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Solana cai mais de 5% nos ETFs da B3; resgates nos EUA aprofundam pressão sobre cripto

Créditos: iStock

Os ETFs de criptoativos negociados na B3 recuaram na quinta-feira, 8 de outubro, com perdas mais intensas nas carteiras concentradas em Solana. O QSOL11 caiu 5,64% e o SOLH11, 5,07%. Entre os produtos de Bitcoin, o BITH11 perdeu 1,80% e o QBTC11, 2,07%. O HASH11, que combina diferentes moedas, recuou 2,51%.

A pressão tinha dois canais concretos: condições financeiras restritivas e retirada de capital dos ETFs americanos. Os fundos de Bitcoin nos Estados Unidos registraram resgates líquidos de US$ 244,1 milhões no dia 8, depois de saídas de US$ 484,9 milhões no dia 7. Foram US$ 729 milhões retirados em duas sessões. Nos ETFs de Ethereum, os resgates chegaram a US$ 72,5 milhões na quinta-feira e a US$ 486,1 milhões entre segunda e quinta.

Esse movimento retirou uma fonte de demanda por moedas à vista durante a correção. Ao mesmo tempo, o petróleo acima de US$ 100 manteve a preocupação inflacionária: juros elevados aumentam a remuneração das alternativas de menor risco e o custo de financiar posições especulativas. A queda dos rendimentos dos Treasuries no fim da sessão não eliminou a pressão acumulada durante a semana.

BITH11 (Hashdex): -1,80%; QBTC11 (QR Asset): -2,07%

Os dois fundos concentram sua exposição no Bitcoin, que voltou a negociar abaixo de US$ 83 mil durante a sessão, após ter se aproximado de US$ 87 mil no início da semana. Entre esses dois níveis, a moeda perdeu aproximadamente 4,6%. O movimento identifica o principal ativo responsável pelas perdas desses ETFs: a correção do BTC em dólares, parcialmente amortecida no Brasil pela alta de 0,27% da moeda americana no dia.

O fluxo institucional reforçou a pressão. Na quinta-feira, o FBTC, da Fidelity, registrou US$ 197,1 milhões em resgates, aproximadamente 81% da saída líquida agregada dos ETFs americanos de Bitcoin. A retirada de recursos ocorreu em um mercado que já vinha reduzindo exposição. Quando fundos à vista encolhem, o canal institucional deixa de absorver a oferta como fazia nos períodos de captação.

Na B3, o BITH11 acumulava queda de 6,35% na semana e o QBTC11, de 7,03%. Ambos ainda mantinham ganhos na janela móvel de um mês, de 3,20% e 2,16%, respectivamente.

ETHE11 (Hashdex): -2,63%; QETH11 (QR Asset): -4,29%

O Ethereum negociou próximo de US$ 2.560 durante o dia 8. A moeda enfrenta o mesmo ambiente de juros e aversão a risco do Bitcoin, mas com um sinal adicional de demanda: os ETFs americanos de Ether tiveram resgates líquidos em cada uma das quatro sessões da semana até quinta-feira. Só o ETHA, da BlackRock, registrou saída de US$ 71,1 milhões no dia 8.

Essa sequência ajuda a explicar a pressão persistente sobre as carteiras de Ethereum. O ETHE11 acumulava perda de 10,79% na semana e o QETH11, de 10,77%, resultados muito próximos no período, apesar das diferentes oscilações das cotas na sessão.

O recuo também alcançava a janela de um mês: 1,02% no ETHE11 e 2,68% no QETH11. Ao contrário dos ETFs de Bitcoin examinados, as carteiras de Ethereum já haviam devolvido o ganho dessa janela. Para o alocador, o ponto é a maior intensidade da correção do ativo subjacente, acompanhada de uma redução documentada da demanda institucional.

 

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SOLH11 (Hashdex): -5,07%; QSOL11 (QR Asset): -5,64%

Solana negociou ao redor de US$ 115 durante a quinta-feira. A concentração em um único token deixou SOLH11 e QSOL11 diretamente expostos à redução de risco nas plataformas de contratos inteligentes.

O ambiente de resgates e juros elevados favoreceu a redução de posições mais voláteis. A demanda pelo token depende das expectativas sobre atividade, liquidez e valorização da rede; quando investidores diminuem o orçamento de risco, essa exposição pode sofrer uma correção mais intensa do que a moeda mais líquida do mercado.

Na semana, o SOLH11 recuava 12,08% e o QSOL11, 9,96%. Ainda assim, ambos preservavam ganhos de um mês, de 4,85% e 5,85%.

HASH11 (Hashdex): -2,51%

O HASH11 reuniu os diferentes vetores em uma carteira diversificada. Na composição do Nasdaq CME Crypto Index de 5 de outubro, Bitcoin representava 73,89%, Ethereum, 11,86%, XRP, 5,14%, e Solana, 4,02%. Essas quatro moedas somavam 94,91% do índice. Portanto, a maior parte da exposição continuava ancorada no BTC.

O peso do Bitcoin ajuda a explicar por que a queda foi menor que a dos ETFs de Solana. Já a participação em Ether e outras moedas abriu um segundo canal de perdas, compatível com o recuo mais intenso da cesta em relação ao BITH11. A diversificação reduz a dependência de uma única moeda, mas mantém exposição ao fator comum que pressionou o segmento: a redução de risco em criptoativos.

O HASH11 acumulava queda de 7,92% na semana e alta de 2,02% em um mês.

 


Conteúdo informativo. Não constitui recomendação de investimento. Rentabilidade passada não garante resultados futuros.

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