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A queda dos ETFs de tecnologia em 5 de outubro não acompanhou uma baixa generalizada de suas principais ações no exterior. Nvidia, TSMC e Broadcom terminaram a sessão em alta, mas o dólar perdeu 4,12% frente ao real, pressionando o valor das carteiras internacionais quando convertido para a moeda brasileira.
O CHIP11 recuou 4,19%, o NASD11 caiu 2,95%, e o TECK11 perdeu 3,46%. O HTEK11, cuja exposição está concentrada em tecnologias aplicadas à saúde, registrou baixa menor, de 0,97%.
A sessão separou dois motores que precisam ser analisados em conjunto: o desempenho das empresas no mercado de origem e o efeito cambial sobre a cota brasileira.
CHIP11 (Investo): −4,19%
O CHIP11 oferece exposição ao VanEck Semiconductor ETF, o SMH, que reúne fabricantes de chips, empresas de projetos de semicondutores e fornecedores de equipamentos para a indústria. Na composição recente, Nvidia representava 19,44%, TSMC 9,44%, AMD 5,52% e Broadcom 5,15%. Juntas, essas quatro posições somavam 39,55% do ETF de referência.
Os movimentos dessas ações foram diferentes. A Nvidia ganhou 2,12%, a TSMC avançou 2,75%, e a Broadcom subiu 2,08%, enquanto a AMD recuou 0,34%. A Applied Materials, fabricante de equipamentos com peso de 4,72%, terminou em alta de 0,41%. Portanto, o recuo da cota brasileira aconteceu em uma sessão com contribuições positivas de várias posições importantes, acompanhadas pelo impacto negativo da conversão cambial.
O contraste com o acumulado do ano é expressivo: o CHIP11 manteve ganho de 58,39%, além de 8,69% em um mês. A expansão da infraestrutura de inteligência artificial oferece um pano de fundo concreto para esse desempenho. No segundo trimestre fiscal de 2027, encerrado em julho, a Nvidia reportou receita de US$ 96,2 bilhões, alta de 106% em um ano. A divisão de data centers faturou US$ 89 bilhões, com crescimento de 117%. Esses resultados evidenciam a escala da demanda que beneficia parte relevante da carteira de semicondutores.
NASD11 (XP Asset): −2,95%
O NASD11 acompanha o Nasdaq-100, que combina grandes empresas de tecnologia com companhias de comunicação, consumo e outros segmentos.
Nvidia e Microsoft, com altas de 2,12% e 1,48%, respectivamente, tiveram movimentos favoráveis, enquanto a Apple caiu 0,24%. Ainda assim, a queda do dólar pesou sobre a conversão dos ativos em reais e contribuiu para o retorno negativo do ETF.
O NASD11 acumulou 2,90% em um mês e 11,52% no ano. A distância em relação ao CHIP11 reflete exposições distintas: o Nasdaq-100 participa do crescimento da tecnologia, mas distribui o patrimônio entre negócios com diferentes fontes de receita e sensibilidades à expansão da infraestrutura de IA.
TECK11 (Itaú Asset): −3,46%
O TECK11 acompanha o NYSE FANG+, índice concentrado em dez grandes empresas e com pesos iguais nas datas de rebalanceamento. A composição inclui negócios como Nvidia, Broadcom, Microsoft e Apple, ao lado de outras companhias de plataformas digitais, software e tecnologia.
O desenho de pesos iguais muda a participação de cada ação no resultado. Na referência de rebalanceamento, cada integrante recebe peso de 10%, fazendo com que os movimentos de diferentes empresas tenham importância mais equilibrada do que em um índice ponderado pelo tamanho de mercado. Na sessão, as altas de Nvidia, Broadcom e Microsoft encontraram uma contribuição negativa da Apple e o efeito adverso do câmbio.
O fundo terminou o dia com baixa de 3,46%, acumulando 0,95% em um mês e 10,58% no ano.
HTEK11 (Itaú Asset): −0,97%
O HTEK11 acompanha o Morningstar US Exponential Technologies Healthcare, com foco em tecnologias e inovação aplicadas à saúde. Sua carteira possui motores ligados à indústria farmacêutica, biotecnologia e desenvolvimento de tratamentos, distintos dos investimentos em chips e infraestrutura computacional.
Entre as empresas presentes na carteira divulgada em agosto, a AbbVie avançou 1,12% em 5 de outubro, enquanto a Amgen ficou praticamente estável, com −0,01%.
O fundo recuou 0,97% no dia, mas acumulou 4,62% em um mês e 27,23% no ano.
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