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CHIP11 ganhou 6,97% na semana passada, enquanto o USTK11 avançou 4,00%. Ambos dão acesso, pela B3, a empresas americanas de tecnologia e mantêm exposição cambial.
A carteira do primeiro é concentrada na cadeia de semicondutores; a do segundo distribui capital também entre Apple, Microsoft, software e equipamentos. Na semana, AMD subiu 12,65% em Nova York e Micron, 6,54%.
A alta veio em uma semana de forte disputa entre tecnologia e juros. O Federal Reserve havia elevado a taxa básica americana em 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,75% a 4,00%, em 16 de setembro. Na semana seguinte, o rendimento do Treasury de dez anos subiu cerca de 15 pontos-base, chegando perto de 5,15%, segundo a Nasdaq. Mesmo com esse aumento do custo de capital, o Nasdaq-100 avançou aproximadamente 3%. O mercado não comprou todas as ações de crescimento por igual: o impulso em nomes ligados a computação, memória e inteligência artificial foi suficientemente forte para superar a pressão dos juros em parte do setor.
O dólar também contribuiu para a leitura em reais. Ele encerrou a última sexta-feira perto de R$ 5,18, acima dos aproximadamente R$ 5,14 do dia 18. Essa valorização semanal favoreceu ETFs brasileiros que preservam a moeda americana.
CHIP11 (Investo): +6,97%
O CHIP11 investe no SMH, ETF americano da VanEck dedicado a fabricantes de semicondutores e fornecedores de equipamentos para a indústria. Na composição publicada pela Investo, Nvidia representava 23,45% do ativo alvo; TSMC, 9,65%; Broadcom, 6,11%; Micron, 5,61%; e AMD, 5,29%. Somadas, as cinco posições atingiam 50,11%. Essa concentração faz o desempenho depender fortemente da cadeia de chips, de memória e de capacidade de fabricação.
A ação da AMD passou de US$ 559,82 para US$ 630,63 entre 18 e 25 de setembro. Só na segunda-feira, subiu 9,95%, construindo a maior parte do ganho semanal. Micron saiu de US$ 1.015,80 para US$ 1.082,28; TSMC, de US$ 434,67 para US$ 450,61, alta de 3,67%. A Nvidia, maior posição da cesta, avançou de US$ 222,27 para US$ 225,07, alta mais contida de 1,26%. Assim, a força não veio apenas do maior nome do índice: AMD e Micron forneceram um impulso proporcionalmente maior, enquanto a TSMC também ajudou.
O resultado de +6,97% em reais soma o avanço do conjunto americano à valorização do dólar no período observado.

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USTK11 (Investo): +4,00%
O USTK11 replica no Brasil o Vanguard Information Technology ETF (VGT), uma cesta mais ampla de tecnologia americana. Na carteira divulgada pela gestora, Nvidia tinha 17,73%, Apple 15,79% e Microsoft 11,51%. Broadcom (4,52%), Micron (4,18%) e AMD (2,95%) também estavam presentes. A composição setorial indicava 36,86% em semicondutores e 5,13% em equipamentos e materiais para semicondutores; o restante se espalhava por hardware, software, comunicação e outras atividades de tecnologia.
O fundo, portanto, capturou a alta de AMD e Micron, mas destinava uma fração menor da carteira a elas: 7,13% somadas, ante 10,90% no ativo alvo de CHIP11. Também tinha exposição expressiva a Apple e Microsoft, ausentes do núcleo de chips do SMH. A Nvidia era importante nos dois produtos, com peso maior no CHIP11, mas sua própria ação subiu apenas 1,26%. A explicação da diferença semanal entre os ETFs está nesse conjunto: maior participação de AMD, Micron e outras empresas de chips no CHIP11, diluída no USTK11 por grandes companhias de hardware e software.
O avanço de 4,00% ainda foi relevante em uma semana na qual o Nasdaq-100 subiu cerca de 3% em dólares e o dólar se fortaleceu frente ao real.
Este conteúdo tem caráter informativo e educacional e não constitui recomendação de investimento.