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O impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã voltou a elevar o preço do petróleo e os juros dos títulos americanos na segunda-feira (28).
O S&P 500 perdeu 0,77%, enquanto o Nasdaq recuou 0,98%. Ao mesmo tempo, o dólar comercial avançou 0,85% frente ao real, a R$ 5,22. Para os ETFs negociados na B3, o resultado dependeu de dois movimentos simultâneos: a desvalorização das ações no exterior e a valorização da moeda em que essas ações são cotadas.
O SPXI11, exposto ao dólar, terminou praticamente estável, com alta de 0,05%. O SPXR11, que acompanha uma estratégia sem exposição cambial, caiu 0,52%. Já o NASD11, mais concentrado em grandes empresas de tecnologia, recuou 0,32% apesar da ajuda do câmbio.
SPXI11 (Itaú Asset): +0,05%
O SPXI11 dá acesso ao S&P 500 principalmente por meio do Vanguard S&P 500 UCITS ETF, o VUAA. Na carteira divulgada pela Vanguard ao fim de agosto, Nvidia representava 8,08% do fundo; Apple, 7,03%; e Microsoft, 5,69%. Juntas, as três empresas respondiam por mais de um quinto da exposição. A queda das ações americanas atingiu, portanto, uma carteira fortemente influenciada pelas maiores companhias do índice.
O movimento não foi uniforme. A Nvidia subiu no dia após anunciar a ampliação de seu programa de recompra de ações, mas Apple e Microsoft caíram, e o avanço de uma única posição não impediu a baixa do S&P 500.
Para quem acompanha o SPXI11 em reais, a alta do dólar compensou a maior parte dessa perda externa.
SPXR11 (Itaú Asset): -0,52%
O SPXR11 acompanha a exposição ao S&P 500 por meio de contratos futuros, em uma estratégia desenhada para retirar a variação do dólar do retorno. Seu índice também incorpora a remuneração diária de um depósito interbancário. Na segunda-feira, porém, o carrego de um dia foi pequeno diante da queda das ações americanas.
A comparação com o SPXI11 mostra o peso da escolha cambial. Ambos responderam ao enfraquecimento do S&P 500, mas apenas o SPXI11 recebeu o impulso da valorização do dólar. Por isso, o SPXR11 fechou em baixa de 0,52%, enquanto o ETF com exposição cambial ficou levemente positivo.

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NASD11 (XP Asset): -0,32%
O NASD11 investe na exposição ao Invesco QQQ, ligado ao Nasdaq-100. Sua carteira reúne grandes empresas de tecnologia, comunicação e consumo, com concentração expressiva em nomes como Nvidia, Apple e Microsoft. Essa composição o tornou especialmente sensível à combinação de juros americanos mais altos e perdas em ações de crescimento.
O rendimento do Treasury americano de dez anos chegou à região de 5,23% no dia. Juros mais altos aumentam a taxa usada pelo mercado para avaliar lucros futuros, pressionando particularmente companhias cujo preço depende de expectativas de crescimento por muitos anos. A alta da Nvidia ofereceu algum apoio, mas foi acompanhada por quedas de Apple, Microsoft e outras empresas da carteira.
O dólar mais forte reduziu a perda para o investidor brasileiro, sem eliminá-la: o NASD11 terminou em -0,32%.
DOLX11 (XP Asset): +0,62%
O DOLX11 oferece exposição ao dólar por meio do índice de contratos futuros de câmbio S&P/B3. O motor do resultado foi a valorização da moeda, em um pregão no qual o impasse geopolítico, o petróleo e a alta dos juros americanos favoreceram a busca por dólares.
O ETF avançou 0,62%, frente à alta de 0,85% do dólar comercial. O DOLX11 capturou o movimento cambial de forma mais direta; SPXI11 e NASD11 combinaram câmbio com carteiras de ações sob pressão.
Este conteúdo tem caráter informativo e educacional e não constitui recomendação de investimento.