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CHIP11 sobe 9,16% em setembro com avanço de AMD e TSMC; Broadcom limita ganho

chip11-amd-tsmc-etfs-tecnologia-setembro-2026

Créditos: iStock

Tecnologia não foi uma aposta única em setembro. O CHIP11 encerrou o mês com alta de 9,16% na B3; o NASD11 ganhou 3,11% e o TECX11, ligado à inovação chinesa, caiu 8,09%. A distância começa na composição: enquanto um fundo concentra a cadeia de semicondutores, outro reúne as maiores empresas não financeiras da Nasdaq e o terceiro compra ações do mercado de Shenzhen.

Dentro da cesta de chips, os papéis também não andaram juntos: AMD subiu 29,96% em dólar entre 31 de agosto e 30 de setembro; Broadcom caiu 5,17%.

CHIP11 (Investo): +9,16%

Na carteira de referência divulgada em 31 de agosto, Nvidia representava 23,45%, TSMC 9,65%, Broadcom 6,11%, Micron 5,61% e AMD 5,29%. Esse grupo respondia por metade da exposição. A alta mensal de AMD, de US$ 470,72 para US$ 611,76, e a valorização de 9,84% do ADR da TSMC, de US$ 415,32 para US$ 456,19, ajudam a explicar a força do segmento. Micron avançou 11,10%, de US$ 958,73 para US$ 1.065,11. Nvidia, embora fosse o maior peso, ganhou 3,44%, de US$ 220,78 para US$ 228,38: o resultado da cesta dependeu da amplitude entre fabricantes, não só de sua principal ação.

Broadcom fez o contraponto: caiu de US$ 370,34 para US$ 351,19, recuo de 5,17%. O portfólio cruza chips para treinamento e inferência de inteligência artificial, fabricação terceirizada, memória de alta largura de banda e equipamentos de produção.

O ganho de AMD e TSMC pesou na direção positiva; a queda de Broadcom reduziu a uniformidade do movimento. Como verificação do setor no exterior, o SMH, ETF que o CHIP11 replica, passou de US$ 556,63 para US$ 609,00 no mesmo intervalo, +9,41% pelo preço negociado nos EUA. A cota brasileira fechou +9,16% em reais.

QQQQ11 (Buena Vista): +7,29%

O QQQQ11 acompanha a seleção de ações de maior beta intrínseco do Nasdaq 100. O resultado ficou 4,18 pontos percentuais acima do NASD11, que acompanha o índice amplo. O que diferenciou as duas estratégias foi o peso atribuído aos papéis mais voláteis, e não um multiplicador diário do índice.

A dispersão entre nomes de tecnologia mostra por que o filtro importou: AMD avançou 29,96%, contra 3,44% de Nvidia e 1,11% de Microsoft no mês.

 

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UTEC11 (XP Asset): +4,36%

O índice Bloomberg US 3000 Technology reúne tecnologia norte-americana em universo mais amplo que os 25 nomes do SMH. Nele, a alta das fabricantes de chips concorre com o comportamento de software, serviços e outros fabricantes de hardware. Microsoft fechou setembro com +1,11% em dólar, bastante abaixo dos +29,96% de AMD e +9,84% de TSMC.

A diferença de 4,80 pontos percentuais entre UTEC11 e CHIP11, ambos negociados em reais, é coerente com a menor concentração em semicondutores. Não foi uma alta genérica de todas as empresas de tecnologia: a parcela dedicada à infraestrutura física da computação teve desempenho mais forte.

USTK11 (Investo): +4,21%

O USTK11 segue o MSCI US Investable Market Information Technology 25/50, que também distribui exposição entre diversos segmentos e tamanhos de empresas dos EUA.

Apple, fornecedora de dispositivos e ecossistemas de software, ganhou 5,10% em dólar, de US$ 316,85 para US$ 333,02; Microsoft, com grande exposição a software corporativo e nuvem, avançou 1,11%. Esses movimentos ficaram abaixo da alta de AMD e ajudam a entender por que a carteira setorial diversificada não acompanhou a seleção concentrada de chips.

A proximidade de USTK11 (+4,21%) e UTEC11 (+4,36%) contrasta com a vantagem de quase cinco pontos de CHIP11 sobre o primeiro. O principal corte que separou os resultados foi a concentração da carteira.

NASD11 (XP Asset): +3,11%

O Nasdaq 100 mistura empresas não financeiras de tecnologia, comunicação, varejo e consumo. Seu ETF de referência, QQQ, subiu de US$ 716,76 para US$ 739,77, ganho de 3,21% no mercado americano entre 31 de agosto e 30 de setembro.

Na parte de megacaps, Apple subiu 5,10%, Nvidia 3,44% e Microsoft 1,11% no período.

TECX11 (Bradesco Asset): -8,09%

O TECX11 compra o ChinaAMC ChiNext ETF. Seu universo, de ações inovadoras de Shenzhen, tem motores diferentes dos da Nasdaq: baterias, automação industrial, tecnologia financeira e empresas de saúde entram na leitura de crescimento.

Duas ações associadas ao recorte mostram a pressão: CATL, fabricante de baterias, caiu de 363,55 para 291,11 yuans, perda de 19,93%; East Money, plataforma financeira, recuou de 19,39 para 17,79 yuans, -8,25%.

 


Este conteúdo tem caráter informativo e educacional e não constitui recomendação de investimento.

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