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A bolsa brasileira terminou a semana com o BOVA11 em -0,90%. O SCVB11 avançou 1,30%, abrindo uma vantagem de 2,20 pontos percentuais sobre o ETF de Ibovespa. O movimento teve um motor identificável na carteira: Magazine Luiza subiu 15,56% entre as duas sextas-feiras. A varejista representava 6,53% da composição divulgada para o fundo de small caps de valor.
O avanço de MGLU3 ganhou força a partir de quarta-feira, quando foi publicada a revogação de uma medida da Anvisa que restringia a comercialização, a distribuição e a propaganda de medicamentos na plataforma da companhia. A decisão retirou um impedimento específico; não equivale a uma autorização irrestrita para qualquer formato de venda. A reação da ação, somada às altas de Simpar e Minerva, ajudou o SCVB11 a superar perdas em outras posições relevantes, como Cury, Orizon e Pague Menos.
Uma semana de juros, inflação e notícia corporativa
O Banco Central havia reduzido a Selic em 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano, na reunião encerrada em 16 de setembro. A ata publicada na terça-feira, 22, descreveu a desaceleração da atividade, mas manteve uma leitura cautelosa sobre a inflação e os próximos passos da política monetária. Para empresas expostas ao consumo e ao crédito, o caminho esperado dos juros continua importante: muda o custo de financiamento e o valor atribuído hoje a resultados futuros. A existência de um ciclo de cortes, porém, não fez todas as ações sensíveis à economia doméstica subirem juntas.
Na sexta-feira, o IPCA-15 de setembro veio em 0,70%, depois da deflação de 0,40% em agosto. O dado recolocou a inflação no centro da avaliação do mercado sobre a velocidade de novos cortes. No mesmo pregão, MGLU3 avançou 7,30%.
SCVB11 (Investo): +1,30%
O SCVB11 acompanha o MarketVector Brazil Small-Cap Value, índice que combina menor capitalização com critérios fundamentalistas de valor. A carteira divulgada pela Investo possui Minerva com 7,90%, Magazine Luiza com 6,53%, Orizon com 6,01%, Cury com 4,36% e Simpar com 3,95%. Consumo cíclico respondia por 35,54% e indústria por 24,66%.
Magazine Luiza foi o apoio mais forte entre as posições principais. Da terça-feira, 22, à sexta-feira, 25, a ação saiu de R$ 5,90 para R$ 6,76, avanço de 14,58% concentrado após a publicação da decisão da Anvisa. No intervalo semanal completo, subiu 15,56%.
Houve outros apoios. Simpar avançou 9,17% na semana e Minerva ganhou 3,52%. A exposição do fundo a transporte e logística por Simpar e a proteína animal por Minerva ajudou a diversificar os motores de alta além do varejo.
O lado negativo da carteira foi relevante. Cury recuou 5,16% e Orizon, 2,66% na mesma janela. Pague Menos perdeu 8,94% e Sanepar, 3,36%.

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SMAC11 (Itaú Asset): +0,49%
O SMAC11 acompanha o índice de small caps da B3. Magazine Luiza subiu 15,56% na semana, mas representava cerca de 0,79% da carteira teórica divulgada. Já no SCVB11, o peso divulgado de Magalu era 6,53%. A diferença de peso ajuda a explicar por que os dois ETFs de small caps terminaram a semana com resultados distintos.
A alta do SMAC11 teve outros apoios: Copasa avançou 2,35%, Assaí 2,24% e Totvs 1,75%. Smart Fit e Multiplan também subiram. Do outro lado, as quedas de Cury (-5,16%), Sanepar (-3,36%), Taesa (-2,67%) e Metalúrgica Gerdau (-2,19%) limitaram o ganho.
BOVA11 (BlackRock): -0,90%
No BOVA11, o motor principal foi a concentração do Ibovespa em grandes posições que recuaram. Vale tinha 10,15% da carteira teórica e perdeu 3,54% na semana. Banco do Brasil caiu 6,94%, PRIO 6,15%, e PETR3 e PETR4 também fecharam abaixo do nível da sexta-feira anterior.
O contexto das matérias-primas ajuda a ler a pressão sobre essa parte da carteira: a produção chinesa de aço em agosto ficou 3,7% abaixo da registrada um ano antes, segundo dado publicado em 24/9; o Brent passou de US$ 119,66 em 18/9 para US$ 114,89 em 22/9.
Na sexta-feira, o IPCA-15 de setembro foi de 0,70%, após -0,40% em agosto. B3 e Axia Energia subiram e ofereceram contrapesos, mas insuficientes para compensar as perdas nas posições citadas.
Este conteúdo tem caráter informativo e educacional e não constitui recomendação de investimento.