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A queda dos criptoativos atingiu diferentes estratégias negociadas na B3 ontem, 22 de outubro. O HASH11 perdeu 3,59%, o BITH11 recuou 2,58% e o ETHE11 caiu 2,53%. O movimento ocorreu em paralelo à venda de ações de tecnologia nos Estados Unidos, em um ambiente de maior seletividade e redução do apetite por ativos de risco.
No mercado global, o Bitcoin terminou o dia de referência em torno de US$ 81,3 mil, com queda de 3,21%, enquanto o Ethereum recuou 3,42%, para aproximadamente US$ 2.386. XRP perdeu 4,10% e Solana caiu 3,04%. A pressão, portanto, alcançou tanto os dois maiores criptoativos quanto componentes relevantes das carteiras diversificadas.
O Nasdaq Composite caiu 2,60% no pregão americano. Os Treasuries americanos, por outro lado, avançaram, com redução da taxa de dez anos de 5,13% para 4,96%.
| Exposição | ETF | Retorno em 22/10 | Retorno em um mês |
|---|---|---|---|
| Bitcoin | BITH11, Hashdex | −2,58% | −6,78% |
| Bitcoin | HODL11, Investo | −3,47% | −6,85% |
| Bitcoin | QBTC11, QR Asset | −3,68% | −7,17% |
| Ethereum | ETHE11, Hashdex | −2,53% | −13,47% |
| Ethereum | QETH11, QR Asset | −3,76% | −14,05% |
| Cesta de criptoativos | HASH11, Hashdex | −3,59% | −8,99% |
BITH11 (Hashdex): −2,58%; HODL11 (Investo): −3,47%; QBTC11 (QR Asset): −3,68%
Os três ETFs oferecem exposição ao Bitcoin, cuja queda em dólar foi o principal vetor econômico comum. A perda de 3,21% no dia de referência ocorreu após a moeda ser negociada acima de US$ 84 mil no fechamento anterior. A amplitude da correção colocou novamente em destaque a sensibilidade do ativo às mudanças de disposição para assumir risco.
Na janela de um mês, o Bitcoin recuou 5,64% em dólar. Os ETFs brasileiros apresentavam perdas próximas de 7% na série a mercado, em uma exposição que também carrega a conversão cambial para reais. O resultado mensal contrasta com uma leitura automática de proteção em momentos de turbulência: nesse intervalo, a moeda digital permaneceu sob pressão.

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ETHE11 (Hashdex): −2,53%; QETH11 (QR Asset): −3,76%
O Ethereum teve uma correção mensal mais intensa que a do Bitcoin: 13,31% em dólar, entre 22 de setembro e 22 de outubro. Essa diferença aparece nas cotas brasileiras. O ETHE11 perdia 13,47% em um mês, e o QETH11, 14,05%, aproximadamente o dobro das perdas dos ETFs de Bitcoin da comparação.
A divergência evidencia uma pressão específica sobre a exposição ao Ethereum dentro da venda mais ampla do mercado cripto. O ativo reúne riscos ligados à adoção da rede, à atividade econômica sobre sua infraestrutura e à precificação do token.
HASH11 (Hashdex): −3,59%
O HASH11 acompanha uma cesta em que Bitcoin representava 75,50% e Ethereum 11,31%, na composição de referência de outubro. XRP tinha 4,83%, Solana 3,76% e Hyperliquid 3,12%.
As perdas de Bitcoin e Ethereum pressionaram o núcleo da carteira, enquanto as quedas de XRP e Solana acrescentaram vetores negativos. O resultado é coerente com uma sessão de desvalorização disseminada dos componentes. No mês, a presença de Ethereum e de outras moedas com perdas mais intensas ajuda a contextualizar o recuo de 8,99% do HASH11, superior ao dos ETFs exclusivamente de Bitcoin apresentados na tabela.
Os fluxos mostram uma distinção adicional. No ano, o HASH11 ainda acumulava R$ 88 milhões de entradas líquidas, e o BITH11, R$ 67 milhões, apesar dos retornos negativos de 19,92% e 15,40%, respectivamente. O ETHE11 registrava R$ 26 milhões em resgates líquidos e perda de 26,00% no ano.
Conteúdo informativo. Não constitui recomendação de investimento.