
Créditos: iStock
A recuperação do ouro internacional sustentou ganhos nos ETFs brasileiros do metal ontem (27), mas o câmbio alterou a intensidade do movimento. GOLX11 avançou 1,16%, OROF11 subiu 0,54% e GOLD11 ganhou 0,13%. A queda do dólar conteve o retorno das estratégias que combinam o metal com a exposição à moeda americana.
O ouro para dezembro encerrou a sessão na Comex em alta de 0,90%, a US$ 4.074,60 por onça-troy. Entre os veículos lastreados em ouro físico, o IAU ganhou 1,21% e o SGOL avançou 1,26%. O movimento ocorreu após uma abertura mais fraca, num dia em que o recuo dos preços de energia reduziu parte da pressão inflacionária acompanhada pelos investidores.
Petróleo e juros americanos deram o pano de fundo
A possibilidade de avanços diplomáticos envolvendo o Irã e o tráfego pelo Estreito de Ormuz ajudou a aliviar o petróleo, apesar da continuidade das tensões na região. Para o ouro, esse canal importa porque energia mais cara pode elevar a inflação e prolongar a restrição monetária nos Estados Unidos. O alívio no petróleo atenuou essa pressão, favorecendo a recuperação do metal durante a sessão.
A decisão do Fed, marcada para 28 de outubro, manteve o foco na trajetória dos juros americanos. O ouro não paga juros ou cupons e, por isso, concorre com títulos remunerados. Mudanças na expectativa de política monetária alteram seu custo de oportunidade. O ganho do metal ontem, 27/10, ocorreu dentro desse ambiente de expectativa para a decisão e para os dados de inflação, sem encerrar os riscos associados a taxas elevadas.
| ETF | Gestora | Retorno ontem (27) | Retorno em um mês | Retorno em 2026 |
|---|---|---|---|---|
| GOLX11 | XP Asset | +1,16% | -4,84% | -2,89% |
| OROF11 | Galapagos Capital | +0,54% | -2,91% | N/A |
| GOLD11 | XP Asset | +0,13% | -2,39% | -9,12% |
GOLD11 (XP Asset): +0,13%
A carteira do GOLD11 tem exposição ao iShares Gold Trust, o IAU, lastreado em ouro físico. O veículo americano subiu 1,21%, mas a valorização do real reduziu o ganho quando convertido para a moeda brasileira. O retorno de 0,13% do ETF mostra o resultado de dois motores em sentidos opostos: recuperação do metal e perda de valor do dólar em reais.
O contraste com a segunda-feira foi expressivo. No primeiro pregão após o segundo turno, o salto do dólar havia ampliado o avanço da exposição internacional; na terça, o câmbio retirou parte desse impulso. O ativo investido voltou a subir, mas o componente cambial mudou de direção. Assim, uma sessão positiva para o ouro em dólar terminou com ganho bem mais discreto para o cotista brasileiro.

Quer acompanhar as discussões sobre índices, estratégias e o mercado de ETFs? O INDEX 2026, evento anual da DEX, acontece no dia 12 de novembro, em São Paulo. Garanta a sua vaga.
OROF11 (Galapagos Capital): +0,54%
O OROF11 carrega exposição ao SGOL, veículo lastreado em barras de ouro físico alocadas em cofres. O SGOL avançou 1,26% na sessão americana, sustentando a parcela internacional da carteira. O fortalecimento do real conteve sua transmissão ao preço local, mas o fundo brasileiro ainda terminou com alta de 0,54%.
GOLX11 (XP Asset): +1,16%
O GOLX11 acompanha uma carteira de futuros de ouro com caixa remunerado, uma estrutura diferente da manutenção de um ETF americano de ouro físico convertido para reais. O índice utiliza o primeiro vencimento do contrato futuro de ouro, com rolagem mensal, e remunera o caixa por DI ou Selic. O movimento de 1,16% ficou mais próximo da recuperação internacional do metal.
Conteúdo informativo, sem recomendação de investimento. Rentabilidade passada não garante resultados futuros.