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O S&P 500 acumulou alta de 13,32% em dólares em 2026 até 21 de outubro, saindo de 6.845,50 pontos no fim de 2025 para 7.757,17 pontos. Para o investidor brasileiro, essa valorização encontrou um segundo movimento decisivo: o dólar passou de aproximadamente R$ 5,489 para R$ 5,028 no mesmo intervalo, queda de cerca de 8,4% frente ao real. A força das ações americanas chegou, portanto, com intensidade diferente às cotas negociadas na B3.
Os ETFs sem proteção cambial, IVVB11 e SPXI11, acumulavam +3,84% e +3,72%, respectivamente. Nas estratégias que acompanham o S&P 500 com proteção cambial, SPBZ11 registrava +21,57% e SPXR11, +20,90%. São produtos ligados ao mesmo mercado de ações, mas sujeitos a mecanismos distintos de conversão cambial e carregamento.
O que sustentou o mercado americano ao longo do ano
Os lucros das empresas foram uma parte importante da valorização. Na temporada do segundo trimestre, 78% das companhias do S&P 500 superaram as estimativas de lucro, segundo levantamento da S&P Global. A expansão dos negócios ligados à inteligência artificial manteve tecnologia no centro dos resultados e dos investimentos em infraestrutura. Na análise da S&P Dow Jones Indices, o setor de tecnologia respondeu por mais de dez pontos percentuais do ganho de 15,2% do índice no segundo trimestre.
O setor de energia ganhou relevância nos períodos de alta do petróleo; setores como finanças e saúde também tiveram fases favoráveis. A retomada da inflação ligada à energia e a subida dos rendimentos dos Treasuries trouxeram volatilidade às ações de crescimento. Em setembro, o Federal Reserve elevou a faixa dos juros básicos para 3,75% a 4,00%, mostrando que as perspectivas de lucro tiveram de competir com um custo de capital maior. Ainda assim, o índice chegou a outubro com ganho expressivo em dólares.

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Como o câmbio mudou o retorno em reais
A apreciação do real reduziu o valor, em moeda brasileira, de uma mesma posição em ações americanas. É por isso que a alta do S&P 500 em dólares conviveu com avanços bem menores de IVVB11 e SPXI11. A aproximação entre +13,32% do índice de preços e -8,4% do dólar ajuda a enxergar a direção desse efeito.
Já SPBZ11, SPXR11 e SPYR11 acompanham uma referência de futuros do S&P 500 com proteção cambial. A estrutura reduz a exposição direta à oscilação do dólar à vista e incorpora o carregamento ligado ao diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos.
O Banco Central brasileiro havia reduzido a Selic para 13,75% em setembro, ainda acima da faixa americana de 3,75% a 4,00% naquele mês. A valorização das ações e a dinâmica dessa estrutura ajudam a entender por que SPBZ11 e SPXR11 superavam 20% no ano enquanto as versões dolarizadas permaneciam perto de 4%.
| ETF | Gestora | Retorno ontem (21/10) | Retorno em 1 mês | Retorno em 2026 | Fluxo em 2026 |
|---|---|---|---|---|---|
| SPBZ11 | BTG Asset | +0,55% | +0,59% | +21,57% | +R$ 1.849 milhões |
| SPXR11 | Itaú Asset | +0,56% | +0,39% | +20,90% | +R$ 1.395 milhões |
| SPYR11 | Bradesco Asset | +0,70% | +0,52% | — | +R$ 336 milhões |
| IVVB11 | BlackRock | +0,77% | -1,45% | +3,84% | +R$ 856 milhões |
| SPXI11 | Itaú Asset | +0,62% | -1,60% | +3,72% | +R$ 305 milhões |
Data-base: 21/10/2026. Retornos das cotas a mercado. Um mês corresponde à janela móvel de um mês.
Para ler o resultado de 2026, é preciso acompanhar as duas trajetórias, ações e moeda, além da estrutura que cada ETF usa para conectá-las.
Conteúdo informativo. Não constitui recomendação de investimento.