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Magalu dispara 12,52%, e HIGH11 sobe 3,74%: veja o retorno de alguns ETFs de fatores da B3

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Créditos: iStock

O último pregão de setembro mostrou que uma alta da bolsa pode produzir resultados muito diferentes entre ETFs de ações brasileiras. O HIGH11 ganhou 3,74% entre os fechamentos de 29 e 30 de setembro, mais que o dobro dos 1,67% do BOVA11. NSDV11, DIVO11 e AUVP11 avançaram entre 1,75% e 1,89%; o LVOL11, voltado a ações de menor volatilidade, subiu 1,21%.

A diferença apareceu nas próprias carteiras. Magazine Luiza avançou 12,52%, Vamos ganhou 7,50%, Cosan subiu 6,45% e Hapvida teve alta de 6,21%. Ao mesmo tempo, Itaú PN, Banco do Brasil e Bradesco PN ganharam 4,68%, 4,67% e 4,11%, respectivamente. O primeiro conjunto favoreceu especialmente a seleção de ações de alto beta; o segundo sustentou os ETFs com exposição relevante a instituições financeiras.

O pano de fundo continua sendo o custo do capital no Brasil. A Selic está em 13,75% ao ano, nível que mantém crédito e crescimento no centro da avaliação de empresas de varejo, locação e educação.

HIGH11 (Nu Asset): +3,74%

O HIGH11 acompanha o Ibovespa Smart High Beta B3, que seleciona, dentro do universo do Ibovespa, ações historicamente mais sensíveis às oscilações do mercado.

Na carteira analisada pela DEX na semana encerrada em 25 de setembro, Magazine Luiza tinha 6,60% de participação; Vamos, 5,82%; C&A, 4,84%; Cosan, 4,75%; e Cogna, 4,39%. A exposição concentrada em nomes de consumo, transporte e educação explica por que a alta do ETF foi maior que a do BOVA11.

As ações desses negócios avançaram juntas, mas em intensidades distintas. Além dos ganhos de Magalu, Vamos e Cosan, C&A subiu 5,47% e Cogna, 5,45%. A combinação importa mais que a maior alta isolada: os cinco papéis estavam entre as posições relevantes da estratégia, de modo que a valorização alcançou vários componentes da cesta. Hapvida, outra empresa associada à seleção de alto beta, avançou 6,21%.

O pregão também mostrou os limites de uma explicação apenas setorial. Ultrapar caiu 1,83% e Vibra recuou 2,11%, enquanto outros nomes da carteira caminharam em sentido oposto.

NSDV11 (Nu Asset): +1,89%

O NSDV11 segue o Ibovespa Smart Dividendos B3 e reinveste no fundo os proventos recebidos. Sua carteira de referência reunia Banco do Brasil, Bradesco PN, Cemig PN, Taesa, CSN Mineração, BB Seguridade e Vale. Na fotografia utilizada pela DEX em 25 de setembro, Banco do Brasil representava 6,08% da cesta, Taesa 6,15%, Bradesco PN 5,85% e CSN Mineração 5,65%. A composição aproxima o retorno do ETF dos movimentos de bancos, empresas elétricas e produtoras de matérias-primas.

No dia 30, esse conjunto trouxe contribuições de magnitudes diferentes. Banco do Brasil ganhou 4,67%, Bradesco PN 4,11%, CSN Mineração 5,25% e Taesa 3,08%. Cemig PN avançou 1,82% e BB Seguridade, 1,08%. Já Vale teve alta mais contida, de 0,43%, e Petrobras PN ficou praticamente estável, em +0,04%. O avanço dos bancos, da mineradora e de Taesa ajudou a levar a cota a +1,89%, sem a mesma intensidade observada na seleção de varejistas e outras ações de alto beta.

DIVO11 (Itaú Asset): +1,86%

O DIVO11 acompanha o Índice Dividendos da B3, que reúne ações com histórico relevante de remuneração aos acionistas. Entre os maiores pesos identificados na carteira examinada pela DEX em setembro estavam Itaúsa (5,91%), BB Seguridade (5,43%), Petrobras PN (5,38%), Petrobras ON (4,98%) e Copel ON (4,85%). O desempenho diário da cota depende do preço dessas empresas e do restante do índice, além dos proventos incorporados à metodologia de retorno total.

Itaúsa subiu 3,11% e Copel ON, 1,59%, reforçando o movimento positivo de bancos e elétricas. BB Seguridade avançou 1,08%. As duas classes de Petrobras ofereceram apoio bem menor: PETR4 ganhou 0,04%, enquanto PETR3 caiu 0,35%. Esse contraste ajuda a ler o ganho de 1,86% do DIVO11: as posições financeiras tiveram um pregão mais forte que as ações da petroleira, apesar do peso relevante desta na estratégia.

AUVP11 (BTG Pactual): +1,75%

O AUVP11 replica o Índice Teva Ações Fundamentos, que seleciona companhias brasileiras segundo critérios como rentabilidade, margem, consistência de lucros e endividamento. A carteira analisada pela DEX em setembro tinha exposição expressiva a Petrobras PN (14,62%), Petrobras ON (12,64%), Itaú PN (16,41%) e Bradesco PN (6,93%). Os pesos criam uma combinação particular de petróleo e serviços financeiros.

Ontem, 30 de setembro, foram os bancos que ofereceram o impulso mais claro entre essas posições: ITUB4 subiu 4,68% e BBDC4, 4,11%. Petrobras não acompanhou a mesma velocidade, com PETR4 em +0,04% e PETR3 em −0,35%. Assim, a presença robusta das ações da petroleira moderou o efeito da forte alta financeira sobre a cota. O AUVP11 encerrou em +1,75%, resultado coerente com uma carteira beneficiada pelos bancos.

LVOL11 (Nu Asset): +1,21%

O LVOL11 acompanha o Ibovespa Smart Low Volatility B3, que seleciona ações de menor volatilidade histórica. Na composição examinada em setembro, serviços públicos respondiam por cerca de 32,3% e o setor financeiro, por 25,5%. Entre os maiores pesos estavam BB Seguridade, Taesa, Itaú PN, Bradesco PN e Engie.

Taesa subiu 3,08%, Itaú PN 4,68% e Bradesco PN 4,11%. Em contrapartida, BB Seguridade ganhou 1,08%, Engie 1,10%, Ambev 0,59% e Vale 0,43%; Klabin caiu 0,88%. O fundo recebeu parte do impulso dos bancos e das elétricas, mas as posições mais estáveis tiveram movimentos menores ou negativos. Isso ajuda a explicar por que sua alta de 1,21% ficou 2,53 pontos percentuais abaixo da do HIGH11.

 


Este conteúdo tem caráter informativo e educacional e não constitui recomendação de investimento.

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