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Bancos e mercado doméstico lideram ETFs com alta do Ibovespa

Créditos: Pngtree

 

O Ibovespa avançou 1% e alcançou 177.419 pontos, ampliando para nove pregões a sequência de altas. A valorização do petróleo, o desempenho dos grandes bancos e a melhora da percepção sobre os ativos brasileiros permitiram que a bolsa local se descolasse das perdas observadas nos mercados internacionais.

O segmento financeiro teve participação importante no movimento. Banco do Brasil subiu 2,83%, BTG Pactual avançou 2,11%, Itaú ganhou 0,84% e Bradesco teve alta de 0,64%. Santander destoou do grupo e recuou 1,50%. O desempenho favoreceu os ETFs concentrados em bancos e outras empresas financeiras.

Petrobras também ajudou a sustentar o mercado depois que as tensões entre Estados Unidos e Irã voltaram a elevar o risco sobre a oferta global de petróleo. As ações ordinárias da companhia subiram 4,23%, enquanto as preferenciais avançaram 3,38%. PRIO ganhou 3,85%, acompanhando o Brent novamente acima de US$ 90 por barril.

Na direção oposta, Vale caiu 0,93%, mesmo com a valorização do minério de ferro na China, e Suzano recuou 1,50%. O dólar também perdeu 0,31% diante do real e encerrou o pregão próximo de R$ 5,18. Esses movimentos pressionaram os ETFs de materiais básicos, exposição global e câmbio.

FIND11 (Itaú Asset): +1,79%

O FIND11 liderou a relação com alta de 1,79%. O ETF acompanha o Índice Financeiro da B3 e concentra a carteira em bancos, bolsa, seguradoras e outras instituições financeiras.

Itaú, B3, BTG Pactual, Bradesco e Banco do Brasil representam mais de 80% da carteira. A valorização de quatro dessas cinco posições foi determinante para o desempenho do fundo, com destaque para os ganhos de Banco do Brasil e BTG Pactual. A queda do Santander teve impacto limitado diante do peso menor da instituição na estratégia.

BDOM11 (Investo): +1,44%

O BDOM11 avançou 1,44%. O fundo seleciona empresas que obtêm mais de 50% da receita no mercado brasileiro, mantendo exposição relevante a serviços financeiros, utilities, energia e consumo cíclico.

O setor financeiro representa cerca de 42% da carteira. Itaú, Petrobras, Nu Holdings, Bradesco, BTG Pactual e Banco do Brasil estão entre as maiores posições. A alta dos bancos e das empresas de petróleo favoreceu diretamente uma estratégia concentrada nos principais vetores positivos da sessão.

BCIC11 (Bradesco Asset): +1,33%

O BCIC11 subiu 1,33%. O ETF reúne empresas de setores cíclicos, incluindo serviços financeiros, materiais básicos, construção, consumo, energia e comunicação, com pesos iguais entre os componentes.

A valorização dos bancos e das construtoras sustentou o resultado. MRV avançou 6,17% e Cyrela ganhou 5,52%, em um pregão também positivo para Banco do Brasil, BTG Pactual, Itaú e Bradesco. A diversificação entre setores cíclicos permitiu ao fundo superar o Ibovespa, apesar da queda de Vale e Suzano.

BNKS11 (Investo): +1,21%

O BNKS11 avançou 1,21%. O ETF oferece exposição concentrada aos principais bancos brasileiros, com limite de 20% por companhia.

Itaú, Banco do Brasil, BTG Pactual e Bradesco representam as maiores posições da carteira e encerraram o pregão em alta. Banco do Brasil e BTG Pactual apresentaram os ganhos mais expressivos do grupo. A queda do Santander, que representa uma parcela menor da estratégia, reduziu parte do avanço.

BOVA11 (BlackRock): +1,19%

O BOVA11 ganhou 1,19%, acompanhando o avanço do Ibovespa. A valorização de Petrobras e dos grandes bancos compensou as quedas observadas em Vale e em parte das empresas exportadoras.

A contribuição de Petrobras foi especialmente relevante devido ao peso das duas classes de ações da companhia no índice. A alta superior a 3% dos papéis, combinada com os ganhos do setor financeiro, permitiu que o Ibovespa avançasse mesmo diante da aversão ao risco nos mercados internacionais.

CMDB11 (BTG Asset): +1,05%

O CMDB11 subiu 1,05%. O fundo reúne produtoras brasileiras de commodities e mantém posições relevantes em Vale, PRIO, Petrobras, Gerdau, Suzano e Klabin.

As empresas de petróleo sustentaram o retorno. Petrobras e PRIO avançaram com a valorização do barril após a retomada das tensões entre Estados Unidos e Irã. As quedas de Vale e Suzano limitaram o desempenho, impedindo uma alta mais próxima à registrada pelas principais petroleiras.

BDEF11 (Bradesco Asset): +0,96%

O BDEF11 avançou 0,96%. O ETF seleciona empresas de setores defensivos, menos dependentes das oscilações do ciclo econômico.

A estratégia participou da valorização da bolsa, mas ficou atrás dos fundos concentrados em bancos e setores domésticos. O pregão foi liderado por serviços financeiros, petróleo e construção civil, enquanto as empresas de perfil defensivo apresentaram uma participação mais moderada no avanço.

BTER11 (Investo): +0,95%

O BTER11 ganhou 0,95%. O fundo utiliza critérios de qualidade para selecionar empresas brasileiras, considerando características financeiras e operacionais.

A estratégia acompanhou a melhora do mercado doméstico, mas sua diversificação reduziu a participação na alta concentrada dos bancos e das produtoras de petróleo. O retorno ficou próximo ao do Ibovespa, refletindo um pregão positivo, mas com diferenças relevantes entre setores.

UTLL11 (Investo): +0,47%

O UTLL11 avançou 0,47%. O ETF oferece exposição a empresas brasileiras de utilidade pública, incluindo companhias de energia elétrica, água e saneamento.

O setor apresentou alta mais moderada do que bancos e petróleo. A menor sensibilidade das utilities à valorização do barril e ao movimento das ações financeiras deixou o fundo distante dos líderes, embora o ambiente positivo para a bolsa tenha mantido a estratégia no campo positivo.

BXPO11 (Investo): -0,09%

O BXPO11 recuou 0,09%. O ETF reúne empresas brasileiras com maior exposição a receitas internacionais.

A sessão foi liderada por bancos, construção civil e companhias ligadas ao mercado doméstico. Ao mesmo tempo, a queda de Vale, Suzano e Embraer pressionou empresas com maior presença internacional, enquanto a valorização do real reduziu o suporte cambial para esse perfil de estratégia.

MATB11 (Itaú Asset): -0,27%

O MATB11 caiu 0,27%. O fundo acompanha empresas brasileiras do setor de materiais básicos, com exposição a mineração, siderurgia, papel e celulose e produtos químicos.

Vale recuou 0,93%, apesar da alta do minério de ferro na China, enquanto Suzano perdeu 1,50%. O desempenho negativo dessas empresas limitou a contribuição de outros componentes da carteira e colocou o ETF entre as principais quedas da relação.

DOLB11 (BTG Asset): -0,30%

O DOLB11 apresentou a maior queda da relação, com recuo de 0,30%. O ETF acompanha o desempenho do dólar diante do real.

A moeda americana encerrou o pregão próxima de R$ 5,18, com desvalorização de 0,31%. O real recebeu suporte da valorização da bolsa brasileira e do recuo do dólar no exterior, embora a alta dos juros futuros domésticos tenha limitado parte do movimento cambial.

 


Dados exclusivos do DEX PRO. Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação de investimento, compra ou venda de ativos.

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