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HODL11, HASH11, BITH11 e BITI11 receberam aproximadamente R$ 322 milhões em captação líquida no acumulado de 2026 até 13 de outubro. No mesmo intervalo, as cotas desses quatro produtos registraram perdas entre 13,56% e 18,01%. O movimento mostra entrada de recursos em exposições que ainda não recuperaram as perdas do ano.
O HODL11 reuniu R$ 103 milhões, seguido por HASH11, com R$ 95 milhões, BITH11, com R$ 65 milhões, e BITI11, com R$ 59 milhões.
O contraste entre as janelas também importa. Todos estavam positivos em um mês, com retornos de 3,71% a 6,52%, mas permaneciam negativos em 2026.
Os dados registram expansão líquida das posições em cotas ao longo do período, paralelamente a uma trajetória de preços ainda desfavorável no ano.
HODL11 (Investo): -13,56% no ano
O HODL11 recebeu R$ 103 milhões em 2026 e aproximadamente R$ 5 milhões na janela de um mês. A estratégia acompanha Bitcoin por meio de um índice de referência da MarketVector: o núcleo da exposição é o próprio Bitcoin, com seu resultado convertido para a realidade da cota brasileira.
Em um mês, o retorno era de +5,42%; na sessão de ontem, 13 de outubro, de +1,92%. A sequência coloca o ganho recente em perspectiva. Mesmo após a recuperação, o produto ainda contava com uma perda acumulada de 13,56% no YTD.
HASH11 (Hashdex): -18,01% no ano
O HASH11 acumulava R$ 95 milhões em captação no ano, sendo R$ 33 milhões na janela de um mês. A parcela recente corresponde a aproximadamente 35% do saldo anual. Nesse mesmo mês, a cota ganhou 3,71%, abaixo dos três produtos de Bitcoin do recorte, e registrou +0,96% em 13 de outubro.
Na carteira recente, Bitcoin tinha 75,24%, Ethereum, 11,48%, XRP, 4,90%, Solana, 3,73%, e Hyperliquid, 3,13%. Os dois maiores ativos somavam 86,72%, mas a parcela restante acrescentava riscos diferentes dos de uma posição exclusiva em Bitcoin.

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BITH11 (Hashdex): -14,15% no ano
O BITH11 captou R$ 65 milhões no acumulado do ano e R$ 13 milhões em um mês. A janela recente respondeu por 20% do saldo anual. A estratégia de exposição a Bitcoin preservou ganho de 6,52% em um mês, o maior entre os quatro fundos selecionados, e avançou 2,38% ontem, 13 de outubro.
A comparação dentro da própria gestora é informativa: BITH11 e HASH11 receberam recursos, mas carregam conjuntos de riscos diferentes. A concentração no Bitcoin torna o primeiro uma exposição mais específica. Já o segundo inclui Ethereum e outras redes, ampliando as fontes de retorno e de oscilação.
BITI11 (Itaú Asset): -14,93% no ano
O BITI11 recebeu aproximadamente R$ 59 milhões em 2026. O fundo acompanha o Bloomberg Galaxy Bitcoin Index e oferece a exposição ao preço do Bitcoin em reais.
O retorno era de +5,51% em um mês e de +1,69% no pregão de ontem, 13 de outubro. A perda de 14,93% no ano permanece no mesmo grupo de risco econômico observado em HODL11 e BITH11.
Fluxo positivo não encerra o risco de mercado
O achado do recorte é a convivência entre entradas líquidas e perdas anuais. Os R$ 322 milhões não representam o volume negociado em bolsa, nem o crescimento do patrimônio provocado pela oscilação dos ativos. São saldos de captação nas janelas informadas.
As carteiras identificam o que está sendo ampliado: exposição direta ao fator Bitcoin em três fundos e participação em um índice multicripto no HASH11. Essa leitura é mais precisa do que tratar a entrada de recursos como uma previsão de alta ou como prova de recuperação já concluída.
Conteúdo informativo. Não constitui recomendação de investimento. Criptoativos apresentam elevada volatilidade e risco de perda.