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O primeiro pregão após o segundo turno presidencial produziu uma divisão importante dentro da bolsa brasileira. Enquanto o BOVA11 perdeu 14,51%, o MATB11 (Itaú Asset) avançou 0,77% no fechamento de 26 de outubro. Entre seus componentes, Suzano subiu 10,08%, Vale ganhou 4,01% e Klabin avançou 3,24%.
A valorização de 8,21% do dólar comercial alterou a leitura dos resultados dessas empresas em reais. Ao mesmo tempo em que os juros maiores penalizavam negócios ligados ao crédito e à demanda doméstica, a moeda americana mais cara aumentava o valor em reais de receitas de exportação e de resultados produzidos fora do país. Esse efeito foi particularmente visível no papel e na celulose.
MATB11 (Itaú Asset): +0,77%
O ETF acompanha o Índice de Materiais Básicos e concentra a análise em empresas produtoras de insumos. Suzano terminou o dia a R$ 47,40, contra R$ 43,06 na sexta-feira, uma alta de 10,08%. A companhia vende celulose em um mercado internacional referenciado em dólar e mantém uma base relevante de custos em reais. A mudança cambial, portanto, afeta a conversão da receita e a leitura das margens operacionais.
Vale fechou a R$ 64,38, com valorização de 4,01%, ante R$ 61,90 na sessão anterior. A receita de minério é ligada ao mercado internacional, enquanto uma parcela relevante das despesas operacionais brasileiras é denominada em reais. O câmbio cria um amortecedor para a operação, embora dívida, investimentos e outros custos em moeda estrangeira também entrem nessa conta. A alta da ação mostra que a liquidação de risco doméstico conviveu com uma reavaliação favorável das exportadoras.
Klabin e Gerdau acrescentaram motores diferentes
Klabin ganhou 3,24%, a R$ 18,81, em comparação com R$ 18,22 na sexta-feira. A companhia reúne celulose, papéis e embalagens. A parcela exportadora se beneficia da conversão cambial, enquanto os negócios de embalagens também respondem ao consumo e à atividade no Brasil.

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Gerdau avançou 0,91%, a R$ 25,45. Sua presença acrescenta à carteira uma exposição à siderurgia com operações relevantes na América do Norte. Nesse caso, a leitura envolve produção e resultado no exterior, além das exportações brasileiras.
A alta do dia preservou um ganho modesto no ano
Com o resultado de segunda-feira, o MATB11 passou a acumular 1,25% de valorização em 2026, mas ainda apresentava queda de 1,24% em um mês. A janela mensal registrava aproximadamente R$ 32 milhões de captação líquida, enquanto a entrada acumulada no ano era de R$ 147 milhões.
Conteúdo informativo. Não constitui recomendação de investimento.