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B3, bancos e varejo farmacêutico impulsionam ECOO11; peso reduzido de Vale amplia vantagem sobre BOVA11

ecoo11-b3-bancos-vale-bova11-etfs-29-setembro-2026

Créditos: iStock

O ECOO11 subiu 1,56% no pregão de terça-feira, 29 de setembro, enquanto o BOVA11 avançou 0,48%. A diferença de 1,08 ponto percentual não representa uma alta generalizada de empresas ligadas à transição climática.

O índice acompanhado pelo ECOO11 atribui peso elevado à B3, aos bancos e a companhias voltadas ao mercado doméstico, mas participação pequena a Vale.

O pano de fundo brasileiro também ganhou um dado relevante naquela manhã. A taxa de desocupação no trimestre encerrado em agosto foi de 5,3%, abaixo dos 5,6% registrados no trimestre encerrado em maio. O indicador compôs a leitura sobre a atividade interna em uma sessão na qual Banco do Brasil, Raia Drogasil, Ultrapar e B3 avançaram.

ECOO11 (BlackRock): +1,56%

O ECOO11 acompanha o Índice Carbono Eficiente, o ICO2. Sua metodologia parte de ações brasileiras e considera a eficiência das companhias na emissão de gases de efeito estufa. O resultado continua sendo o de uma carteira de empresas negociadas em bolsa, sujeita ao desempenho de bancos, comércio, serviços e outros setores presentes no índice.

Na composição de referência para setembro a dezembro, B3SA3 tinha 15,75%, ITUB4 6,14%, BBAS3 5,94%, VBBR3 5,78%, BBDC4 4,51% e RADL3 3,97%.

No pregão, B3SA3 passou de R$ 17,66 para R$ 17,90, alta de 1,36%. Banco do Brasil ganhou 2,56%, Itaú Unibanco PN avançou 1,41%, Bradesco PN subiu 0,68% e Raia Drogasil valorizou 2,66%. Ultrapar, com peso de 3,29% na carteira de referência, avançou 2,70%.

A carteira também teve freios. Vibra Energia, apesar de seu peso expressivo, caiu 0,26%, e Hypera recuou 3,65%. O efeito negativo de Vale foi pequeno para o ICO2: a mineradora tinha apenas 0,41% na carteira de referência e suas ações perderam 2,18% no dia. Essa distribuição de pesos permitiu que o conjunto de B3, bancos e consumo doméstico prevalecesse sobre as quedas.

BOVA11 (BlackRock): +0,48%

O BOVA11 acompanha o Ibovespa, cuja carteira tem uma exposição muito diferente a Vale. Na composição que entrou em vigor em setembro, a mineradora era a maior posição do índice, com 11,16%. A queda de 2,18% de VALE3 teve, portanto, uma contribuição negativa.

Houve altas importantes entre as maiores ações do Ibovespa. Itaú PN, com peso de 8,61% na carteira de referência, ganhou 1,41%; Petrobras PN, com 8,00%, subiu 0,78%; Axia Energia ON, com 4,85%, avançou 0,66%. Esses movimentos ajudaram o BOVA11 a fechar no positivo. A perda de Vale, entretanto, retirou parte do impulso produzido por essas posições.

 

Para acompanhar as discussões sobre construção de índices e estratégias de ETFs, o INDEX 2026, evento anual da DEX, acontece em 12 de novembro, em São Paulo.

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