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High beta e small caps lideram as maiores altas dos ETFs no pregão de ontem

Créditos: Vecteezy

 

As estratégias de ações brasileiras ocuparam integralmente o ranking das dez maiores altas dos ETFs em 2 de setembro. Os ganhos variaram de 3,30% a 4,89%, com liderança dos fundos expostos a ações de maior beta e empresas de menor capitalização.

O Ibovespa avançou 3,05%, aos 185.205 pontos, e completou a 11ª sessão consecutiva de valorização. Apenas três dos 77 ativos do índice encerraram o pregão em queda, confirmando a amplitude do movimento.

A divulgação da pesquisa eleitoral Quaest mostrou uma disputa mais apertada em uma simulação de segundo turno. A reação dos investidores reduziu o prêmio de risco dos ativos brasileiros, impulsionando a Bolsa, valorizando o real e derrubando parte das taxas futuras.

Ações mais sensíveis ao risco doméstico lideraram o movimento. Magazine Luiza avançou 16,88%, Vamos subiu 16,11%, Braskem ganhou 15,09%, Azzas 2154 valorizou 11,28% e Assaí avançou 7,41%. Banco do Brasil ganhou 5,52%, Itaú subiu 3,84%, Vale avançou 3,19% e Petrobras PN valorizou 2,84%.

O ranking refletiu três vetores principais: valorização das ações de maior beta, recuperação das empresas de menor capitalização e alta disseminada entre utilities, bancos, materiais básicos e negócios ligados à economia brasileira.

 

HIGH11 (Nu Asset): +4,89%

O HIGH11 liderou as altas com valorização de 4,89%. O ETF acompanha o Ibov Smart High Beta, índice que seleciona as ações de maior beta dentro do universo do Ibovespa.

A estratégia tinha 46,3% da carteira concentrada em consumo cíclico, além de exposição a materiais básicos, petróleo e gás, bens industriais, serviços financeiros e saúde. Entre as posições estavam CSN Mineração, Ultrapar, Assaí, Vamos, Cosan, Yduqs, CSN, Magazine Luiza, Cogna, Usiminas e B3.

Essa composição capturou diretamente alguns dos maiores movimentos do pregão. Magazine Luiza avançou 16,88%, Vamos subiu 16,11% e Assaí ganhou 7,41%.

A redução do prêmio de risco ampliou a procura por empresas sensíveis aos juros, ao crédito e à atividade doméstica. Como o HIGH11 concentra ações com maior resposta às oscilações do mercado, o ETF superou o Ibovespa em 1,84 ponto percentual.

TRIG11 (Trígono): +3,89%

O TRIG11 avançou 3,89% e ocupou a segunda posição. O ETF acompanha o Teva Ações Micro Cap/Small Cap Index, formado por empresas brasileiras de baixa e média capitalização.

As small caps se beneficiaram da queda do prêmio de risco e da melhora da percepção sobre os ativos domésticos. Empresas menores apresentam maior sensibilidade ao custo de capital, às condições de crédito e às perspectivas para a economia brasileira.

A valorização de Vamos, Magazine Luiza, Assaí e outras companhias ligadas à atividade local reforçou o movimento de compra nas ações de menor capitalização.

A concentração em micro e small caps permitiu ao TRIG11 superar o Ibovespa em 0,84 ponto percentual.

UTLL11 (Investo): +3,47%

O UTLL11 avançou 3,47%, liderando as estratégias setoriais de utilities. O ETF oferece exposição a empresas brasileiras de energia elétrica, água, saneamento e outros serviços de utilidade pública.

O setor foi beneficiado pelo recuo de parte das taxas futuras. Utilities possuem operações intensivas em capital e fluxos de caixa de longa duração, características que aumentam sua sensibilidade ao custo de financiamento e às taxas utilizadas para descontar resultados futuros.

O Índice de Energia Elétrica subiu 3,17%, confirmando a força das companhias que formam a principal exposição do UTLL11.

A combinação entre receitas previsíveis e queda do prêmio de risco colocou o fundo entre as principais altas do pregão.

EWBZ11 (BlackRock): +3,46%

O EWBZ11 ganhou 3,46%. O ETF acompanha uma versão de pesos iguais do universo Bovespa BR+, reduzindo a concentração nas maiores empresas da Bolsa.

A metodologia foi favorecida pela amplitude excepcional da sessão. Com apenas três componentes do Ibovespa em queda, a valorização se espalhou por empresas de diferentes tamanhos e setores.

O peso igualitário aumentou a influência de ações que registraram altas muito superiores às das grandes companhias. Magazine Luiza, Vamos, Braskem, Azzas 2154 e Assaí tiveram participação proporcionalmente maior do que teriam em um índice ponderado por valor de mercado.

