A Galápagos Capital anuncia a listagem do EUAT11 na B3, ETF que replica o Vanguard Total Stock Market ETF (VTI) e dá ao investidor brasileiro exposição a mais de 3.400 empresas americanas de todos os portes, com taxa total estimada de 0,18% ao ano, 0,15% da taxa do fundo na B3 somados a 0,03% do ETF offshore.
O mercado americano além das 500 maiores
O EUAT11 se diferencia da exposição americana mais comum no mercado brasileiro, hoje concentrada em produtos atrelados ao S&P 500. Em vez de replicar apenas as maiores companhias, o índice acompanha o mercado americano em sua totalidade, incorporando também empresas de média, pequena e micro capitalização. Na prática, o investidor deixa de comprar um recorte do mercado e passa a comprar o mercado. E com isso, a estrutura reduz o problema de concentração que marca os índices tradicionais.
O VTI hoje é um ETF que possui cerca de 41% do portfólio em empresas de tecnologia, 12,50% no setor industrial e 10% alocado em setor financeiro. A ação de maior peso do ETF é NVIDIA, responsável por 6,69% do portfólio.
Custo como pilar da tese
O custo é o segundo pilar da tese. O VTI é o ETF mais barato de sua categoria nos Estados Unidos, com taxa de 0,03% ao ano, e o quarto maior ETF listado no mercado americano em patrimônio. Ao acessá-lo por um veículo local, o investidor brasileiro chega a uma taxa total de 0,18% ao ano, sem necessidade de conta no exterior, remessa de recursos ou declaração de ativos offshore.
Combinação com o GXUS11: carteira global a ~0,25% a.a.
Combinado ao GXUS11, o ETF de ações globais ex-EUA da própria Galápagos, o EUAT11 permite montar uma carteira de renda variável global com custo agregado inferior ao dos produtos globais já disponíveis na B3. Uma alocação de 60% em EUAT11 e 40% em GXUS11 resulta em custo médio ponderado estimado de aproximadamente 0,25% ao ano.
Um mercado em expansão acelerada
O lançamento ocorre em um momento de expansão acelerada da classe no Brasil. A B3 encerrou junho com 204 ETFs listados, ultrapassando pela primeira vez a marca de 200 produtos, e o estoque financeiro passou de R$ 91 bilhões em dezembro para R$ 126 bilhões, praticamente o dobro do registrado um ano antes.
“O investidor brasileiro que queria o mercado americano vinha comprando, na verdade, as 500 maiores empresas americanas. São coisas diferentes. O EUAT11 entrega o mercado inteiro, com as small e mid caps que ficam de fora do S&P 500, e faz isso a um custo que até pouco tempo atrás só existia para quem tinha estrutura no exterior.”
– Bruno Stein, responsável pela área de fundos listados da Galápagos Capital