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Os ETFs brasileiros de criptoativos encerraram o pregão de 2 de setembro no campo negativo. As perdas variaram de 0,58% no HASH11 a 4,91% no XRPH11, evidenciando uma correção mais intensa nas altcoins do que no Bitcoin.
O movimento acompanhou uma venda generalizada dos principais ativos digitais. Solana, Ethereum e XRP tiveram perdas proporcionalmente superiores à do Bitcoin, comportamento característico de uma sessão na qual os ativos de maior beta sofreram maior pressão.
Os fluxos dos ETFs americanos reforçaram essa diferença. Os produtos de Bitcoin receberam US$ 101,1 milhões líquidos, recuperando cerca de 43% das retiradas da sessão anterior. O IBIT, da BlackRock, liderou as captações com US$ 115,4 milhões.
Ethereum seguiu na direção oposta. Seus ETFs registraram aproximadamente US$ 48,08 milhões em resgates, encerrando uma sequência de 12 sessões consecutivas de entradas. Os produtos ligados a Solana e XRP também apresentaram saídas líquidas.
O desempenho dos fundos brasileiros refletiu essa rotação. A maior resistência do Bitcoin limitou as perdas de BITH11 e HASH11, enquanto a reversão dos fluxos e a correção mais forte das altcoins pressionaram ETHE11, SOLH11 e XRPH11.
HASH11 (Hashdex): -0,58%
O HASH11 apresentou a menor queda da relação. O ETF acompanha uma carteira diversificada de criptoativos, com participação relevante do Bitcoin e exposição complementar a Ethereum e outras redes.
A maior resistência relativa do Bitcoin reduziu o impacto da queda das altcoins sobre a carteira. Enquanto Ethereum, Solana e XRP lideraram a correção entre os grandes ativos digitais, o Bitcoin registrou uma perda mais moderada.
A retomada das entradas nos ETFs americanos de Bitcoin também ofereceu suporte. Os produtos captaram US$ 101,1 milhões, liderados pelo IBIT, da BlackRock.
A diversificação permitiu ao HASH11 terminar acima dos fundos monoativos. O peso do Bitcoin conteve a influência das perdas mais intensas de Ethereum e Solana.
BITH11 (Hashdex): -0,67%
O BITH11 apresentou a segunda menor perda. O ETF oferece exposição concentrada ao Bitcoin e acompanhou a maior resistência relativa da criptomoeda durante a correção.
Os ETFs americanos de Bitcoin voltaram a registrar captação líquida, com entrada de US$ 101,1 milhões. O IBIT recebeu US$ 115,4 milhões, enquanto o Bitcoin Mini Trust, da Grayscale, captou US$ 30,4 milhões. Esses ingressos superaram os resgates de US$ 56,2 milhões do GBTC.
O resultado marcou uma reversão parcial em relação à saída de US$ 236,5 milhões registrada na sessão anterior. A recuperação dos fluxos institucionais ajudou o Bitcoin a superar Ethereum, Solana e XRP.
O BITH11 refletiu essa diferença e caiu menos que os demais ETFs monoativos do levantamento.
ETHE11 (Hashdex): -1,67%
O ETHE11 acompanhou a correção do Ethereum e a reversão dos fluxos institucionais ligados ao ativo.
Os ETFs americanos de Ethereum registraram aproximadamente US$ 48,08 milhões em resgates, encerrando uma sequência de 12 sessões positivas. O ETHA, da BlackRock, perdeu cerca de US$ 53,4 milhões; o FETH, da Fidelity, apresentou saída de US$ 26,2 milhões; e o ETHE, da Grayscale, teve retirada de aproximadamente US$ 23,5 milhões.
O ETF de Ethereum com staking da BlackRock recebeu US$ 52,91 milhões, mas essa entrada não compensou os resgates dos demais produtos.
A interrupção da sequência de captações retirou um vetor importante de suporte ao Ethereum. O ETHE11 incorporou essa mudança, mas ainda terminou acima dos fundos ligados a Solana e XRP.
SOLH11 (Hashdex): -2,21%
O SOLH11 refletiu a maior sensibilidade da Solana à redução do apetite por risco.
A criptomoeda esteve entre os ativos de grande capitalização que mais recuaram, ao lado de Ethereum e XRP. Os ativos de maior beta devolveram aproximadamente três vezes a perda registrada pelo Bitcoin durante a correção.
Os ETFs americanos de Solana também passaram de fortes entradas na sessão anterior para resgates. Essa mudança reduziu o suporte institucional depois de um período de elevada procura pelos produtos ligados ao ativo.
A combinação entre saída de recursos e maior volatilidade colocou o SOLH11 na penúltima posição do grupo.
XRPH11 (Hashdex): -4,91%
O XRPH11 apresentou a maior queda da relação. O ETF oferece exposição direta ao XRP, que esteve entre os principais ativos pressionados na venda generalizada do mercado.
Os ETFs americanos de XRP também registraram resgates, interrompendo a sequência positiva observada anteriormente. Na sessão anterior, esses produtos haviam recebido US$ 14,38 milhões e completado 11 pregões consecutivos de entradas.
A reversão dos fluxos coincidiu com uma correção mais intensa do XRP. Como o ativo apresenta maior volatilidade que o Bitcoin, a redução do apetite por risco produziu um impacto mais forte sobre o XRPH11.
O fundo terminou 4,24 pontos percentuais abaixo do BITH11, evidenciando a diferença entre o comportamento do Bitcoin e das altcoins no pregão.
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