O resultado mostra que a ação média da Bolsa avançou mais intensamente do que sugere o retorno do Ibovespa.

BNKS11 (Investo): +3,46%

O BNKS11 avançou 3,46%, apoiado pela valorização dos principais bancos brasileiros. O ETF concentra sua carteira no setor bancário e capturou diretamente a redução do prêmio de risco doméstico.

Banco do Brasil ganhou 5,52%, Itaú valorizou 3,84% e Bradesco PN avançou 2,10%.

A melhora da percepção sobre os ativos brasileiros favoreceu os bancos, cujos resultados e avaliações são sensíveis ao crescimento, à qualidade do crédito, à curva de juros e à confiança na economia.

A concentração setorial permitiu ao BNKS11 superar o Ibovespa sem diluir a contribuição dos bancos em outros segmentos.

FIND11 (Itaú Asset): +3,42%

O FIND11 subiu 3,42%. O ETF acompanha o Índice Financeiro da B3, composto por bancos, seguradoras, empresas de serviços financeiros e negócios ligados à infraestrutura do mercado de capitais.

Banco do Brasil, Itaú e Bradesco sustentaram o núcleo bancário da carteira. A valorização generalizada da Bolsa também favoreceu empresas ligadas à negociação, custódia e distribuição de produtos financeiros.

O avanço do Ibovespa para 185.205 pontos e a rotação para ações brasileiras melhoraram o ambiente para a atividade do mercado de capitais.

O FIND11 ficou ligeiramente abaixo do BNKS11 porque distribui sua exposição entre diferentes segmentos financeiros, enquanto o BNKS11 permanece concentrado nos bancos.

MATB11 (Itaú Asset): +3,37%

O MATB11 avançou 3,37%, apoiado pelas empresas de mineração, siderurgia, petroquímica, papel e celulose presentes na carteira.

Vale subiu 3,19%, mesmo com a queda do minério de ferro em Dalian. Braskem avançou 15,09% e figurou entre as maiores altas do mercado, acrescentando uma contribuição relevante do segmento petroquímico.

As empresas exportadoras e de recursos naturais também receberam maior atenção dos investidores. A combinação entre Vale, Braskem e outras companhias de materiais básicos permitiu ao MATB11 superar o Ibovespa.

BDOM11 (Investo): +3,34%

O BDOM11 ganhou 3,34%. O ETF seleciona empresas brasileiras com maior exposição à economia doméstica, incluindo bancos, utilities, consumo e outros negócios cuja receita depende principalmente do mercado local.

A valorização do real, o recuo de parte das taxas futuras e a redução do prêmio de risco criaram um ambiente particularmente favorável para essa estratégia.

As ações ligadas ao consumo estiveram entre as maiores altas. Magazine Luiza ganhou 16,88%, Assaí subiu 7,41% e Azzas 2154 avançou 11,28%. Bancos e utilities também contribuíram.

O BDOM11 superou o Ibovespa porque concentrou os setores que responderam com maior intensidade à melhora da percepção sobre o cenário brasileiro.

BMMT11 (Bradesco Asset): +3,32%

O BMMT11 avançou 3,32%. O ETF acompanha o Morningstar Brazil Target Momentum, índice que seleciona 30 ações brasileiras com base em indicadores de tendência de preços e lucratividade.

A ponderação igualitária aumentou a participação relativa das ações com fortes movimentos no pregão e reduziu a dependência das maiores companhias por valor de mercado.

A alta disseminada da Bolsa também favoreceu uma carteira construída a partir de tendências positivas. O avanço alcançou consumo, indústria, bancos, utilities e materiais básicos, ampliando o número de posições no campo positivo.

O BMMT11 superou o Ibovespa em 0,27 ponto percentual.

ESGB11 (BTG Asset): +3,30%

O ESGB11 completou o ranking com valorização de 3,30%. O ETF acompanha uma carteira de empresas brasileiras selecionadas por critérios ambientais, sociais e de governança.

A estratégia participou da valorização disseminada das ações locais. Bancos, utilities, materiais básicos e companhias ligadas à economia doméstica avançaram, favorecendo diferentes áreas da carteira.

O desempenho acima do Ibovespa mostra que a seleção ESG manteve exposição aos principais vetores da sessão sem depender de uma concentração excessiva em uma única empresa.

A amplitude da alta e a redução generalizada do prêmio de risco levaram o ESGB11 a encerrar a lista das dez maiores performances.

 


Dados exclusivos do DEX PRO. Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação de investimento, compra ou venda de ativos.

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