
Créditos: Magnific
A Franklin Templeton iniciou a negociação de cinco BDRs de ETFs na B3 ontem, 23 de setembro. Três têm como lastro fundos de ações internacionais; os outros dois representam produtos ligados aos preços do bitcoin e do ether. Os recibos são negociados em reais, em lotes a partir de uma unidade, e têm o Banco B3 como instituição depositária.
Um BDR de ETF é um certificado emitido no Brasil e lastreado em cotas de um fundo negociado no exterior. O investidor compra e vende o recibo na bolsa brasileira, mas a estratégia, a carteira e as despesas do fundo de origem são definidas no exterior. A negociação em reais também não elimina a exposição cambial. O preço do BDR reflete o ativo estrangeiro, a variação das moedas envolvidas e as condições de negociação do próprio recibo.
USPX39 reúne ações de grande e médio porte dos Estados Unidos
O USPX39 representa o Franklin U.S. Equity Index ETF. Seu objetivo é acompanhar, antes das despesas, o Morningstar US Target Market Exposure Index, composto por ações americanas ponderadas pelo valor de mercado ajustado pelo free float. A carteira do ETF tinha 481 posições em 10 de setembro, e 99,42% da exposição geográfica estava nos Estados Unidos. Nvidia, Apple, Microsoft, Amazon e Alphabet apareciam entre os principais nomes da carteira.
É o produto mais amplo do grupo em número de empresas, mas sua ponderação faz com que as maiores companhias americanas tenham influência expressiva no desempenho. A despesa anual informada para o ETF no exterior é de 0,03%. Esse percentual descreve o fundo de origem, não todos os custos que podem incidir sobre a negociação do BDR.
FLTW39 combina exposição a Taiwan e concentração em tecnologia
O FLTW39 representa o Franklin FTSE Taiwan ETF, que busca acompanhar o FTSE Taiwan Capped Index. Embora o fundo tivesse 133 posições em 10 de setembro, a distribuição entre setores era concentrada: 75,70% da carteira estava em tecnologia da informação. Taiwan Semiconductor Manufacturing, MediaTek, Delta Electronics e Hon Hai Precision Industry constavam entre as principais posições.
Essa composição torna o setor de semicondutores e a cadeia de fabricação de eletrônicos centrais para a leitura do produto. A despesa anual informada para o ETF no exterior é de 0,19%.
FTIN39 dá acesso a uma carteira de ações indianas
O FTIN39 tem como lastro o Franklin FTSE India ETF, negociado nos Estados Unidos sob o código FLIN. O fundo acompanha o FTSE India Capped Index e tinha 280 posições no início de setembro. Reliance Industries, HDFC Bank, ICICI Bank, Bharti Airtel e Infosys estavam entre as principais empresas da carteira.
O setor financeiro responde por 28,87% da carteira em setembro, seguido por consumo discricionário, com 12,65%, e indústria, com 11,18%. A despesa anual informada para o FLIN no exterior é de 0,19%.
EZBC39 e EZET39 acompanham criptoativos diferentes
O EZBC39 representa o Franklin Bitcoin ETF, que busca refletir o preço do bitcoin antes das despesas do fundo. O EZET39 representa o Franklin Ethereum ETF, voltado ao preço do ether. Os fundos mantêm os respectivos criptoativos em suas carteiras. Já o titular do BDR detém um certificado lastreado em cotas do fundo estrangeiro, e não as moedas digitais diretamente. A despesa anual informada para cada produto no exterior é de 0,19%.
No caso do EZET, há uma distinção adicional entre acompanhar o preço do ether e participar da operação da rede Ethereum: o fundo não faz staking dos ethers que mantém. Assim, o produto não incorpora os benefícios econômicos dessa atividade. Ambos os fundos concentram a exposição em um único criptoativo, cujas oscilações se somam ao efeito do câmbio sobre o preço dos recibos em reais.
Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação de investimento, compra ou venda de ativos.