A Investo estreou na B3 o OLEO11, primeiro ETF brasileiro focado na cadeia global de serviços para a indústria de petróleo. O fundo oferece exposição a 25 líderes internacionais de infraestrutura e tecnologia de perfuração, beneficiando-se do novo ciclo global de investimentos em energia.
A B3 recebeu a estreia do OLEO11, fundo de índice (ETF) lançado pela Investo com foco na cadeia global de suprimentos, tecnologia e serviços para a indústria de petróleo e gás. O produto opera como um fundo de fundos, replicando o VanEck Oil Services ETF (OIH), que por sua vez acompanha o indicador de mercado MVIS US Listed Oil Services 25 Index.
O portfólio do fundo reúne as 25 maiores e mais líquidas companhias listadas nas bolsas americanas especializadas em equipamentos, perfuração e prestação de serviços para exploração e produção de petróleo. Entre os componentes da carteira estão empresas globais como SLB, Halliburton, Baker Hughes, TechnipFMC, Transocean, NOV e Tenaris. Embora sejam negociadas nos Estados Unidos, diversas dessas companhias possuem sedes e operações distribuídas em outros centros energéticos mundiais, a exemplo do Reino Unido e Curaçao.
Ao avaliar o lançamento do novo veículo de investimento, o CEO da Investo, Cauê Mançanares, destacou a relevância do segmento no cenário atual: “Houve uma retomada dos investimentos das petroleiras, e as empresas de oil services voltam ao centro das atenções. O OLEO11 permite que o investidor participe desse ciclo por meio de uma cesta diversificada de companhias líderes do setor, com acesso simples pela B3”.
Sob a perspectiva educacional, o ETF foca em companhias de oil services, que se diferenciam das petroleiras tradicionais por não produzirem a commodity diretamente. Em vez disso, essas empresas fornecem a infraestrutura essencial — como fabricação de equipamentos, perfuração de poços e operações offshore — para viabilizar a produção petrolífera. A metodologia do índice exige que pelo menos 50% das receitas das empresas sejam provenientes dessa atividade, além de aplicar uma limitação de 20% de peso máximo por empresa e 50% para a soma das maiores posições, com rebalanceamentos trimestrais e revisões semestrais.
A tese de investimento ampara-se no ciclo recente de expansão dos aportes na exploração e produção de energia, após anos de redução global de capital no setor. Dados da Agência Internacional de Energia (IEA) e da Administração de Informação Energética dos EUA (EIA) indicam que o consumo global de petróleo se mantém próximo de 104 milhões de barris por dia, com cerca de 60% destinados ao transporte e 30% da produção vindo de poços offshore, que exigem alto nível tecnológico. Nos últimos cinco anos, o índice de referência do OLEO11 acumulou valorização de 110%, ante 42% do Ibovespa no mesmo período.

Dados extraídos do Material Publicitário e usando o ETF OIH para estudo.
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