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UTLL11 cai 19,48%: Sabesp, Axia e Equatorial mostram por que utilities não escaparam do choque de juros

Créditos: iStock

O UTLL11 (Investo) recuava 19,48%, a R$ 113,48, na marca de 16h01 desta segunda-feira, 26 de outubro. A queda é especialmente reveladora porque o fundo reúne distribuidoras, geradoras, transmissoras e empresas de saneamento, negócios normalmente associados a receitas de maior previsibilidade. Previsibilidade operacional, contudo, não impede a revisão do valor das ações quando a curva de juros sobe de forma abrupta. A sessão começou com interrupção temporária das negociações e forte abertura das taxas futuras; ao longo da tarde, a pressão se espalhou por ativos de diferentes setores.

Na carteira publicada pela gestora, Sabesp, Axia Energia, Eneva, Equatorial e Copel somavam 72,97%. Seus preços, consultados entre 15h32 e 15h56, caíam, respectivamente, 22,11%, 14,98%, 17,31%, 30,01% e 13,61%.

Sabesp: 20,36% da carteira e -22,11% na ação

O saneamento combina concessões longas e programas de investimento intensivos em capital. Quando a taxa exigida pelo mercado sobe, o valor presente dos fluxos de caixa futuros diminui, enquanto o financiamento de obras e a remuneração requerida para novos projetos passam a ser reavaliados.

Axia Energia: 19,53% da carteira e -14,98% na ação

A segunda maior posição fornecia outra parcela expressiva da pressão, ao redor de 2,9 pontos percentuais nessa mesma aproximação. Axia reúne ativos de geração e transmissão, setores em que duração dos contratos, expectativa de investimento e custo de capital influenciam fortemente as avaliações.

Eneva: 11,65% da carteira e -17,31% na ação

A empresa combina projetos de geração e exposição à cadeia de gás e energia. Nesse contexto, a abertura dos juros atinge o financiamento e a avaliação dos projetos; a queda simultânea do mercado de ações amplia o desconto exigido pelos investidores.

 

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Equatorial: 11,06% da carteira e -30,01% na ação

Equatorial respondia pelo movimento mais severo entre essas cinco posições. A combinação de distribuição, investimentos e exposição a saneamento deixa a ação sensível ao custo de capital e à reprecificação de ativos brasileiros de longo prazo.

Copel: 10,37% da carteira e -13,61% na ação

Copel completava o núcleo da pressão, com contribuição aproximada de 1,4 ponto percentual. Seu desempenho foi menos adverso do que o de Equatorial, mas ainda expressivo.

Na semana encerrada em 23 de outubro, o UTLL11 tinha recuado apenas 0,22%, enquanto acumulava 13,42% de alta em um mês e R$ 46 milhões de captação líquida nessa janela.

 


Este conteúdo tem caráter informativo e não constitui recomendação de investimento.

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