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CHIP11 acumula alta de 58,02% em 2026; saúde e boi gordo também figuram entre os líderes

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Créditos: iStock

Até o fechamento de 29 de setembro, o CHIP11 acumulava 58,02% em 2026. HTEK11 aparecia em seguida, com 32,24%, QQQQ11 tinha 29,53% e BBOI11 avançava 26,09%. A presença de semicondutores, saúde, ações americanas de alto beta e contratos futuros de boi gordo entre os primeiros colocados mostra que o retorno anual não dependeu de uma única classe de ativos.

Em fundos internacionais negociados em reais, o desempenho das ações no exterior divide a formação da cota com o câmbio. No BBOI11, a referência é inteiramente diferente: contratos futuros locais e remuneração do caixa.

CHIP11 (Investo): +58,02%

O CHIP11 replica no Brasil o VanEck Semiconductor ETF. Na composição apresentada pela Investo, Nvidia tinha 23,45%, Taiwan Semiconductor 9,65%, Broadcom 6,11%, Micron 5,61%, AMD 5,29% e ASML 5,08%. Juntas, essas seis empresas representavam 55,19% da exposição. A carteira reúne diferentes etapas da cadeia: projeto de processadores, fabricação, memória e equipamentos utilizados nas fábricas de chips.

Os resultados operacionais ajudam a sustentar essa liderança. Em agosto, a Nvidia informou receita trimestral de US$ 96,2 bilhões, alta anual de 106%, com US$ 89 bilhões vindos de data centers. A AMD reportou receita de US$ 11,5 bilhões no segundo trimestre, crescimento anual de 50%, e afirmou que data centers responderam por 58% do total. A TSMC registrou em julho receita 44,7% superior à de um ano antes. São evidências de demanda distribuída por diferentes elos da infraestrutura de computação, precisamente os elos com maior presença na carteira do CHIP11.

HTEK11 (Itaú Asset): +32,24%

O HTEK11 acompanha um índice de 50 empresas americanas ligadas à inovação em tratamentos, diagnósticos, bioinformática e medicina. A metodologia atribui pesos iguais no rebalanceamento anual de dezembro. Como os preços das ações mudam depois disso, as participações também mudam ao longo do ano. A concentração que surgiu em Moderna é uma demonstração concreta dessa dinâmica: na carteira examinada pela DEX em setembro, a companhia já representava 13,65%, e Illumina, 4,57%.

O avanço de Moderna esteve ligado a fatos clínicos com impacto direto sobre as expectativas para seus produtos. Em janeiro, Moderna e Merck divulgaram dados de cinco anos de um estudo de fase 2b para uma terapia individualizada contra melanoma em combinação com Keytruda. Posteriormente, anunciaram que um estudo de fase 3 atingiu os objetivos de sobrevida livre de recorrência e de metástase à distância. Esse tipo de resultado pode alterar de forma intensa a avaliação de uma empresa de biotecnologia; com uma participação elevada de Moderna, o HTEK11 ficou particularmente sensível às reações da ação. Illumina acrescentou exposição à área de sequenciamento genético e diagnóstico.

QQQQ11 (Buena Vista): +29,53%

O QQQQ11 segue o Nasdaq-100 High Beta Index, que seleciona o quartil de empresas do Nasdaq-100 com maior beta intrínseco em relação ao índice. São 25 componentes, segundo a Nasdaq. A seleção muda a composição do risco: o fundo procura ações mais sensíveis aos movimentos do mercado, em lugar de simplesmente reproduzir a ponderação tradicional do Nasdaq-100.

Na carteira examinada pela DEX em junho, figuravam Nvidia, Amazon, Micron, Broadcom, Tesla, Applied Materials, AMD e Meta. Havia, portanto, uma conexão direta com a expansão dos semicondutores, mas também exposição a comércio eletrônico, veículos elétricos e plataformas digitais. Essa mistura ajuda a entender por que QQQQ11 participou da alta da tecnologia em 2026 e, ao mesmo tempo, acumulou menos que o CHIP11, cuja carteira concentrou mais capital na cadeia de chips.

BBOI11 (BB Asset): +26,09%

O BBOI11 traz ao grupo uma fonte de retorno diferente das ações americanas. Seu índice acompanha uma carteira teórica do primeiro vencimento do contrato futuro de boi gordo, com rolagem mensal e caixa remunerado pela taxa DI de um dia. O retorno da cota combina, assim, a trajetória dos contratos, os efeitos da passagem de um vencimento para outro e a remuneração da parcela financeira.

O mercado físico forneceu um contexto importante ao longo do ano. Segundo dados compilados pela ABIEC a partir do comércio exterior brasileiro, os embarques de carne bovina somaram 2,202 milhões de toneladas de janeiro a agosto, alta de 5,3% sobre 2025; a receita chegou a US$ 12,79 bilhões, avanço de 21,7%. Agosto isoladamente foi mais fraco, com retração dos volumes destinados à China e maior participação de outros mercados. Essa combinação de demanda externa acumulada forte e mudança de destinos ajuda a situar a formação das expectativas para o boi, enquanto o desenho do IFBOI explica como essas expectativas chegam ao ETF.

 


Conteúdo informativo. Rentabilidade passada não garante resultados futuros e não constitui recomendação de investimento.

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