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Os ETFs ligados à tecnologia americana encerraram a semana passada em queda na B3, com perdas entre 1,36% e 4,13% no grupo analisado. O resultado reuniu a correção de empresas relevantes das carteiras e a desvalorização do dólar frente ao real. Meta caiu 9,40%, Alphabet recuou 5,98% e os fabricantes de semicondutores tiveram perdas disseminadas.
O ponto empresarial mais relevante veio da relação entre crescimento e investimento em inteligência artificial. A Meta informou receita trimestral de US$ 64,60 bilhões, alta de 26% em um ano, mas desembolsou US$ 34,91 bilhões em investimentos e registrou fluxo de caixa livre negativo em US$ 2,12 bilhões. A previsão de investimentos de capital para 2026 ficou entre US$ 135 bilhões e US$ 145 bilhões. Os números mostram por que o mercado passou a exigir mais clareza sobre o prazo de retorno dos projetos, mesmo com crescimento das receitas.
| ETF | Gestora | Semana até 23/10 | 1 mês | Acumulado de 2026 |
|---|---|---|---|---|
| UTEC11 | XP Asset | -1,36% | -8,26% | +14,16% |
| USTK11 | Investo | -1,48% | -8,51% | +13,80% |
| NASD11 | XP Asset | -2,33% | -7,91% | +3,65% |
| QQQI11 | Buena Vista | -2,48% | -7,61% | -1,79% |
| QQQQ11 | Buena Vista | -2,78% | -13,39% | +11,31% |
| TECK11 | Itaú Asset | -3,69% | -8,00% | +3,92% |
| CHIP11 | Investo | -4,13% | -15,47% | +31,47% |
Meta e Alphabet explicam parte da diferença entre as carteiras
A queda da Meta atingiu os produtos com exposição direta à companhia, inclusive as estratégias ligadas ao Nasdaq-100 e ao NYSE FANG+. Alphabet perdeu 5,98%, Amazon caiu 0,80% e Microsoft recuou 0,86% na semana. O movimento não foi uniforme: Apple ganhou 1,24% e Tesla subiu 4,93%, oferecendo contrapesos a algumas cestas.
O TECK11, que acompanha dez empresas do NYSE FANG+, tem uma construção mais concentrada que a de uma carteira ampla de tecnologia. A exposição à Meta e à Alphabet tornou as duas quedas relevantes para o resultado. O ETF perdeu 3,69% na semana, enquanto o NASD11, ligado ao Nasdaq-100, recuou 2,33%. A seleção e a ponderação das companhias, e não apenas o rótulo de tecnologia, determinaram a diferença.
O QQQQ11 seleciona o quartil de maior beta do Nasdaq-100 e caiu 2,78%. Já o QQQI11, com exposição ao Nasdaq-100 e estratégia de opções voltada à renda, perdeu 2,48%.

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Fabricantes de chips absorveram a revisão dos investimentos em IA
O CHIP11 recuou 4,13%, acompanhando a pressão sobre o setor de semicondutores. Seu veículo de exposição é o VanEck Semiconductor ETF, o SMH, que caiu 2,33% em dólares na semana. Entre as empresas da carteira, Nvidia perdeu 1,48%, AMD recuou 2,26%, Intel caiu 3,22% e Broadcom perdeu 2,15%. Taiwan Semiconductor teve alta de 1,43%, um contrapeso parcial.
Na composição de setembro divulgada pela Investo, Nvidia representava 19,14%, TSMC, 9,24%, e AMD, 5,56%. O peso da Nvidia torna sua oscilação particularmente relevante. A ligação com o investimento em IA é direta: os projetos dos grandes compradores de infraestrutura sustentam a demanda por processadores, memórias e equipamentos. Quando o mercado questiona o financiamento e o prazo de monetização desses projetos, revisa também as expectativas para os fornecedores.
Tecnologia da informação teve uma defesa relativa
UTEC11 e USTK11 perderam 1,36% e 1,48%, respectivamente. Seus recortes de tecnologia da informação diferem do Nasdaq-100 e do FANG+, que incluem empresas classificadas em comunicação e consumo. Meta e Alphabet pertencem a serviços de comunicação; Amazon e Tesla, a consumo discricionário.
A moeda adicionou pressão transversal. O DOLX11 caiu 1,50% na semana, sinalizando o movimento desfavorável do dólar para as posições internacionais medidas em reais.
A semana terminou com dispersão relevante também no ano: CHIP11 ainda acumulava 31,47%, enquanto QQQI11 estava em -1,79%.
Conteúdo informativo. Não constitui recomendação de investimento.