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Os ETFs globais negociados na B3 encerraram 8 de outubro no campo negativo, refletindo um dia de aversão a risco fora do Brasil. IVWO11 caiu 1,05%, ACWI11 recuou 0,77% e GXUS11 perdeu 0,66%. A alta de 0,27% do dólar frente ao real amortizou as perdas, mas não foi suficiente para neutralizar a queda dos ativos no exterior.
O pano de fundo combinou petróleo acima de US$ 104, pressão inflacionária e juros longos em máximas de mais de duas décadas. O MSCI Emerging Markets caiu 1,57%. Na Ásia, o Kospi perdeu 2,6% e o Nikkei recuou 1,4%. Na Europa, o Stoxx 600 caiu 0,9%.
IVWO11 (Investo): -1,05%
O IVWO11 oferece exposição a cerca de 5 mil empresas de mais de 20 economias emergentes. Taiwan Semiconductor representa 14,67% da carteira, seguida por Tencent (2,89%), Alibaba (2,18%), MediaTek (1,46%) e Delta Electronics entre as maiores posições. O peso de TSMC torna o fundo particularmente sensível ao ciclo global de semicondutores.
TSMC informou crescimento de 55% na receita de setembro sobre um ano antes, mas a receita caiu 0,6% em relação a agosto. O mercado reagiu ao segundo número e à preocupação com a monetização dos investimentos em inteligência artificial: o ADR da fabricante recuou cerca de 3%. Samsung caiu 2,4% mesmo após projetar forte avanço de lucro. Alibaba perdeu 1,21%, em sua terceira baixa consecutiva. Esse conjunto pressionou China, Taiwan e Coreia, os principais motores do fundo.
O MSCI Emerging Markets terminou em queda de 1,57%, maior que o recuo de IVWO11. A diferença é compatível com o amortecimento cambial: o dólar subiu ante o real, elevando em moeda brasileira o valor da exposição internacional. Ainda assim, a concentração em tecnologia asiática fez o ETF terminar como o pior entre os três analisados.
ACWI11 (XP Asset): -0,77%
O ACWI11 acompanha o mercado acionário global de países desenvolvidos e emergentes e reúne quase 3 mil empresas de grande e média capitalização. Os Estados Unidos dominam o índice, mas a carteira também inclui Europa, Japão, Canadá e economias emergentes. Essa amplitude mistura o desempenho das megacaps americanas com o de diferentes regiões.
O Nasdaq caiu 1,25% e o S&P 500 recuou aproximadamente 0,5%. Nvidia perdeu 2,9%, enquanto outras empresas ligadas a semicondutores e infraestrutura de inteligência artificial caíram entre 2% e 7%. O choque foi parcialmente compensado por energia: Chevron avançou 3,1% com a disparada do petróleo. O Dow Jones, mais exposto à economia tradicional, conseguiu alta de 0,1%.
A carteira sofreu com tecnologia americana e Ásia, mas recebeu amortecimento de energia, empresas defensivas e da valorização do dólar em reais. O ACWI11 caiu menos que o MSCI Emerging Markets porque os Estados Unidos e outros mercados desenvolvidos reduziram a dependência do bloco emergente.

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GXUS11 (Galapagos Capital): -0,66%
O GXUS11 replica o FTSE Global All Cap ex US por meio do Vanguard Total International Stock ETF, o VXUS. A carteira exclui os Estados Unidos e distribui a exposição entre Europa, Japão, Canadá e mercados emergentes. A ausência das megacaps americanas reduz a influência direta de Nvidia, Apple e Microsoft, mas aumenta o peso relativo de Ásia e Europa.
As duas regiões tiveram um pregão negativo. O Kospi caiu 2,6%, o Nikkei recuou 1,4% e o Stoxx 600 perdeu 0,9%. O petróleo mais caro elevou o risco inflacionário, pressionou títulos públicos europeus e atingiu setores de tecnologia e indústria. Na França, as preocupações fiscais levaram o rendimento do título de dez anos a cerca de 4,91%, enquanto o Bund alemão chegou a aproximadamente 3,50%.
Mesmo exposto integralmente ao bloco internacional fora dos EUA, o GXUS11 caiu menos que IVWO11. A razão está na diversificação regional. Japão, Europa, Canadá e Reino Unido diluíram a perda concentrada em semicondutores asiáticos e ações chinesas. O dólar mais forte frente ao real também adicionou proteção parcial ao preço da cota.
Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação de investimento. Rentabilidade passada não representa garantia de resultados futuros.