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Cinco ETFs somam R$ 25,56 bilhões em captação no ano; SMAL11 concentra entrada recente

Créditos: iStock

Os cinco ETFs com maior captação líquida no universo acompanhado pela DEX somavam R$ 25,56 bilhões em entradas em 2026, até 22 de outubro. O BLFT11 liderava, com R$ 10,44 bilhões, seguido pelo SMAL11, com R$ 6,02 bilhões. LFTB11, PACC11 e BOVV11 completavam a seleção.

A fotografia do ano reúne dois tipos de alocação: títulos públicos, com estratégias de Selic e inflação, e ações brasileiras, por meio de small caps e Ibovespa. Na janela mais recente, porém, a intensidade do fluxo mudou. O SMAL11 recebeu R$ 5,12 bilhões em um mês, equivalentes a aproximadamente 85% de seu saldo líquido positivo no ano.

Esse avanço ocorreu em paralelo a uma alta de 20,22% da cota em um mês. O dado mostra a simultaneidade entre entrada de recursos e recuperação das ações menores.

ETF Gestora Fluxo líquido no ano Fluxo líquido em 1 mês Retorno em 1 mês Retorno no ano
BLFT11 Bradesco Asset +R$ 10,442 bi +R$ 16 mi +1,08% +11,30%
SMAL11 BlackRock +R$ 6,016 bi +R$ 5,124 bi +20,22% +19,79%
LFTB11 Investo +R$ 4,267 bi +R$ 795 mi +1,86% +11,99%
PACC11 BTG Asset +R$ 2,500 bi −R$ 3 mi +2,83% +13,74%
BOVV11 Itaú Asset +R$ 2,334 bi +R$ 119 mi +8,98% +27,27%

BLFT11 (Bradesco Asset): +11,30% no ano

O líder de captação investia em cinco vencimentos de Letras Financeiras do Tesouro, com aproximadamente 20% em cada um: março e setembro de 2027, março e setembro de 2028 e março de 2029. Essa distribuição vincula a carteira ao carregamento da Selic, com exposição a títulos públicos pós-fixados de prazo relativamente curto.

A estratégia acumulava R$ 10,44 bilhões em entradas, mas recebeu apenas R$ 16 milhões na janela de um mês.

SMAL11 (BlackRock): +19,79% no ano

O SMAL11 teve o fluxo recente mais expressivo entre os cinco. Na carteira recente, Copasa representava 5,84%, Totvs 5,52%, Assaí 4,41% e Allos 4,08%. Lojas Renner, Smart Fit e Fleury também estavam entre as maiores posições. A exposição combina saneamento, software, varejo, imóveis comerciais e serviços, ampliando a participação de empresas ligadas à atividade doméstica.

A recuperação mensal de componentes ajuda a dar conteúdo à alta do ETF. Entre 22 de setembro e 22 de outubro, as ações do Assaí avançaram 30,46%, as do Fleury subiram 25,83% e as da Copasa ganharam 11,83%.

 

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LFTB11 (Investo): +11,99% no ano

O LFTB11 recebeu R$ 795 milhões em um mês, elevando a captação anual a R$ 4,27 bilhões. Embora a maior parte da exposição esteja em LFTs, a carteira de referência de outubro também incluía 9,32% em NTN-B 2060. Entre as posições pós-fixadas estavam LFTs de setembro de 2027, com 11,41%, e março de 2029, com 8,45%.

Essa combinação ajuda a interpretar o retorno mensal de 1,86%. Além do carregamento da Selic, o fundo participa da oscilação de um título de inflação ultralongo. No dia 22, por exemplo, a taxa real da NTN-B 2060 caiu 8,54 pontos-base, favorecendo seu preço.

PACC11 (BTG Asset): +13,74% no ano

O PACC11 acumulava R$ 2,50 bilhões em entradas líquidas, embora a janela de um mês registrasse R$ 3 milhões em resgates. A cota avançava 13,74% no ano e 2,83% em um mês.

O fundo acompanha o IMA-B 5 P2, com títulos públicos indexados ao IPCA de vencimento de até cinco anos e regra de prazo médio de repactuação. Sua exposição combina atualização pela inflação, juros reais contratados e marcação a mercado da parte curta da curva.

BOVV11 (Itaú Asset): +27,27% no ano

O BOVV11 registrava R$ 2,33 bilhões de captação líquida em 2026 e tinha a maior valorização anual entre os cinco líderes de fluxo. Na carteira de referência do Ibovespa consultada, Itaú Unibanco representava aproximadamente 8,97%, Petrobras PN 8,93% e Vale 7,93%. A participação adicional de Petrobras ON, com 5,53%, ampliava o peso da companhia de petróleo.

Na janela de um mês, Petrobras PN avançou 19,61% e Itaú PN ganhou 11,16%, enquanto Vale recuou 15,57%.

 


Conteúdo informativo. Não constitui recomendação de investimento.

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