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Petróleo e dólar sobem, enquanto bancos pressionam ETFs brasileiros

O mercado brasileiro atravessou uma sessão volátil em 20 de agosto de 2026. O Ibovespa terminou praticamente estável, aos 167.927 pontos, sustentado por empresas de commodities, enquanto os bancos exerceram pressão negativa. No exterior, a elevação dos rendimentos dos títulos públicos americanos reduziu o apetite por risco e levou as bolsas de Nova York a fechar em queda. O petróleo Brent avançou 2,4%, para mais de US$ 93 por barril, diante das tensões entre Estados Unidos e Irã e das restrições ao tráfego no Estreito de Ormuz. O dólar subiu cerca de 0,3% ante o real, negociado próximo de R$ 5,19. A curva de juros brasileira também abriu, sobretudo nos vencimentos intermediários e longos. Esse conjunto de movimentos favoreceu commodities e exposição cambial, mas pesou sobre bancos, empresas cíclicas e ativos mais sensíveis aos juros.

FIND11 (Financeiro – Itaú Asset): -1,09%

O FIND11 recuou em uma sessão na qual o setor financeiro esteve entre os principais vetores negativos do Ibovespa. As ações dos bancos foram pressionadas por preocupações com as condições do crédito e com o avanço da inadimplência. A retomada da alta dos Treasuries e a abertura da curva de juros brasileira reforçaram a cautela com companhias financeiras, levando o ETF a registrar a maior queda diária do grupo.

BNKS11 (Bancos – Investo): -1,04%

O BNKS11 acompanhou a fraqueza das ações bancárias. Além das preocupações com crédito e inadimplência, o setor enfrentou uma sessão marcada por menor apetite por risco e alta dos juros de longo prazo. Esse ambiente se sobrepôs ao desempenho positivo das empresas ligadas a commodities e manteve o ETF no campo negativo.

BTER11 (Setores perenes – Investo): -0,68%

O BTER11 caiu em meio à realização de lucros nos ativos de risco e à piora do cenário externo durante a tarde. Os rendimentos dos títulos americanos voltaram a subir, enquanto Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq terminaram o dia em queda. No Brasil, a abertura da curva de juros também dificultou o desempenho das ações fora do segmento de commodities.

BCIC11 (Setores cíclicos – Bradesco Asset): -0,39%

O BCIC11, exposto a setores cíclicos da economia brasileira, foi afetado pelo aumento dos juros futuros e pelas preocupações com o nível do crédito. A curva doméstica abriu ao longo dos vencimentos intermediários e longos, enquanto o ambiente internacional mais avesso ao risco reduziu o espaço para a valorização de empresas sensíveis à atividade econômica.

UTLL11 (Utilidade pública – Investo): -0,37%

O UTLL11 encerrou o dia em queda moderada. O avanço dos juros de longo prazo no Brasil e nos Estados Unidos limitou o desempenho de segmentos defensivos e intensivos em capital. O DI para janeiro de 2029 subiu 8 pontos-base, enquanto o vencimento de janeiro de 2033 avançou 7,5 pontos-base, em uma sessão de aumento dos prêmios de risco.

BXPO11 (Empresas exportadoras – Investo): +0,07%

O BXPO11 teve leve valorização, apesar da queda das bolsas americanas. A exposição global do fundo contou com o suporte da alta do dólar frente ao real, que encerrou o dia próximo de R$ 5,19. Esse efeito cambial ajudou a compensar parcialmente o desempenho negativo dos mercados internacionais.

BDEF11 (Setores defensivos – Investo): +0,16%

O BDEF11 avançou modestamente em uma sessão de maior procura por exposições defensivas. A alta dos juros, o aumento das tensões geopolíticas e as quedas em Wall Street elevaram a cautela dos investidores, enquanto os setores cíclicos e financeiros apresentaram desempenho mais fraco no mercado brasileiro.

DOLB11 (Dólar – BTG Asset): +0,38%

O DOLB11 refletiu diretamente a valorização da moeda americana. O dólar subiu cerca de 0,3% ante o real, favorecido pelo retorno da pressão sobre os rendimentos dos Treasuries, pelo aumento do risco geopolítico e pela busca por ativos considerados mais defensivos. A moeda encerrou as negociações perto de R$ 5,19.

MATB11 (Materiais básicos – Itaú Asset): +0,58%

O MATB11 foi favorecido pelo desempenho das empresas ligadas a matérias-primas. A Vale ajudou a sustentar o Ibovespa, enquanto o minério de ferro negociado em Dalian registrou leve alta. O dólar mais forte diante do real também compôs um ambiente favorável às companhias brasileiras exportadoras.

CMDB11 (Commodities – BTG Asset): +1,46%

O CMDB11 apresentou o melhor retorno do grupo, acompanhando a valorização das commodities. O petróleo Brent avançou 2,36%, para US$ 93,78 por barril, enquanto o WTI subiu 2,89%, para US$ 86,83. Os preços foram impulsionados pelo aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã e pelas restrições ao tráfego de petroleiros no Estreito de Ormuz. A alta do petróleo também sustentou as ações da Petrobras e o desempenho do mercado brasileiro ligado a recursos naturais.

 


Dados exclusivos do DEX PRO. Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação de investimento, compra ou venda de ativos.

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