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Os ETFs de empresas de menor capitalização participaram com intensidade da valorização da bolsa brasileira em 5 de outubro. O TRIG11 avançou 9,76%, o SMAC11 ganhou 9,44%, e o SMAL11 subiu 9,33%.
A redução dos prêmios de risco após o primeiro turno das eleições encontrou carteiras com exposição importante à economia doméstica. Varejistas, incorporadoras, empresas de educação e negócios dependentes de financiamento reagiram à mudança nas expectativas para juros e atividade.
O movimento apareceu diretamente nas ações. Magazine Luiza ganhou 24,18%, Cyrela avançou 18,40%, Assaí subiu 16,41%, e Lojas Renner valorizou 15,39%. A magnitude dessas altas ajuda a explicar o resultado dos ETFs e mostra que o avanço foi sustentado por movimentos concretos de suas empresas de referência.
TRIG11 (Trígono Capital): +9,76%
O TRIG11 acompanha o índice Teva de micro caps, com uma carteira diferente daquela dos ETFs ligados ao SMLL. Na composição do rebalanceamento de 1º de outubro, Cogna tinha peso de 3,63%, Direcional 2,65%, Marcopolo 2,46%, Magazine Luiza 2,37%, Vivara 2,36% e Yduqs 2,20%.
As ações dessas empresas registraram movimentos relevantes. Cogna avançou 10,70%, Yduqs ganhou 12,45%, Direcional subiu 7,99%, Magazine Luiza saltou 24,18%, e Vivara valorizou 9,76%. A carteira reuniu, assim, várias exposições favorecidas pela redução do custo de capital esperado e pela reprecificação de negócios ligados ao consumo e à atividade doméstica.
O ganho de 9,76% levou o retorno do TRIG11 a 15,07% em um mês e 10,04% no ano. O desempenho foi construído por uma cesta dispersa de micro caps: empresas de educação participaram da recuperação das expectativas para a economia, enquanto varejo e construção ofereceram contribuições importantes em uma sessão de forte valorização desses setores.
SMAC11 (Itaú Asset): +9,44%
O SMAC11 acompanha o SMLL, índice de small caps da B3. Na composição consultada para a data-base, Assaí representava aproximadamente 4,54%, Lojas Renner 3,47%, e Multiplan 3,05%. Essas posições colocam consumo e centros comerciais entre as exposições relevantes da carteira de referência.
Assaí avançou 16,41%, Lojas Renner ganhou 15,39%, e Multiplan subiu 9,77%. A valorização desses negócios pode ser lida por dois canais: a perspectiva de condições financeiras menos restritivas para consumidores e empresas e a redução da taxa utilizada pelo mercado para avaliar lucros e fluxos de caixa futuros.
O resultado de 9,44% no dia levou o SMAC11 a 14,74% em um mês e 12,64% no ano. A presença de incorporadoras ampliou a participação no movimento: Cyrela, com cerca de 2,22% do índice consultado, subiu 18,40%, refletindo a forte reprecificação do setor em uma sessão de queda dos juros.
SMAL11 (BlackRock): +9,33%
O SMAL11 também acompanha o SMLL. Além de varejo, construção e shopping centers, a carteira de referência reúne posições relevantes em empresas de saneamento, software e conglomerados. Copasa tinha aproximadamente 6,06%, Totvs 4,97%, e Cosan 3,04% na composição consultada.
A Cosan avançou 23,79%, Copasa ganhou 8,50%, e Totvs subiu 4,16%. Os movimentos mostram diferentes formas de participação no rali. Empresas com investimentos de longo prazo e negócios cuja avaliação depende de fluxos futuros se beneficiam da redução da taxa de desconto, enquanto companhias com endividamento relevante também respondem à mudança na percepção sobre financiamento e custo de capital.
O SMAL11 acumulou 14,60% em um mês e 13,11% no ano. Sua alta diária de 9,33% acompanhou a valorização ampla das empresas do SMLL, cuja composição combina setores distintos e evita que o resultado dependa exclusivamente do varejo.
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