem as regras convencionais para a classe, incidindo uma alíquota de 15% de Imposto de Renda exclusivamente sobre o ganho de capital apurado no momento da venda das cotas.

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