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Os ETFs de empresas brasileiras de menor capitalização tiveram uma quinta-feira de valorização disseminada. Ontem, 8 de outubro, o SCVB11 subiu 3,79%, o SMAL11 avançou 3,22% e o TRIG11 ganhou 3,17%. SMAB11 e SMAC11 também participaram do movimento, com altas de 2,65% e 2,45%, respectivamente.
O pano de fundo foi a redução dos juros de vencimentos intermediários e longos. O DI para janeiro de 2029 recuou de 12,43% para 12,32%, e o contrato para janeiro de 2031 passou de 12,589% para 12,420%. A absorção da oferta de títulos prefixados do Tesouro e o alívio das taxas americanas na parte final do dia favoreceram esse movimento, em uma semana marcada pela revisão das expectativas políticas e fiscais após o primeiro turno das eleições.
Essa queda altera a avaliação de empresas que dependem de financiamento, capital de giro ou consumo a crédito. Os preços das ações incorporam uma combinação de custo de capital menor e melhores perspectivas para os resultados futuros. O efeito apareceu de forma concreta: Assaí avançou 7,37%, Vamos ganhou 7,26% e Magazine Luiza subiu 5,56%.
SCVB11 (Investo): +3,79%
O SCVB11 combina empresas menores com um filtro de valor, em vez de reproduzir integralmente o índice Small Cap da B3. Na composição recente, Magazine Luiza representava 7,79% da exposição, uma posição relevante para um pregão em que a ação ganhou 5,56%. O varejista é sensível tanto ao financiamento do consumo quanto ao custo financeiro da própria operação. Sua valorização deu ao fundo uma participação direta no movimento de recuperação de ações ligadas ao mercado interno.
Outras posições também se moveram a favor da carteira: Brava Energia subiu 3,42%, acompanhando a valorização das ações de petróleo, e Yduqs avançou 2,34%. Esses negócios tinham pesos de 3,12% e 2,91%, respectivamente.
O avanço, entretanto, conviveu com perdas relevantes. Minerva recuou 3,91% e Cury caiu 2,45%, apesar de ocuparem 7,06% e 3,87% da carteira. A alta de 21,34% na semana até quinta-feira mostra a dimensão da reprecificação recente desse conjunto de empresas.

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SMAL11 (BlackRock): +3,22%; SMAB11 (BTG Pactual): +2,65%; SMAC11 (Itaú Asset): +2,45%
Os três ETFs acompanham o índice Small Cap da B3, uma carteira mais ampla que a seleção de valor do SCVB11. O comportamento de seus componentes revela que o avanço alcançou diferentes atividades. Além da alta de 7,37% do Assaí, Cosan ganhou 3,76%, Iguatemi subiu 3,62%, Multiplan avançou 2,97% e Allos teve alta de 1,94%.
Assaí tinha 3,62%, Allos 4,11%, Multiplan 2,90% e Cosan 2,58%. Copasa, com 6,32% nessa carteira de entrada, avançou 1,32%, ampliando a participação de serviços essenciais na alta.
Também houve freios: Metalúrgica Gerdau caiu 2,10% e Hypera perdeu 2,27%. Assim, o resultado expressa uma recuperação ampla, com diferenças entre segmentos. Na semana até 8 de outubro, SMAL11 acumulava 15,51%, SMAB11 15,07% e SMAC11 15,12%.
TRIG11 (Trígono Capital): +3,17%
O TRIG11 acompanha o Teva Ações Micro Caps, que concentra a exposição nas empresas de menor capitalização dentro do mercado brasileiro.
Na carteira rebalanceada em 1º de outubro, Magazine Luiza tinha 2,37%, Vivara 2,36%, Yduqs 2,20% e Marcopolo PN 2,46%. As respectivas ações ganharam 5,56%, 2,92%, 2,34% e 1,68% no pregão, oferecendo canais concretos de contribuição positiva em varejo, educação e indústria. Do outro lado, Direcional recuou 0,77% e Tenda caiu 2,54%, com participações de 2,65% e 2,62% no rebalanceamento.
O ganho de 17,53% na semana até quinta-feira reforça que o movimento de valorização ultrapassou as companhias que dominam o Ibovespa.
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